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| José Luiz Prévidi |
O porto-alegrense tem peculiaridades interessantes. Várias.
Hoje está mais difícil continuar com a prática, mas nos dias quentes, as pessoas costumavam sentar-se nas calçadas, em frente às casas, para “tomar a fresca” e conversar. Falavam do calor do dia e a torcida para que desabasse um toró. Em algumas ruas ainda se vê uns corajosos, mas é cada vez mais difícil.
Havia também o hábito de chamar as pessoas de “vizinho”. Sei lá, creio que era a única cidade que tinha esse costume. “Vizinho, onde fica a casa da costureira?”, “Bom-dia, vizinho!”, “Vizinho, me dá um pão de meio quilo”. O “vizinho” podia ser qualquer pessoa. Até mesmo o pedinte usava o artifício, de certa forma carinhoso – “Vizinho, me ajuda pra comprar um pão”.
As cadeiras nas calçadas e o modo de se comunicar são apenas duas dessas peculiaridades que já não são comuns. Entre muitas outras.
Uma, no entanto, persiste, não apenas em Porto Alegre. Em muitas cidades do interior do Brasil é hábito diário.
Infelizmente, continuam com a absurda mania de lavar calçadas com mangueira. Quem passear pelas ruas da capital gaúcha, nas primeiras horas da manhã, constatará essa triste prática. Em qualquer rua se encontrará uma pessoa “varrendo” folhas, por exemplo, com a água da mangueira.
Se alguém se atreve a falar sobre o desperdício, o maníaco, doente por limpeza, dispara: “Sou eu quem está pagando a conta de água!”.
É dispensável se falar da preocupação de todos com o desperdício de água.
Não são poucas as cidades do país que sofrem diariamente com racionamento de água.
Já foram feitas campanhas publicitárias mostrando o absurdo que é essa e outras práticas de desperdício de água. A Prefeitura de Porto Alegre está atenta, sem dúvida.
Creio que, agora, cabe a Câmara de Vereadores aprovar, o mais rápido, uma legislação simplesmente proibindo a lavagem de calçadas com mangueiras. E inclusive com previsão de multas. Ao mesmo tempo, uma campanha publicitária, da Prefeitura com parceiros privados, alertando para o absurdo.
Para encerrar: é bom lembrar que somente depois da aprovação pelos vereadores de legislação prevendo multa para os donos de animais que deixassem cocôs nas calçadas, as pessoas começaram a sair com as sacolinhas para o recolhimento.
Quem sabe, com a previsão de multa, os “higiênicos” porto-alegrenses abdiquem desta triste prática?
Os cavalos da Brigada Militar continuam emporcalhando as ruas da cidade, mas esse é outro assunto.
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| da Redação |
Porto Alegre do Scotto
É bom registrar que a FACPA já tem associados nos Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra, França e Espanha, além de fãs da cidade na maioria dos Estados.
Mas o Fã-Clube de Porto Alegre continua na sua árdua tarefa de reunir apaixonados pela cidade. Não temos estatuto e nem mesmo uma carteirinha, por enquanto. Porque tem alguns sócios que defendem uma carteirinha, “para se exibir”, principalmente aqueles que moram fora do RS.
O Luiz Alberto Scotto é jornalista e hoje é professor em Santa Catarina. Nasceu em Garruchos, no interior do RS, mas se criou em Porto Alegre. Do Estado ao lado, tem uma particular visão do porto-alegrense.
O texto abaixo é de 1993, mas atualíssimo.
Está no livro Tempos do Róseo – Histórias de Jornalistas e pode ser comprado no www.previdi.com.br.
Leia o antológico texto do Scotto:
De boiolas e de planondas
Sempre era madrugada quando lembro de Porto Alegre. Havia um corpo, sangue e um policial dizendo: “Moleu, moleu”. Mais de dez anos se passaram daquelas noites de reportagem policial. As putas, os canas, os bandidos, assistindo ao Leonid Streliaev e ao Pereio demolindo o bar do Bolinha, lá na Ramiro. Essas coisas aconteciam quando havia, em Porto Alegre, dois times de futebol. Um se chamava Internacional, outro era o Grêmio. Faz muito tempo.
