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Porto Alegre é Assim! |
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| José Luiz Prévidi |
Recebemos dezenas de e-mails com comentários sobre o lançamento do Porto Alegre é Assim!. Várias sugestões que estão sendo incorporadas – só não aceitamos aquelas que se referiam a publicação de fotos recentes, porque para isso está aí o Google e sites oficiais que, inclusive, sugerimos. Músicas, passeios, restaurantes, hotéis e ruas foram a maioria das sugestões e todas serão consideradas, sem dúvida.
Nos chamou atenção um e-mail, de um leitor de Brasília, que escreveu que o site é uma “ode a Porto Alegre”.
Puxa vida, como não pensamos nisso, nos vários encontros que fizemos antes de lançá-lo? Uma ode a Porto Alegre! Como não vamos usar a expressão do nosso leitor, resolvemos adotar uma alternativa.
Está informalmente criado, a exemplo da Sociedade Amigos de Porto Alegre, o Fã-Clube Porto Alegre, o Facpa. Ou FACPA? Isso mesmo, um local em que os admiradores da cidade vão se encontrar, reunindo moradores e os que estão em outras cidades, estados ou países (já temos leitores cadastrados dos Estados Unidos, Portugal, Japão, Uruguai e Argentina).
Para que o Fã-Clube tenha um “toque oficial”, vamos abrir um espaço, a partir da próxima edição, para que todos troquem idéias, para que as sugestões apareçam e que se cobrem promessas. E, por que não?, para que todos os seus integrantes se encontrem.
Topas?
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| da Redação |
Sociedade Amigos de Porto Alegre – final
Como está no “leia os textos anteriores”, a SAPA reunia um grupo de amigos e conhecidos que faziam questão de permanecer em Porto Alegre nos meses de verão, quando literalmente a cidade se muda para o litoral. Vários motivos justificavam a associação, como o trânsito tranqüilo, bares e restaurantes sem fila de espera e cinemas com poltronas a escolher.
Hoje, passados mais ou menos 30 anos do surgimento da idéia do publicitário Jesus Iglesias, a tranqüilidade não é a mesma. Por várias razões, mas por duas pontuais: a cidade cresceu bastante e são poucas as pessoas que podem ficar 30, 60 dias, direto, veraneando. Mas, mesmo assim, Porto Alegre nos meses de verão continua uma beleza – exceto o calor sufocante.
O jornalista e advogado Carlos Pires de Miranda foi um dos orgulhosos integrantes da SAPA e resume qual era – e é – o sentimento do porto-alegrense no verão: “Não sei quantos ainda somos. Sei que somos muitos, todos orgulhosos veranistas de Porto Alegre. Sei que os bares da moda sempre têm lugar, que aqui ainda restam mulheres bonitas e bronzeadas – embora insistam em não andar de biquíni no Parcão – que o trânsito flui facilmente em qualquer horário, que aos domingos se pode atravessar a 24 de outubro sem olhar para os lados”.
E finaliza: “Tudo isso é bom demais”.
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| da Redação |
Redenção
É o nome popular do Parque Farroupilha, o mais tradicional e bonito da cidade, e um dos mais agradáveis do mundo. É visita obrigatória, sempre levando-se em conta que estamos numa capital brasileira e deve ser percorrido em horários de movimento, e preferencialmente nos finais de semana, quando o policiamento é maior.
A área, de 40 hectares, está compreendida entre as avenidas José Bonifácio, João Pessoa, Luiz Englert, Setembrina e Osvaldo Aranha. Foi oficialmente fundado em 19 de setembro de 1935. Tem cerca de 10 mil árvores e arbustos. São 38 monumentos – o principal é o ao Expedicionário –, mas a maioria está depredado.
Em seu espaço está o Auditório Araújo Vianna, e oferece aos visitantes um belo lago com pedalinho, mini-zôo, orquidário, passeio de trenzinho, parque de diversões, Mercado do Bom Fim, com lojas de conveniências e lancherias, e cafeteria. Aos sábados, pela manhã, tem a Feira Ecológica e aos domingos o Brique da Redenção, uma das principais atrações da cidade. Tem diversos recantos, que devem ser conhecidos, como o oriental, alpino, europeu e solar.
A foto é do jornalista Ricardo Stricher.
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| da Redação |
Tristeza
É um péssimo nome para uma bairro que tem alegre no nome da cidade. Tão melancólico como cidades que se denominam Sombrio, Turvo ou Ermo, o Trio-Deprê da vizinha Santa Catarina.
Mas o bairro não tem nada de triste, na zona sul da capital gaúcha.
Acontece que até o final do século XIX, a região era rural e despovoada. José da Silva Guimarães, o mais antigo habitante da área, era proprietário de um sítio na atual Vila Conceição. Tinha o admirável apelido de Tristeza e aí o futuro bairro adotou o apelido de seu “fundador”.
