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| da Redação |
Um outro FACPA?
Parece brincadeira, mas tem gente que confunde Porto Alegre com Pouso Alegre. É, sério. Mas não são nem parecidas, a não ser na letra inicial das duas palavras – e, está certo, a sonoridade é semelhante. Pouso, Porto.
Aí ficamos pensando se lá também existe um Fã-Clube de Pouso Alegre.
Vamos lá.
Uma explicação para o nome:
“Da ambição dos aventureiros que demandavam a região do Sul de Minas, à procura de ouro e outras riquezas, nasceu o conhecimento daquele vasto sertão, ainda desabitado por volta de 1596, quando se deu o primeiro devassamento da bacia do Alto Sapucaí pelos bandeirantes paulistas.
Essas expedições e os raros aventureiros que por aqui transitavam necessitavam se orientar, por falta de informantes, pelas referências geográficas, que por isso ganhavam nomes inconfundíveis: o Matosinho, hoje Pouso Alegre, separado pelo campo do mato grande, era um ponto de referência.
A região de Estiva era marcada por uma formação montanhosa no formato de um capuz e ganhou o nome de Serra do Carapuça. Próximo de Santana do Sapucaí, hoje Silvianópolis, havia uma elevação com falha de vegetação no cimo, que recebeu o nome de Serra do Coroado; quem de Ouro Fino viajasse para o Matosinho, depois de vencer o mato encontrava o campo e quem do Matosinho seguia para Ouro Fino, depois de vencer o campo encontrava a mata, por isso a área de transição do campo para a mata era conhecida de uns por Borda do Campo e por outros por Borda da Mata, o nome que perdura.
Foi com a descoberta das minas de Santana, que se iniciou o desenvolvimento do Matosinho do Mandu, primeiro nome de Pouso Alegre”.
Pouso Alegre está localizada no Sul de Minas Gerais, no Vale do Sapucaí, numa área estratégica e de acesso aos três maiores centros de produção e consumo do país. Fica a 200 km de São Paulo, 385 km de Belo Horizonte e 390 km do Rio.
Tem uma população estimada em 130 mil habitantes. Como pólo industrial e multisetorizado, sua arrecadação no ICMS é uma das maiores de MG.
A vida noturna é animada. São dezenas de bares, danceterias, restaurantes, que vão da culinária típica mineira à japonesa.
A hospedagem, para quem visita a cidade, oferece pensões, pousadas e hotéis, inclusive um cinco estrelas com suítes executivas e presidencial, e transporte por helicóptero. Três clubes de campo oferecem lazer e passeios ecológicos aos freqüentadores.
Para os adeptos do trekking, ecoturismo e esportes radicais, no Morro da Torre da Embratel, a 1.200 metros acima do nível do mar, estão as rampas de asa delta, uma imagem de 33 metros de altura do Cristo Redentor - o segundo maior do país - e trilhas ecológicas que descem por uma reserva de Mata Atlântica de aproximadamente 386 hectares até o Parque Zoobotânico, que possui boa infra-estrutura para visitantes, com horto florestal, zoológico, pistas de caminhada, lago, áreas para piquenique e churrasqueiras.
Cercada de rios e cachoeiras, Pouso Alegre oferece ainda quatro parques para pescarias e esportes náuticos, e um passeio de locomotiva a vapor - com 108 anos de idade – transporta turistas por entre matas e trilhas centenárias.
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| da Redação |
10 Museus
MUSEU DO TRABALHO
Instrumentos, filmes, fotos, arquivos sobre o trabalho e máquinas.
Rua dos Andradas, 230 – Centro - 3227-5196
De segunda a sexta-feira das 14 às 22 horas e sábados das 8 às 12 horas
MUSEU JOAQUIM JOSÉ FELIZARDO
Objetos de uso cotidiano desde a última década do século XIX, acervo fotográfico, acervo bibliográfico (história de Porto Alegre, museologia, arqueologia e a Coleção Walter Spalding), acervo arqueológico - fragmentos e peças coletadas através de pesquisa e escavação.
