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Um tiro no próprio pé!
José Luiz Prévidi

O morador de Porto Alegre tem muitas manias. E paixões.
Tem o hábito de tomar chimarrão nas praças e parques. Mesmo que esteja enfrentando um calor de 40 graus. Há todo um ritual. Os homens, por exemplo, carregam a garrafa térmica embaixo do sovaco e a mão, do mesmo braço, leva a cuia. A outra mão, invariavelmente, vai no bolso. As mulheres, mais organizadas e práticas, levam todos os apetrechos numa bolsa própria. E tapam a boca da cuia com papel ou plástico, para que a erva não derrame.
Não sei bem se foi uma paixão ou uma mania, mas muitos moradores da capital gaúcha adoravam andar com a bandeira do PT apoiada no ombro. Lotavam as praças e parques com as bandeirinhas até há poucos anos. Fora outros acessórios, e até mesmo os cachorros vestiam abrigos vermelhos com a tradicional estrela. Se não ofendo petistas, digo que era quase uma moda. Quem chegava de outros estados espantava-se com o “vermelhão” da cidade.
Hoje, os porto-alegrenses estão definitivamente divididos entre os torcedores do Grêmio e do Internacional. Sempre foi assim, mas nada como acontece hoje. São como fanáticos por uma seita. Gremistas e colorados não se suportam. E as discussões chegam até ao rompimento de velhas amizades e mesmo em violentas brigas. Impressionante.
O Porto Alegre é Assim! não poderia ficar de fora deste novo momento, é claro.
Recebo um e-mail da Luciana Torres: “É por acaso o uso das cores do Grêmio na abertura da página? Não lhe ocorreu que os colorados (mesmo os não fanáticos, como eu) poderiam sentir-se excluídos?”. Uau!! Não tinha pensado nisso! No final da mensagem, ainda bem que recebemos um elogio: “Mas, apesar disto, o site é muito interessante!”.
No dia seguinte, depois de publicá-lo no www.previdi.com.br recebo e-mail do Eduardo Martinez: “Concordo com a leitora Luciane, está muito azul, coloca um fim de tarde com o sol bem vermelho”.
Meu Deus, me apressei em explicar que o azul daqui é o céu da bela capital. E que sou um colorado, torcedor do Internacional de Porto Alegre, desde que vim viver na cidade.
Está bem, colorados, aí estão fotos do pôr-do-sol mais bonito da Terra, o do Guaíba – como adoram dizer todos os porto-alegrenses.

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facpa! topaz?
da Redação

Outra Porto Alegre
Esta fica em Tocantins. Porto Alegre do Tocantins.
Tem algo em torno de 2.500 habitantes e suas fazendas se dedicam principalmente a cultura do maracujá e mamão. O município tem exatos 81 veículos registrados no Detran. O prefeito (do PP, eleito com 880 votos) chama-se Adeljon Nepomuceno de Carvalho e o presidente da Câmara é o vereador mais votado (121 votos, de um total de 1.999 eleitores), Vanderlino Portugal de Sousa, do PT. O DDD da cidade é 063.
A Prefeitura fica na Praça Gabriel Cardoso, nº 421, e a Polícia Militar tem a sede da região em Dianópolis, bem perto. O comandante é o capitão Dosautomista Honorato de Melo.
Tocantins foi criado em cinco de outubro de 1988, com a nova Constituição, e situa-se no centro geográfico do país, limitando-se com o Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Goiás e Mato Grosso.
Porto Alegre do Tocantins teve como seus fundadores Francisco Araújo de Carvalho, o primeiro prefeito. O município foi desmenbrado de Almas. Contam que o nome surgiu porque há um rio (Manoel Alves) e nele um porto no qual tinha uma velha canoa para a travessia das boiadas que chegavam. Este porto era bom para os viajantes banharem-se e daí originou-se o nome Porto Alegre.
Hoje, está sendo desenvolvido um grande projeto de irrigação no rio Manoel Alves no qual gera grande número de empregos para região. É o maior projeto de fruticultura irrigada do norte do Brasil. Na região, estão sendo construídas duas usinas hidrelétricas e uma de álcool e metanol.

Propriedades rurais do município estão sendo atendidas com energia elétrica através do programa Luz para Todos do governo Federal. Estão previstas, até agora, 80 ligações elétricas nas propriedades rurais.
Porto Alegre do Tocantins produz cerca de 650 toneladas de maracujá por ano e 260 toneladas de mamão. Além do mercado local, a produção atende o oeste da Bahia e Brasília.