Apesar da proximidade, o meu contato com os porto-alegrenses é durante o verão. E hoje parecem outra raça. Invadem Florianópolis e repetem aqui a geografia daí. Os inteligentes, o pessoal do Bom Fim, vêm para a Lagoa da Conceição; os pobres e burros, os da Azenha, para o Campeche; os falsos ricos, os que moram no Moinhos de Vento, preferem Jurerê. Os ricos e inteligentes não vêm, vão para Punta del Este.
A gente continua gostando de Porto Alegre e dos porto-alegrenses. E não é verdade que nos escondemos de vocês, durante o verão, em Florianópolis. Mas é importante dizer: vocês são um pouco desagradáveis.
Aquele negócio de tomar chimarrão com água pela cintura, dentro do mar, na segunda coroa, não dá. A gente sabe que ninguém toma mate dentro do Guaíba. Quem querem impressionar?
Outra coisa que, francamente, pega até mal é esse sotaque. Passamos dez meses sendo gozados pelos catarinas: “Sabe por que o Papai Noel passa no Rio Grande do Sul? Pra trocar os veadinhos”; “sabe por que os gaúchos vêm tantas vezes a Santa Catarina? Pra procurar o pai”. A gente reage, a gente também faz piadas. Mas aí chegam vocês: “Me dá um sanduíche de mortadééééééla”. Eles ganham fôlego.
O porto-alegrense é sabichão. Ele conhece o mar, conhece a praia, ele conhece peixe, sabe tudo. A família se reúne para comer linguado com molho de camarão. (Nunca é linguado, é claro. Servem peixe-espada.) Mas o papai-sabe-tudo experimenta e aprova. O que vem depois é como se estivessem desmontando uma bomba.
– Achei outro espinho.
– Esse espinho quase me pegou!!
– Deus me livre, comer esse peixe! – diz a mãe.
– Acho que está cru.
E o pai finaliza:
– Que baita peixe, o linguado!!
Não vou falar dos pobres, porque de pobre não se fala. Mas aquele pessoal da Azenha se comporta como se estivesse a milhares de quilômetros de Porto Alegre. Já chega querendo comer churrasco. Os inteligentes sentem saudade das livrarias, do Nei Lisboa, dos “espaços culturais”. Os falsos ricos passam o verão inteiro em Canasvieiras e Jurerê, batendo boca com argentinos.
E os surfistas porto-alegrenses? Só tem equivalente no catarina domador. Aqueles guris se agarram nas planondas que só vendo! E o pessoal da D-20, “cabine-dupla”? E os que vão à praia reclamar da areia? E o volume das vozes, os gritos, ninguém consegue ficar perto.
E tudo no “Portinho” (dizem bem assim!) é bom. Vocês contando, para um catarina, sobre a modernidade do aeromóvel, é qualquer coisa. Até eu fico encantado. Aí lembro: o aeromóvel partiu há mais de dez anos e ainda não chegou ao fim da quadra. E a vista que se tem do Morro da Polícia é D-E-S-L-U-M-B-R-A-N-T-E!!
Falam do Brique da Redenção: “ponto de encontro dos intelectuais”. O catarina ouve de olhinhos saltados e eu recordo do público nas manhãs de domingo. Aqueles boiolas carregando os filhos nos ombros e o chimarrão nas mãos, garrafas térmicas e livros enfiados nos sovacos, e falando em abraçar o prédio da Prefeitura. Um horror!
Acho que vocês poderiam mudar um pouquinho. Não precisam dizer óióióióióióióiói e nem se chamar Valmi. Mas, pra começar, um calção mais discreto – de até oito cores – pega bem. Não tragam aquele amigo que gosta de jazz experimental e come pastel de gengibre porque ele vai encontrar aqui uma “vida alternativa”. E vai ficar. Não tragam também os gênios, mas acho que é pedir demais. Periga não aparecer nenhum porto-alegrense.
Uma coisa para finalizar. Ou vocês tomam jeito, ou ficam por aí mesmo. O Lami, ouvi falar, está joinha!!!
P.S. – Agora me expliquem o seguinte: por que ainda sinto tanta saudade de Porto Alegre?