Rua João Alfredo, 582 - Cidade Baixa - 3221-6622 Ramal 253
De terça a sexta-feira das 9 às 18 horas e quinta à noite
MUSEU DA ELETRICIDADE DO RS
Máquinas e equipamentos, mobiliário, luminárias, documentos, bibliografia, audiovisual e numismática
Avenida Ipiranga, 8500 Prédio E2A - Jardim Carvalho - 3334-3179
De segunda a sexta-feira das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas
MUSEU DE ARTE DO RIO GRANDE DO SUL ADO MALAGOLI - MARGS
Acervo formado por obras de arte classificadas por gênero (pintura, escultura, cerâmica, tapeçaria, gravura, desenho, instalações) e por autor.
Praça da Alfândega, s/nº - Centro - 3227-2311
De terça a domingo das 10 às 19 horas
MUSEU DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - PUC
Acervo científico com aproximadamente 5 milhões de peças e experimentos interativos.
Avenida Ipiranga, 6681 - 3320-3597
De terça a domingo das 9 às 17 horas
MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS
Armaria, arquitetura, arreios, arte náutica, bandeiras, bibliografia, condecorações, documentos, escravatura, etnologia, filatelia, heráldica, iconografia, indumentária, numismática, objetos decorativos, objetos de uso pessoal, regionalismo, utensílios domésticos e viaturas.
Rua Duque de Caxias, 1205 / 1231 - Centro - 3221-3959
De terça a sexta-feira das 10 às 19 horas; sábado e domingo das 14 às 18 horas
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
Imagens virtuais, uma linha do tempo impressa em "ploters", além de colunas enfocando personagens da história do RS.
Rua 7 de Setembro, 1020 – Centro - 3224-7159
De terça a sexta-feira das 10 às 19 horas; sábado e domingo das 12 às 18 horas
MUSEU DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA
História dos meios de comunicação, periódicos, revistas, gibis, jornais, filmes e fitas de vídeo, objetos de estúdio de televisão, máquinas de impressão, composição, rotativa, peças de publicidade e propaganda, peças gráficas, fitas, peças e programas publicitários, álbuns de figurinhas, fotografias, rádio e fonografia, equipamentos cinematográficos e filmes.
Rua dos Andradas, 959 – Centro - 3224-4252
De terças a sextas-feiras, das 9 às 18 horas; sábados, das 9 às 12 horas (setor de imprensa escrita)
MUSEU MILITAR DO COMANDO MILITAR DO SUL
Coleções de veículos de combate, transporte, uniformes, armas, equipamentos, fotos, documentos.
Rua dos Andradas, 630 – Centro - 3220-6367
De segunda a quinta em horário comercial e sexta pela manhã
SANTANDER CULTURAL
Cédulas e moedas nacionais e estrangeiras, documentos históricos.
Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro - 3287-5500
De terça a domingo das 11 às 20 horas
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| da Redação |
Petrópolis
Hoje o bairro tem algo em torno de 40 mil habitantes, mas começou na década de 20, ocupado, como a maioria dos demais, por chácaras, com laranjais. Petrópolis desenvolveu-se a partir do Caminho do Meio, que ficava entre duas outras estradas que saíam de Porto Alegre em direção a Viamão e Gravataí. Hoje a conhecemos como avenida Protásio Alves.
Com partes de alta e baixa altitudes, o bairro tornou-se famoso pelo clima ameno. Este foi um dos aspectos naturais que atraíram a classe média, responsável pela ocupação das áreas mais belas. Em 1937, a criação da linha de bonde Petrópolis, pela Companhia Carris, deu um grande impulso.
Consta que colonos alemães que viviam lá desde o início do século fizeram uma homenagem a Petrópolis, cidade da Serra do Rio de Janeiro. O grande empreendedor foi o alemão Willing Kuss, dono de terras, que fez uma série de loteamentos que deram origem ao bairro.
Uma das características de Petrópolis é o nome das ruas, que lembram municípios gaúchos. Até a década de 30, as mulheres eram homenageadas, mas antes de 1940 trocaram o nome das senhoras por médicos, generais e advogados.
Uma pena. Mas algumas resistiram, como Dona Eugênia, Dona Alice e Dona Lúcia.
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| Iara Previdi * |
Estou radicada em Caxias do Sul há 37 anos. Sempre encarei minha vinda para esta cidade como uma missão. Aprendi muito com todos. Sei que o trabalho representa muito para todos nós. Nos dá dignidade.