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histórias da rua da praia!
da Redação

Morro da TV
Os morros de Porto Alegre são dede granito, com 300 milhões de anos. Ocupam 65 por cento da área total da cidade. Fazem parte do Escudo Sul-rio-grandense – “uma plataforma triangular com 48 mil quilômetros quadrados, originada de rochas que se fundiram sob pressão e calor intensos no interior da terra e depois emergiram, elevando-se à altura de montanhas”. Em Porto Alegre se concentram oito dos principais morros desta formação geológica.
A 148 metros do nível do mar, o Morro Santa Teresa permite uma excelente visão do Guaíba, junto aos parques Marinha do Brasil e Maurício Sirotsky Sobrinho. Do belvedere Ruy Ramos se vê parte das ilhas do arquipélago, a Usina do Gasômetro e o centro da capital gaúcha.
É conhecido também como Morro da TV, por lá estarem as torres de quatro emissoras de TV e sete de rádio.
Dicas: visita ao Solar, em estilo colonial, na Travessa Paraíso; passeio pela sede campestre da Associação de Pais e Mestres do Colégio Rosário; e a trilha no bosque da Praça Frei Celso Blander.
Mas não aventure-se sozinho. Vá em grupos e de dia.
Boa notícia: o Escritório Municipal de Turismo prepara a nona edição do Diálogos da Cidade-Turismo, que tratará da Revitalização do Belvedere do Morro Santa Tereza. Será no dia 3 de julho, a partir das 16 horas, em local a ser confirmado. Em parceria com o Projeto Cidadania Sobre Rodas, que envolve várias entidades, serão abordadas alternativas para a recuperação do local como um atrativo representativo da cidade com o envolvimento da população da Vila Gaúcha, para que ela se beneficie e se desenvolva através do fomento do turismo de forma sustentável na região.

 

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histórias da rua da praia!
da Redação

Cidade Baixa
Em 1856 começaram a abrir ruas na região, onde hoje está o bairro. Mas ninguém queria saber de se mudar para lá. Tinha, então, uma parte entre as atuais avenida Venâncio Aires e Rua da República, que era conhecido por "Emboscadas". Era uma área acidentada, com muitas árvores e capões, que tornavam o trânsito quase impossível e facilitavam o esconderijo de escravos fugitivos e bandidos. Boca brabíssima.
Mas os administradores insistiram
Implantaram linhas de bonde de tração animal no Caminho da Azenha (hoje, avenida João Pessoa) e da rua da Margem (hoje, rua João Alfredo)
A rua da Margem era atravessada por várias ruelas, chamadas de becos, e com nomes curiosos: Beco do Vintém, Beco do Curral das Éguas, Beco dos Coqueiros e Beco Ajuda-me a viver.
Continuaram insistindo na urbanização e novas ruas foram inauguradas, como em homenagem aos vereadores Lopo Gonçalves e Luiz Afonso. A rua Joaquim Nabuco também foi aberta nessa época, batizada de rua Venezianos, em homenagem ao grupo de carnaval. Aliás, o carnaval da Cidade Baixa era reconhecido e prestigiado na época, com destaque para os coros.
A Cidade Baixa está na área que abrange as avenidas Praia de Belas, Getúlio Vargas, Venâncio Aires, João Pessoa e parte da Borges de Medeiros. São 210 hectares. A antiga Cidade Baixa era mais ampla. Era toda a área ao sul da avenida Duque de Caxias.
Escreveu Carlos Reverbel: O bairro acabaria se notabilizando pela existência de uma classe média singularmente diferenciada. Composta por famílias que ainda botavam cadeiras nas calçadas, assistiam às matinês do cinema Capitólio e freqüentavam os armazéns em busca de secos e molhados.
Hoje, a Cidade Baixa se caracteriza pela enorme quantidade de restaurantes e bares. Tem também bons hotéis. Recebe todo o tipo de tribos, principalmente nos finais de semana, nas ruas General Lima e Silva, República e João Alfredo. Está ao lado do mais belo parque da cidade, a Redenção. Por estar perto do campus antigo da UFRGS, há uma grande concentração de estudantes.