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| da Redação |
Antiquários
O Caminho dos Antiquários é um passeio onde se encontram, evidente, antiguidades e um comércio de serviços, lojas, cafés, bares e restaurantes. Já a Feira do Caminho dos Antiquários ocorre aos sábados, e nela móveis e objetos antigos são expostos nas ruas e calçadas, juntamente com o trabalho de artistas plásticos e artesãos. Cerca de 50 expositores e lojistas espalham o brilho das pratarias, móveis, louças, esculturas e cristais, muitas raridades, curiosidades, colecionáveis, artesanato e artes plásticas.
O diferencial da feira está no fato de que os lojistas podem expor, na rua, peças sofisticadas e refinadas. Ao mesmo tempo, objetos simples, inusitados e até modestos compõem este interessante cenário que atrai muita gente.
Outras atrações dividem a atenção da feira e variam a cada sábado, como apresentações artísticas e musicais, exposições curiosas e culturais, desfiles, festas, desenhistas e convidados especiais.
Confira: rua Marechal Floriano Peixoto e praça Daltro Filho
Na confluência da rua Demétrio Ribeiro, avenida Borges de Medeiros e rua Coronel Genuíno.
Referência: antigo cinema Capitólio.
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| da Redação |
Floresta
A principal avenida do bairro Floresta, a Cristóvão Colombo, começou a existir como Estrada da Floresta, que ligava o centro da cidade, onde havia um certo ordenamento social, mesmo incipiente, a um morro coberto de bela mata virgem. Pela localização, ao lado do Guaíba, o centro não tinha como se expandir e as pessoas, que chegavam mais a cada dia, foram procurando novas terras.
A Estrada da Floresta foi um desses caminhos. Um local perfeito, porque a floresta era uma fonte de energia gratuita – muita lenha para os fogões. E aos empreendedores, matéria-prima para as madeireiras que descobriram aquela mina.
Em 1849, restava resquícios do morro no topo e foi inaugurada a Casa de Saúde Bela Vista – não era permitida a construção de hospitais no centro de Porto Alegre, onde viviam as "pessoas sadias". Meio século depois, o hospital foi comprado pelo Exército para tornar-se o Hospital Militar da Terceira Região. Mas a construção da Casa de Saúde gerou a necessidade de abrir-se ruas. O bairro foi crescendo – a cada dia mais casas e madeireiras. A comunidade mobilizou-se por uma igreja. Em 1888 foi construída a Igreja de São Pedro.
Quando o bairro Floresta já era conhecido, os primeiros bondes já circulavam pelas principais vias.
Curiosidade: hoje é o Shopping Total; antes foi a Cervejaria Brahma. Antes ali foi fabricada duas das mais antológicas cervejas – a Continental e a Elefante.
Em 1925 o bairro já era muito parecido com o que se vê hoje nas ruas internas.
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| Jayme Copstein* |
Andrade
Até 1964, quando o posto foi transformado em agência de segurança – tinha até gente do DOPS por lá –, a portaria da velha Rádio Farroupilha era uma coleção de tipos que pareciam escolhidos a dedo por sua originalidade. Quem deixou nome maior foi Pandolfo, italiano trapalhão, mais parecendo um personagem de anedota virado em figura de carne osso por artes de alguma fada brincalhona.
Antes dele, porém, por largo tempo, ao menos entre 1945 e 1950, a figura mais marcante foi a de um cinqüentão baixinho, que vivia sonhando com o balde na ponta do arco-íris. Jogava alguns vinténs no “bicho” e entrava em órbita. “Se eu ganhar, compro uma carrocinha de cachorro quente, arranjo uma receita diferente, eu mesmo saio a vender, com o lucro compro outra carrocinha” – e de carrocinha em carrocinha, acabava o presidente de uma grande empresa de alimentação, dirigindo os negócios de um escritório envidraçado, sentado em uma cadeira giratória, com imenso charuto na boca. E essa imagem, o escritório envidraçado, a cadeira giratória, o charuto na boca, parecendo coisa vista no cinema, era a sua obsessão.