Mas também aprendi que o trabalho não é tudo, devemos conciliar o trabalho com o lazer.
Uma vez alguém me disse: “É bom ser importante, mas o mais importante é ser bom”.
Este pensamento tem norteado minha vida até hoje. Nós valemos por dentro e não por fora. O dinheiro é só um instrumento que Deus nos dá para sermos felizes, e não um escravo.
Gostaria de agradecer a todos a hospitalidade recebida. Fui muito feliz em Caxias do Sul.
Casei-me com um caxiense, creiei meus dois filhos com muito trabalho, mas valeu a pena. Muito.
Tive retornos como recompensa.
A vida é curta, portanto, devemos desfrutá-la com intensidade e alegria, proporcionando àqueles que nada tem um pouco de alento, para aliviar suas dores morais e materiais.
Agradeço a todos os que convivi em Caxias do Sul.
Aos meus amigos, em especial, gostaria de dizer que tive muito prazer em conhecê-los e, principalmente, na convivência permanente. Já estou com saudade e despeço-me com carinho.
Após todos esses anos estou de volta a minha terra natal.
Obrigado a todos!
* Iara Previdi, artista plástica, iprevidi@yahoo.com.br, volta a morar no Menino Deus (ao lado, uma das obras premiadas de Iara)
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| da Redação |
Não deixa de ser uma festa
Que nos desculpem os organizadores de eventos, em locais externos, durante os meses de frio, mas não é uma agradável opção para finais de semana.
Nós, do Porto Alegre é Assim!, acreditamos que uma boa festa para um sábado é a tradicional Feijoada do Plazinha.
Antes de outras informações confira alguns dos pratos:
Aperitivos:
Lingüiça calabresa
Aipim frito
Polenta frita
Pasteizinhos de carne
Pratos quentes:
Arroz
Couve
Banana à milanesa
Quibebe
Aipim com farofa e bacon
Panelas de ferro:
Costela salgada e defumada
Charque
Paio
Lingüiça calabresa
Orelhas, pés e rabos de porco
Bacon
O Hotel Plaza foi inaugurado em 1953. O Plazinha tem 152 apartamentos e sete suítes de luxo, além do restaurante onde é servida a premiada feijoada.
Rua Senhor dos Passos, 154. Mais informações pelo 3220 8000
O restaurante funciona de segunda a sexta, das 12 às 14h30min e das 19 às 23 horas; sábados, o dia da Feijoada, das 12 às 14h30min.
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Fernando Albrecht* |
Os causos do seu Ernesto
Parece que vem aí uma nova etapa na Revitalização do Centro de Porto Alegre, com reformas em praças e - tomara - o aproveitamento do Cais do Porto. O que falta hoje havia de sobra no passado: bares e restaurantes.
Mas isso foi antes de a classe média ser expulsa do Centro.
Falta algum espaço também para histórias destes locais e seus proprietários e clientes. Um eles certamente foi Ernesto Moser. Dono do Restaurante Dona Maria, na José Montauri e do Chalé da Praça XV, marcou época.
Era um homem notável.
Usava suspensórios quando eles não eram moda. Ar sempre tranqüilo, passeava sua elegância de forma imperturbável nas casas. Em época de eleição, quando alguém perguntava a ele sobre quem ele achava que ia ganhar ou perder, seu Ernesto sempre dizia a mesma coisa: não nasci no Brasil, não me meto nas coisas do Brasil, apesar de ser brasileiro por adoção.
- Aliás, sou o único cara que possui três nacionalidades.
Ante o olhar de interrogação, explicava:
- É que sou austríaco de nascimento, brasileiro por adoção, e "alemão ladrão" quando meus fregueses recebem a conta.
* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.
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| da Redação |
O Chalé
Chalé da Praça XV foi erguido em 1874, originalmente em madeira, na área antigamente chamada de Praça do Paraíso. Aí foi fabricada na Inglaterra uma estrutura de aço desmontável, que chegou em Porto Alegre em 1915.
O antigo chalé em madeira deu lugar ao prédio em estilo bávaro, com traços art-noveau, e vidros que vieram da Feira Internacional de Buenos Aires. Mantém até hoje os lustres e ladrilhos originais.