Até hoje não se sabe ao certo a razão da tristeza do homem: a morte dos filhos; a saudade da filha, que casou e se mandou; ou pelo temperamento. Foi com a inauguração da Estrada de Ferro do Riacho – que fazia um trajeto desde a Ponte de Pedras, no Largo dos Açorianos, até a região – que as coisas começaram a melhorar. Isso em 1900. Era uma locomotiva pequena que levava três vagões. Trafegava três vezes por dia, no verão, e duas vezes no inverno.
A partir daí tornou-se um bairro de veraneio, com os moradores de outras regiões construindo casas para passar a temporada. Eram as “residências de verão”, de frente ao Guaíba.
Mais progresso em 1923 com a instalação da rede elétrica. Até então, para tudo se usava os lampiões – mesmo para os veranistas espantarem os mosquitos.
Hoje, num área de 264 hectares, tem algo em torno de 20 mil moradores.
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| Jayme Copstein* |
Frei Bento de São José
Um quadro à espera de artista para ser perpetuado é o da Primeira Missa em Porto Alegre. Naquele tempo, nada do aglomerado de casebres sugeria uma cidade no futuro.
Em 3 de dezembro de 1747, esta primeira missa em Porto Alegre foi rezada pelo franciscano Frei Bento de São José. Ele exercia o sacerdócio no Convento de São Francisco do Rio de Janeiro. Em determinado momento, decidiu que parte da sua missão espiritual era fortalecer o exercício da fé nos povoados que brotavam como flores silvestres pelo Brasil Colonial, na direção do Sul. Pôs-se a caminho, levando consigo uma imagem de São Francisco de Assis esculpida em madeira. Em cada lugarejo, improvisava o altar e rezava o ofício.
De povoado em povoado, o franciscano chegou a Viamão às vésperas de 3 de dezembro, data consagrada a São Francisco Xavier. Quando soube da existência do pequenino arraial, conhecido então como Porto de Viamão, decidiu que a data era significativa para o evento.
Cronistas da época descrevem aquele 3 de dezembro de 1747 como um dia ensolarado. Às oito e meia da manhã, a primeira missa de Porto Alegre foi rezada em uma palhoça que ficava na Rua da Praia, onde hoje existe o Banco Safra. Naquele tempo, não tinha praça da Alfândega. A água do Guaíba chegava até onde hoje está a calçada que vai do Edifício do Relógio na rua da Ladeira, até o shopping na esquina da Caldas Junior. Daí o nome de Rua da Praia.
Também naquele tempo os açorianos ainda não haviam chegado. Quem assistiu a esta primeira missa na capelinha improvisada, foi gente vinda com os bandeirantes, ou então refugiada da Colônia de Sacramento e até migrada de Laguna, Santa Catarina.
A partir de então, Porto Alegre começou a ser conhecida como povoação de São Francisco. Só trocou de nome depois. Mas esta é outra história que todos conhecem.
* É jornalista e escritor, cronista do www.coletiva.net
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| da Redação |
Navegantes
É a maior festa religiosa de Porto Alegre, e uma das maiores da América Latina, que reverencia Nossa Senhora dos Navegantes, a padroeira da cidade. Acontece no dia 2 de fevereiro, desde 1871.
Originalmente constava de uma procissão fluvial , com embarcações que saíam do cais do porto levando a imagem da santa do centro da cidade até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, na zona norte. Em 2000 a Capitania dos Portos proibiu a ida pelo Guaíba. Restou a procissão tornar-se terrestre, levando a imagem desde a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade , até a Igreja, onde a imagem permanece durante todo o ano.
De qualquer forma, ainda acontece uma procissão pelo Guaíba – na última edição contou com 200 barcos, que levam uma réplica da Santa.
O trajeto pelas avenidas reúne um milhão de fiéis.
Além da programação religiosa, uma das tradições da festa é as barracas que vendem melancias e o peixe na taquara.
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Fernando Albrecht* |
A história das churrascarias
Falar em churrascarias ou galeterias da Capital sempre envolve um risco. Um dia, inventei de comentar sobre qual ou quais seriam as primeiras galeterias do Rio Grande do Sul e em que ano surgiram. Má idéia. Cada leitor que escrevia, vinha com uma informação diferente. Ora foi o Marreta, ora um galeto de Estância Velha, ora alguém de Caxias do Sul ou Bento Gonçalves. Época?
Aí pelos anos 50, mas não há certeza. Desisti.
Já nas churrascarias pelo menos existe um fato histórico: a primeira de Porto Alegre foi a Cabana do Santos, no IAPI. Para quem tem mais de 50 anos, as mais lembradas não era necessariamente as mais, digamos, fashion, como diria o Xicão Tofani.