Todos o chamávamos “Andrade”. Se era nome ou sobrenome, hoje é um dos meus tantos enigmas. Naquele tempo, apenas me limitava a ouvir seus devaneios, rindo interiormente quando a realidade, como um fórceps, o partejava de volta à dureza da vida.
Viúvo, filhos crescidos e encaminhados, seu segundo passatempo era namorar ouvintes solitárias que telefonavam para a emissora, pedindo música romântica, a maioria chorando desenganos amorosos. Nesses momentos, transformava-se em Paulo Ricardo, o galã – “Sabe, o microfone muda muito a voz da gente...”; ou Roberto Telles, o escritor modesto, escondido no anonimato. Era o “autor” de tudo que saía no ar e não fosse “do Dinarte Armando, do Manoel Braga Gastal ou do Nelson Cardoso”.
Um dia, ele e a suposta “viúva de um desembargador” foram colhidos na velha arapuca da vida. Depois de infinitas noites de confidências, decidiu contar-lhe a verdade e lhe pedir perdão. Ela respondeu que não havia o que perdoar por ele ser porteiro: também não se chamava Maria do Horto, era apenas Isabel, empregada doméstica, vivia com dificuldade, mas tinha habilidades, aprendidas com as freiras da Santa Casa, onde fora enjeitada. Costurava muito bem. Se precisasse pregar botão solto, remendar roupa, não se constrangesse. Sabia tudo, fazer camisa, calça, vestido.
Bastou para que Andrade alçasse vôo: comprava uma máquina de costura na Singer, prestação de 10 mil réis por mês, dava bem no salário minguado, comprava tecido nas Pernambucanas, era barato, a granfinagem é que tinha mania de “pagar os tubos” pela mesma fazenda na Casa das Sedas, a Isabel faria um vestidinho jeitoso, os dois sairiam caminhando devagar pela ruazinha modesta, as mulheres da vizinhança, em penca nas janelas, perguntando: “O vestido foi comprado pronto na Cecília Louro?” Ele responderia: “Foi ela quem fez e está à sua disposição”. Um vestido para esta vizinha, outro para aquela outra e logo Andrade cavalgava seu sonho, dirigindo o ateliê de alta costura, em um escritório envidraçado, sentado na cadeira giratória, o charuto imenso na boca...
Nesse momento, Frederico Renato Motolla, diretor da Farroupilha, saiu de sua sala, deu-lhe uma nota de um cruzeiro e ordenou:
– Vai até o bar, me compra uma carteira de Hollywood liso.
Andrade voltou a dali a instantes, sem os cigarros:
– Dr. Motolla, o preço subiu. Agora é 1,10!
Motolla impacientou-se:
– Andrade, por que não puseste o tostão do teu bolso? Eu te devolvia na volta!
Sem se abater, como se falasse de executivo para executivo, Andrade respondeu:
– Doutor Motolla, é que hoje estou ‘meio’ desprevenido.
* É jornalista e escritor, cronista do www.coletiva.net
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| da Redação |
Baile da Cidade
O ponto alto das comemorações do aniversário de Porto Alegre é o Baile da Cidade, na Redenção. É o encerramento da Semana de Porto Alegre. Aconteceu na noite de sábado, dia 31, reunindo centenas de pessoas junto ao chafariz da alameda central do Parque. Uma fina chuva tentou estragar a
festa, mas, felizmente, só tentou.
Este ano a animação foi com o conjunto Impacto, seguido pelo Mensagem. A praça de alimentação teve 14 bancas, e 40 banheiros químicos foram instalados.
Para bandido não ter vez, foram contratados 240 agentes de segurança para garantir a tranqüilidade, além da tradicional presença da Brigada Militar.
Mais uma vez o Baile da Redenção foi um sucesso.
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Fernando Albrecht* |
Um assalto e o gambá
No mesmo endereço - Rua Riachuelo, 1300, que o restaurante Durham completou 20 anos em julho do ano passado, mudou de mão: o antigo gerente Walmor é o novo proprietário. Houve tempo em que existiam dois restaurantes com nomes de raças bovinas - o outro era o Hereford.
Foi neste que, conta a lenda, aconteceu um episódio maravilhoso, no final dos anos 70. Em uma época em que não se falava de assalto, ou se falava pouco, um cara assaltou a casa depois do meio-dia.