A novidade da cidade era freqüentada pela alta sociedade, e aos poucos foi ocupado por boêmios e intelectuais Tombado como patrimônio histórico e restaurado em 1998, o Chalé abriga um bom restaurante, com opções da culinária típica gaúcha. O cardápio, personalizado, é composto com nomes de lendas e contos, valorizando a linguagem regional. O chope também é famoso.
A novidade é o cyber café que funciona no ambiente interno.
Informações pelo 3225 2667 – de segunda a domingo
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| da Redação |
Iberê Camargo
No Museu de de Arte Aldo Malagoli – na praça da Alfândega – pode ser conferida, de graça, uma belíssima exposição de um dos maiores artistas gaúchos. Até o dia 5 de agosto. De terça a domingo, das 10 às 19 horas.
Iberê Camargo - Gravuras e as Projeções de um Ateliê no Tempo tem dois módulos principais. O ateliê do artista destaca aspectos técnicos, materiais e expressivos e expõe algumas informações da obra gravada, como as questões formais, os diversos modos de apreensão da realidade das gravuras e os trânsitos entre as obras.
São 42 gravuras em metal, que trazem questões essenciais de sua obra em cinco segmentos.
Em Da identificação à síntese é evocado o modo como a identificação de mundo estrutura as primeiras obras, bem como as transformações que ela sofreu no decorrer de seu trabalho em direção a uma síntese. Transformações na síntese intensifica as questões abordadas no segmento anterior, enfatizando o abandono de todo acessório.
Em Trânsitos no tempo, as gravuras, que encontram-se deslocadas de seu alinhamento histórico, são aproximadas por analogias relativas ao tratamento da matéria.
Alternâncias na matéria mostra a compreensão dos aspectos técnicos de gravuras realizadas em seqüência e num mesmo período.
Em direção à expansão traz obras que guardam o percurso cronológico percorrido por Iberê em seu processo de trabalho.
Iberê Camargo morreu em agosto de 94, aos 79 anos, em Porto Alegre. Um dos maiores artistas brasileiros deixou mais de sete mil obras.
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| da Redação |
Ramiro Barcellos
Ramiro Fortes de Barcellos nasceu em Cachoeira do Sul, em 1851. Foi escritor, jornalista, médico, professor e industrial. Sua mãe, Joaquina Idalina Pereira Fortes, era irmã do Barão de Viamão.
Ramiro cursou o secundário na Escola Escola Pública de Cachoeira do Sul, e o concluiu em Porto Alegre. Fez a Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro e teve vários cargos públicos, como ministro plenipotenciário no Uruguai, secretário da Fazenda, procurador do RS no Rio de Janeiro e superintendente das Obras da Barra de Rio Grande.
Foi deputado provincial de 1877 a 1878, 1879 a 1880 e 1881 a 1882; elegeu-se senador de 1890 a 1899 e de 1900 a 1906. Quando era senador, em 1902, foi criado o Cruzeiro, a moeda, que só veio a ser adotada na década de 40, no governo de Getúlio Vargas.
Como escritor ficou conhecido como autor de Antonio Chimango, escrito entre 1910 e 1915, quando, numa briga política com seu primo Borges de Medeiros, então presidente do Estado, retratado como o personagem principal do livro. Escrevia com o pseudônimo de Amaro Juvenal.
Morreu em 28 de janeiro de 1916.
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| Clábio Gomes* |
Caldo verde – para dias muito frios
Ingredientes:
1/2 Kg de batata inglesa - 1 cebola - 1 pé de couve cortada em tiras finas
100 gramas de lingüiça calabresa picada - 2 dentes de alho - óleo - sal - 3 litros de água - 1 tablete de caldo de galinha.
Preparo:
Cozinhe as batatas junto com a cebola temperada com o tablete e sal.
Liquidificar.
Retornar ao fogo, juntando a lingüiça e a couve.
Verifique o sal e tempere com alho frito no óleo.
Atenção: O caldo deve ficar cremoso.
* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br
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| da Redação |
Anoiteceu em Porto Alegre
Ainda não escutou? Última oportunidade para mais uma dos Engenheiros do Hawaii. É do CD O Papa é Pop, de 1990.
Confira.
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