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Iara Previdi *


Estou radicada em Caxias do Sul há 37 anos. Sempre encarei minha vinda para esta cidade como uma missão. Aprendi muito com todos. Sei que o trabalho representa muito para todos nós. Nos dá dignidade.
Mas também aprendi que o trabalho não é tudo, devemos conciliar o trabalho com o lazer.
Uma vez alguém me disse: “É bom ser importante, mas o mais importante é ser bom”.
Este pensamento tem norteado minha vida até hoje. Nós valemos por dentro e não por fora. O dinheiro é só um instrumento que Deus nos dá para sermos felizes, e não um escravo.
Gostaria de agradecer a todos a hospitalidade recebida. Fui muito feliz em Caxias do Sul.
Casei-me com um caxiense, creiei meus dois filhos com muito trabalho, mas valeu a pena. Muito.
Tive retornos como recompensa.
A vida é curta, portanto, devemos desfrutá-la com intensidade e alegria, proporcionando àqueles que nada tem um pouco de alento, para aliviar suas dores morais e materiais.
Agradeço a todos os que convivi em Caxias do Sul.
Aos meus amigos, em especial, gostaria de dizer que tive muito prazer em conhecê-los e, principalmente, na convivência permanente. Já estou com saudade e despeço-me com carinho.
Após todos esses anos estou de volta a minha terra natal.
Obrigado a todos!

* Iara Previdi, artista plástica, iprevidi@yahoo.com.br, volta a morar no Menino Deus (ao lado, uma das obras premiadas de Iara)


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da Redação

Não deixa de ser uma festa
Que nos desculpem os organizadores de eventos, em locais externos, durante os meses de frio, mas não é uma agradável opção para finais de semana.
Nós, do Porto Alegre é Assim!, acreditamos que uma boa festa para um sábado é a tradicional Feijoada do Plazinha.
Antes de outras informações confira alguns dos pratos:

Aperitivos:
Lingüiça calabresa
Aipim frito
Polenta frita
Pasteizinhos de carne

Pratos quentes:
Arroz
Couve
Banana à milanesa
Quibebe
Aipim com farofa e bacon

Panelas de ferro:
Costela salgada e defumada
Charque
Paio
Lingüiça calabresa
Orelhas, pés e rabos de porco
Bacon

O Hotel Plaza foi inaugurado em 1953. O Plazinha tem 152 apartamentos e sete suítes de luxo, além do restaurante onde é servida a premiada feijoada.
Rua Senhor dos Passos, 154. Mais informações pelo 3220 8000
O restaurante funciona de segunda a sexta, das 12 às 14h30min e das 19 às 23 horas; sábados, o dia da Feijoada, das 12 às 14h30min.


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Fernando Albrecht*

Benito e as mulheres volúveis
Morreu aos 81 anos o jornalista Benito Berutti, que durante muito tempo foi colunista de turfe no antigo Correio do Povo. Grande praça. Mais uma vítima do Mal de Alzheimer. Benito também foi fundador da Revista do Turfe, que à sua época foi uma publicação que acompanhava os tempos áureos do turfe gaúcho. Ele tinha histórias fantásticas.
Namorou a dona do Gruta Azul, Marion, quando ela estava no auge, anos 70. Marion era dona de uma das únicas três Mercedes-Benz esporte topo de linha que existiam naquele tempo no Rio Grande do Sul. Antes da memória começar a traí-lo, gostava de ilustrar a volubilidade das mulheres com um causo ocorrido no Farolito, um bar-danceteria que existia na década de 50 na Rua da Praia, pouco depois da Caldas Júnior, sentido bairro. Benito estava de olho numa mulher, sentada numa mesa com uma amiga tomando Cuba Libre. Coisa fina. Não que ela estivesse fazendo olhinho, mas quem não arrisca não petisca. Foi tirá-la para dançar.
- Mas nem pensar!
Irritado e para não passar vexame perante a platéia de ases dos lençóis, o galã convidou a amiga. Outra cara fechada.
Só que, a essa altura, Benito já achou que uma segunda recusa já era demais. Insistiu com a percanta. Com seu nariz de boxeador, imprimia algum temor. E mesmo contra sua vontade, a dama concordou em rodopiar pela exígua pista de danças do Farolito, mas com cara muito, muito amarrada. Dançaram um fox-trotte a pau e corda e nosso herói tentou puxar uma conversa para ver se dava chance de ir aos finalmentes.
- Quer dizer que além de dançar eu ainda tenho que conversar?
Antes de contar como foi a reação do Benito, é preciso dizer que naqueles tempos o comportamento era outro. O que hoje é considerado uma selvageria, e é, à época era coisa comum. Os dois começaram a discutir, ela a aporrinhar o seu par. Benito então achou que era muita coisa para uma noite só e deu uma sonora bofetada na mulher. A platéia não olhou a cena mais que alguns segundos, enquanto ele desistia da mulher e voltou ao bar. Só que aconteceu um milagre. A amiga dela, que havia recusado dançar, passou a despejar demorados olhares ao Benito. Surpreso, ele foi em cima. Como é, antes não queria, agora quer?
- É que me amarro numa porrada - suspirou ela.
Nelson Rodrigues tinha razão. A vida como ela é. Ou era, naqueles tempos.

* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.


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da Redação

O Chalé
Chalé da Praça XV foi erguido em 1874, originalmente em madeira, na área antigamente chamada de Praça do Paraíso. Aí foi fabricada na Inglaterra uma  estrutura de aço desmontável, que chegou em Porto Alegre em 1915.
O antigo chalé em madeira deu lugar ao prédio em estilo bávaro, com traços art-noveau, e vidros que vieram da Feira Internacional de Buenos Aires. Mantém até hoje os lustres e ladrilhos originais.
A novidade da cidade era freqüentada pela alta sociedade, e aos poucos foi ocupado por boêmios e intelectuais Tombado como patrimônio histórico e restaurado em 1998, o Chalé abriga um bom restaurante, com opções da culinária típica gaúcha. O cardápio, personalizado, é composto com nomes de lendas e contos, valorizando a linguagem regional. O chope também é famoso.
A novidade é o cyber café que funciona no ambiente interno.
Informações pelo 3225 2667 – de segunda a domingo

 

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da Redação

Iberê Camargo
No Museu de de Arte Aldo Malagoli – na praça da Alfândega – pode ser conferida, de graça, uma belíssima exposição de um dos maiores artistas gaúchos. Até o dia 5 de agosto. De terça a domingo, das 10 às 19 horas.
Iberê Camargo - Gravuras e as Projeções de um Ateliê no Tempo tem dois módulos principais. O ateliê do artista destaca aspectos técnicos, materiais e expressivos e expõe algumas informações da obra gravada, como as questões formais, os diversos modos de apreensão da realidade das gravuras e os trânsitos entre as obras.
São 42 gravuras em metal, que trazem questões essenciais de sua obra em cinco segmentos.
Em Da identificação à síntese é evocado o modo como a identificação de mundo estrutura as primeiras obras, bem como as transformações que ela sofreu no decorrer de seu trabalho em direção a uma síntese. Transformações na síntese intensifica as questões abordadas no segmento anterior, enfatizando o abandono de todo acessório.
Em Trânsitos no tempo, as gravuras, que encontram-se deslocadas de seu alinhamento histórico, são aproximadas por analogias relativas ao tratamento da matéria.
Alternâncias na matéria mostra a compreensão dos aspectos técnicos de gravuras realizadas em seqüência e num mesmo período.
Em direção à expansão traz obras que guardam o percurso cronológico percorrido por Iberê em seu processo de trabalho.
Iberê Camargo morreu em agosto de 94, aos 79 anos, em Porto Alegre. Um dos maiores artistas brasileiros deixou mais de sete mil obras.