Os fregueses só notaram o fato quando a caixa começou a chorar.
Foi tão fácil que o assaltante resolveu repetir a dose alguns dias depois. Só que não se limitou à caixa. Revólver em punho, deu o clássico "é um asssalto" e passou a coletar a grana dos fregueses.
Deu azar, porque um deles era um conhecido gambá. Quando ele viu a arma, desandou a gritar" é isso aí, chefia, tem mais é que limpar estes burgueses!" O larápio ficou perplexo e empurrou o cara.
Revoltado, ele mudou de mão e em vez de elogiar o bandido começou a gritar alto e bom som frases tipo "mijo neste teu revólver!".
Confuso, o meliante ficou com medo da reação dos outros presntes e se mandou.
Borracho estraga a lógica até de assalto.
* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.
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| da Redação |
Cisne Branco
Durante uma hora, um contato direto com o Guaíba e suas ilhas. A navegação é com um guia e é oferecido serviço de bar e copa. Em síntese, este é um dos mais tradicionais passeios da cidade, no Barco Cisne Branco.
O passeio é admirável e percorre a Ilha da Casa da Pólvora, Ilha do Chico Inglês, Ilha do Castelhano, Ilha das Flores, e navega também pelo rio Jacuí, avista a Travessia Getúlio Vargas, a Usina do Gasômetro, e o porto de Porto Alegre.
Todas as terças, quartas, quintas e sextas, às 10h30min, 15 horas e 16h30min – 15 reais.
Nos sábados, domingos e feriados às 10h30min, 15 horas, 16h30min e 18 horas – 15 reais.
Avenida Mauá, 1050 – Portão Central do Porto – CEP 90010-110 – Porto Alegre – RS – cisne.branco@pop.com.br – (51) 3224.5222.
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| da Redação |
Bienal do Mercosul realiza Simpósio
Até seis de abril, a Fundação Bienal do Mercosul recebe inscrições para o Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação. O Simpósio, que acontece nos dias 11 e 12 de abril, em Porto Alegre, é aberto a professores, arte-educadores, artistas, estudantes e interessados. As vagas são limitadas.
Durante o evento, artistas e educadores brasileiros vão discutir projetos e ações que contemplam rupturas de paradigmas e que negociam novas fronteiras entre a arte e a educação. As iniciativas da comunidade, as iniciativas privadas, depoimentos de artistas envolvidos em questões educativas e de educadores envolvidos em práticas artísticas são alguns dos diversos pontos abordados durante o evento. Todos os temas têm em comum a busca por uma nova maneira de pensar a educação para a arte e a arte como forma de educar.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo www.fundacaobienal.art.br. Na seção de Notícias, o interessado pode encontrar as instruções para efetuar a inscrição. Informações pelo 51 3228 4074 ou através do e-mail simposio@bienalmercosul.art.br.
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| da Redação |
João Alfredo
Os administradores de Porto Alegre foram pródigos em homenagear pessoas que não têm a menor relação com a cidade e nem mesmo com o Estado. Muitos, inúmeros desconhecidos para o pessoal daqui, mas que se dedicaram a atividades em outras regiões do país.
Como ruas e avenidas estavam sempre sendo abertas no século XIX, e faltavam nomes para serem homenageados, buscavam figuras que se destacavam no país. Quando muito davam o nome de uma rua ou praça a um brasileiro que tivesse passado algum tempo por aqui – mesmo que fosse de passagem para Montevidéu.
Hoje, a maior cantora da história do Brasil tem uma homenagem no bairro em que nasceu, o IAPI – o Largo Elis Regina. Obscuro, malcuidado, inexpressivo. Alegam, informalmente, que não se poderia dar, por exemplo, o nome de uma avenida importante a uma pessoa que tenha como causa da morte o uso de tóxicos.
Aí, os porto-alegrenses se perguntam: quantos assassinos, mutreteiros, governantes corruptos e bandidos em geral emprestam nomes para avenidas, ruas e praças da capital gaúcha?
Um dia Porto Alegre fará justiça a maior cantora que o Brasil já teve.