Em comum, tinham o fato de ficarem abertas até de madrugada e serem também locais de tomar a saideira. Entre outras, existia a Urca, no Mercado Público; o Fedor, na Osvaldo Aranha com Felipe Camarão, e a Itabira, na Getúlio Vargas, a preferida dos jornalistas boêmios.
A verdade é que naquela época costela e picanha era uma loteria.
E o bicho tinha sempre de quatro anos para mais.
* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.
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| da Redação |
Copacabana
É difícil alguém vir a Porto Alegre e não receber a indicação para ir ao Copacabana, um típico restaurante italiano, que funciona desde 1939. O Copa tem amplos salões estilo cantina, lareira e ar-condicionado central. Embora especializado em pratos típicos da cozinha italiana, oferece também cardápio de comidas da região sul.
Possui estacionamento, atendimento personalizado feito pelos próprios donos e boa carta de vinhos.
Além de um extenso cardápio, tem um almoço executivo, de terças a sextas, com saladas, massas, grelhados e sobremesa, a R$ 14,90. No entanto, a vitela assada com batata e cebolas assadas, e a vitela a duquesa e a romana são os pratos principais da casa. Que tal o cordeiro na tábua? Creia: a braciola e as porpetas são perfeitas para acompanhar a variedade de massas.
O Restaurante Copacabana fica na praça Garibaldi, 2 – fone 3221 4616.
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| da Redação |
Cidades de Erico Verissimo
Porto Alegre foi a cidade escolhida pelo escritor Erico Verissimo para passar grande parte de sua vida. Em seus romances retratou muitas cidades reais e inventou várias. “As Cidades Imaginadas de Erico Verissimo” nos romances Noite, O Senhor Embaixador, Música ao Longe e Um Lugar ao Sol é uma coletiva que vai mostrar a idéia de artistas do RS sobre a proposta.
Adalberto Almeida, André Venzon, Bina Monteiro, Wilson Cavalcanti, Danúbio Gonçalves, Edgar Vasquez, Eduardo Vieira da Cunha, Fabio Zimbres, Joaquim da Fonseca, Liana Tim, Mara Caruzo, Marilice Corona, Nelson Jungbluth, Paula Mastroberti e Rodrigo Nuñez apresentam sua leitura das cidades de Jacarecanga, Cerro Hermoso, Porto Alegre e Washington, na exposição que tem curadoria de Vera Pellin.
Na programação paralela à exposição, acontece em 22 de março o lançamento do catálogo As Cidades Imaginadas de Erico Verissimo, seguido de palestra no Auditório do Museu. O livro tem 56 páginas, em edição bilíngüe (português-inglês) e apresenta texto biográfico escrito por Armindo Trevisan e Maria da Glória Bordini, com ilustrações dos artistas participantes da coletiva.
O evento é no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs),
Na praça da Alfândega, no centro da cidade.
Vai de 14 de março a oito de abril
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| da Redação |
Venâncio Aires
É uma das mais importantes avenidas da cidade, uma homenagem a Venâncio de Oliveira Aires, um paulista de Itapetininga, que morreu em Santo Ângelo, aos 44 anos, em 1885. Jornalista e advogado, foi precursor das idéias republicanas e abolicionistas. Com Moreira da Silva, fundou o primeiro jornal de Itapetininga, O Município.
Formou-se advogado em 1868, pela Faculdade de Direito de São Paulo. Primeiro redator-chefe do jornal republicano A Federação, fez a primeira edição em janeiro de 1884. Tinha entre seus discípulos Júlio de Castilhos, o patriarca do Rio Grande do Sul, Pinheiro Machado e Ramiro Barcelos – todos nomes de ruas e avenidas também. A doutrina de Venâncio foi a base do castilhismo e do pinheirismo.
O Partido Republicano Riograndense foi o único fiel às bases doutrinárias de inspiração do popular abolicionista, desde os primeiros Congressos, até a queda da República Velha, em 1930.
No RS tinha um fã-clube imenso, tanto que uma cidade, de origem alemã, ao emancipar-se resolveu adotar o seu nome – o município de Venâncio Aires é a capital nacional do chimarrão e tem extensas plantações de tabaco.
A avenida Venâncio Aires em Porto Alegre – existem ruas, avenidas e praças em várias cidades da região Sul – começa na praça Garibaldi e vai até a avenida Osvaldo Aranha, atravessando três bairros.
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| da Redação |
Porto Alegre é Demais
Foi composta pelo atual prefeito da cidade, José Fogaça, quando cumpria o mandato de senador, em Brasília. É considerado o hino, mesmo que informal, da capital gaúcha.
A música, cantada por Isabela Fogaça, está no CD Porto Alegre é Demais, produzido pela Companhia Zaffari e já vendeu mais de 100 mil cópias.
Vale a pena ouvir.
Aqui
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