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da Redação

Travessa dos Venezianos
São apenas 15 casas populares construídas no início deste século, na Cidade Baixa. É remanescente das antigas "avenidas" construídas em terrenos particulares para abrigar o proletariado. Foi tombada pelo município em 1980.
Bem interessante foi a exposição Travessa dos Venezianos nº 15, no Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo (rua João Alfredo, 582). Reuniu trabalhos dos artistas Beth Fiori, Cyrillo Crestani, Marli Sassi, José de Belém e Virgínia Quites. Eles pesquisaram a origem histórica do casario de Porto Alegre, já que trabalham com temáticas da cidade. O resultado do trabalho foi a exposição de 18 pinturas e desenhos.
O local conta com a beleza de uma época da cidade de formas geométricas simples e cores puras, com lampiões de luz amarelada. O curioso é que o endereço do atelier dos artistas foi utilizado como título da exposição. Depois de um ano de tratativas, os artistas conseguiram montar o atelier em uma das casas. "É uma casinha cheia de afetos, na qual Mario Quintana esteve sentado à porta, e pintores, músicos, crianças e velhos param para tomar sol e pode-se sonhar", conta Virginia Quites.
Um pouco da história da Travessa, em trecho de artigo da antropóloga Aline Sapiezinskas Krás Borges Canani.
No caso da Travessa dos Venezianos, isso fica evidente com a história de Francisco Cândido Lopes, que era dono da Sociedade Territorial Riograndense e possuía todos os terrenos da região. Quando da sua morte, por volta de 1920, já estavam construídas as casas do lado leste da rua, mas não as do lado oeste, cujos registros iniciais datam de 1932. Este senhor deixou a esposa, Antonina, e um casal de filhos, Ernani e Haydéa.
Após ter sido realizado o inventário dos bens, a esposa ficou com a casa em que morava a família, num bairro nobre da cidade, o filho herdou as terras e a filha ficou com as casas já construídas da Travessa dos Venezianos. A distribuição dos bens entre os herdeiros revela muito sobre a organização social da nossa sociedade, no sentido dos papéis sociais ou status atribuído a cada um dos membros da família.
A esposa ficou com a casa em que já vivia, e provavelmente uma quantia em dinheiro que garantiria seu sustento, a manutenção das despesas da casa e o conforto na velhice. O filho homem recebeu a sua parte em terrenos, para dispor deles conforme lhe conviesse e poder tirar dali o seu meio de vida, provavelmente não através do cultivo da terra, mas negociando terrenos e construindo casas, pois aquela região não abrigava atividades rurais naquela época.
Finalmente a filha mulher recebeu a sua parte em pequenas casas de aluguel, que serviriam para lhe amparar e garantir alguma renda, caso ela viesse a precisar. Dessa forma a filha, casando-se ou não, teria o seu futuro assegurado com a renda proveniente dos aluguéis.

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Clábio Gomes*

Costeleta de Carneiro com Crosta de Ervas

INGREDIENTES:

1 kg de costeleta de carneiro
3 colheres (sopa) de suco de limão
2 pães franceses amanhecidos
5 colheres (sopa) de manteiga
5 colheres (sopa) de cebola ralada
1 colher (sopa) de salsinha desidratada
1/2 pimenta-dedo-de-moça picada
1 xícara (chá) de cebolinha verde picada
3 colheres (sopa) de mostarda
Sal a gosto

PREPARO:

1. Limpe as costeletas, retire o excesso de gordura, lave e enxugue com papel toalha. Tempere com o suco de limão misturado com sal e coloque-as em uma assadeira. Leve para assar em forno médio por 40 minutos, ou até as costeletas ficarem macias. Retire.
2. Enquanto isso, parta os pães em fatias e espalhe 2 colheres (sopa) de manteiga. Disponha-os em uma assadeira e leve ao forno médio até dourarem. Retire e esmigalhe-os grosseiramente com as mãos ou com a ajuda de um batedor. Reserve.
3. Coloque em uma panela a manteiga restante e a cebola e refogue até dourar. Junte a salsinha, a pimenta e a cebolinha e refogue por mais 1 minuto, sem parar de mexer. Retire e misture com o pão. Pincele as costeletas com a mostarda e distribua a mistura de pão temperado, apertando com delicadeza.
4. Volte as costeletas ao forno médio e deixe por mais 25 minutos, ou até a crosta dourar.
5. Retire do forno e sirva com Purê de Cenoura. Coloque em uma panela 4 cenouras médias limpas e picadas, 2 xícaras (chá) de suco de laranja, 1 colher (sopa) de rum, 1 colher (chá) de açúcar e sal a gosto. Leve ao fogo e cozinhe até a cenoura ficar bem macia. Retire e bata-a no liquidificador juntamente com 1/2 xícara (chá) de iogurte natural. Em outra panela, aqueça 2 colheres (sopa) de azeite de oliva e refogue 1 xícara (chá) de cebola ralada. Despeje o creme de cenoura e cozinhe, sem parar de mexer, até o purê ficar homogêneo.
Acerte o sal, se necessário

Rendimento – 5 porções
Preparo: 15 minutos + o tempo de forno.

* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br


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da Redação

Anoiteceu em Porto Alegre
Ainda não escutou? Última oportunidade para mais uma dos Engenheiros do Hawaii. É do CD O Papa é Pop, de 1990.
Confira.


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