João Alfredo Correia de Oliveira não era um mau brasileiro.
Seu nome está numa importante avenida da Cidade Baixa. Mas é outro que não tem nada a ver com a cidade.
Nasceu em Itamaracá, em 1835, e deu o último suspiro no Rio de Janeiro, em 1915. Foi fazendeiro e político – perfil que, hoje, asseguraria um perfil de vencedor. Era abolicionista e monarquista convicto.
Sempre teve uma boquinha. Foi deputado provincial, deputado geral, ministro da Agricultura, ministro da Fazenda, conselheiro de Estado, presidente de província de São Paulo e senador do Império.
Depois da Proclamação da República ganhou um prêmio: a boquinha de presidente do Banco do Brasil.
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| Clábio Gomes* |
Não erre no peixe e similares
Vocês não podem esquecer que a 227ª Feira do Peixe de Porto Alegre estará no Largo Glênio Peres, das 8 horas de três de abril ao meio-dia da Sexta-feira Santa, dia 6. Serão 70 bancas - 65 de pescado, duas de peixe na taquara e três pontos de venda com lanches de frutos do mar.
Escolha bem, pesquise preços, pechinche, vá na Feira com calma.
Para não deixar a família com fome, ao se aventurar na cozinha, ofereço algumas sugestões:
- Para reconhecer o peixe fresco mergulhe-o numa tigela com água fresca. Se ele flutua, está estragado.
- Escamar um peixe é tarefa simples. Mergulhe-o, rapidamente, em água fervente. Raspe as escamas utilizando o lado cego de uma faca, partindo da cauda em direção à cabeça. Faça isso dos dois lados.
- Antes de descamá-lo esfregue-o no vinagre ou na farinha de milho. As escamas sairão com mais facilidade.
- Bacalhau deve ficar de molho de 24 a 48 horas.
- Haddock exige um molho de 6 a 8 horas. Em ambos os casos, a água deve ser trocada constantemente. Se continuarem salgados, cozinhe-os no leite.
- Para que o camarão não fique encharcado, frite-os sem casca. Os camarões ficam mais crocante se você deixá-los de molho por 30 minutos na água com uma pitada de bicarbonato de sódio antes de fritar.
- Aproveite a cabeça e a casca do camarão. Torre-as no forno, bata no liquidificador, peneire e guarde em um pote. Acrescente pitadas desse preparado em qualquer prato e dê a ele um gostoso sabor.
- Descongele o peixe no leite. Ele realça o sabor e retira o gosto de congelado.
- Para temperar, use manteiga preparada com salsinha picada e sal.
- Tire o excesso de sal das anchovas, passando-as no leite.
- Tire o excesso de sal do bacalhau dando uma fervida com uma colher (chá) de farinha de trigo.
- Para que a pele de peixe cozido não se desmanche, basta esfregar um pouco de limão, antes de levá-lo ao fogo.
- Para que a carne do peixe endureça sem desmanchar na fritura, passe o peixe em sal grosso, antes de levá-lo ao fogo.
- Para que o peixe frito fique bem dourado, salpique um pouco de sal no óleo da fritura.
- Para eliminar o cheiro do peixe do recipiente, lave com água, esfregando uma esponja embebida em álcool.
- O peixe cozido vai ficar mais firme e branco se você acrescentar um pouquinho de limão no líquido onde for cozido.
E para encerrar:
- Se você gosta de peixe a milanesa bem torradinho, experimente este pequeno truque para fritá-lo: passe os pedaços primeiramente em leite salgado e em seguida na farinha de rosca. Depois frite como sempre, em óleo bem quente. As casquinhas ficarão crocante.
Na próxima edição: Camarão à Italiana! Uau!!
* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br
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| da Redação |
POA – Porto Alegre
É uma música do Da Guedes, uma homenagem, ao jeito deles, a cidade.
Quem não é um iniciado estranha. É um hip hop.
Os rapazes, da rua Guedes da Luz, começaram em 1993. Mas Baze, Nitro G e Negro X nos vocais, DJ Dee Lay nas picapes e César na percussão só lançaram o primeiro CD em 1999, pela Trama.
Confira aqui.
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