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José Luiz Prévidi

A primavera começou no dia 23 de setembro. E muitos porto-alegrenses acreditam que vivemos num Estado onde as estações “são bem definidas”. Para estes, quer dizer que no dia seguinte ao final do inverno as chuvas param e o frio dá uma trégua.
Insistem nesta bobagem.
Para quem não é daqui, explico que nos últimos 10 anos tivemos invernos com pouquíssimos dias de frio. Primaveras com muita chuva e frio. Verões em que se sentia o cheiro de naftalina nas blusas de lã. E outonos indecisos entre o calor e o frio.
Nesta primeira semana da primavera de 2007 foi um horror. Intercalamos dias de chuva e frio intensos. Não só em Porto Alegre mas em todo o Estado. Os sapos, por exemplo, adoram este clima “bem definido”.
Mas, acreditem, na primavera Porto Alegre fica ainda mais bonita. Muito em função da grande quantidade de árvores nos parques, avenidas e ruas. São um milhão e 300 mil árvores na cidade.
Dados da Secretaria do Meio Ambiente: “Os bairros mais antigos são identificados pelo predomínio de uma espécie arbórea, como por exemplo, Ligustrum japonicum (ligustro) no Centro e na Cidade Baixa,  acaranda mimosiifolia (jacarandá) no Bom Fim, Floresta e Rio Branco, Melia azedarach (cinamomo) em Petrópolis, Mont Serrat e Higienópolis, Brachychyton populneum (perna-de-moça) no Moinho de Ventos e Platanus acerifolia (plátano) no Boa Vista”.
Nas ruas de Porto Alegre existem 173 espécies.
Pois bem, o amigo do Porto Alegre é Assim!, Ricardo Stricher, é repórter-fotográfico e nos enviou estas belíssimas fotos que ilustram este espaço.
No dia 28 de setembro Tim Maia completaria 65 anos. Ele gravou uma música antológica, Primavera, que vale a pena reproduzir a letra, composição de Cassiano e Sílvio Rochael.

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Eu, é primavera
Te amo, é primavera
Te amo, meu amor
Trago esta rosa, para te dar
Trago esta rosa, para te dar
Meu amor
Hoje o céu está tão lindo
Cai chuva
Hoje o céu está tão lindo
Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Eu, é primavera
Te amo, é primavera
Te amo, meu amor
Trago esta rosa, para te dar
Trago esta rosa, para te dar
Meu amor
Hoje o céu está tão lindo
Cai chuva
Hoje o céu está tão lindo
Cai chuva
Hoje o céu está tão lindo
Cai chuva
Hoje o céu está tão lindo

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facpa! topaz?
Da redação

Para fã ficar feliz
Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, o Escritório Municipal de Turismo inaugurou o novo espaço que o Serviço de Atenção ao Turista - SAT - ocupa no Mercado Público de Porto Alegre, onde diariamente circulam cerca de 100 mil pessoas. O SAT, com nove unidades na cidade, é a estrutura de receptivo turístico oficial da cidade. O prefeito José Fogaça (foto) prestigiou a inauguração.
Nas novas instalações, no térreo do Mercado, o SAT passa a ocupar um dos pontos mais nobres do prédio, na esquina do Largo Glênio Peres com a avenida Borges de Medeiros. O espaço, de 38 metros quadrados, possui cinco portas de acesso adesivadas com imagens turísticas, como a Catedral Metropolitana, o Linha Turismo, o Guaíba e o Cais do Porto. Internamente, o novo SAT conta com área de atendimento ao público e para reuniões internas, além de um mezanino para as pesquisas dos orientadores turísticos da equipe.
Responsável por 16 por cento dos 203.552 atendimentos dos SATs no ano passado, a unidade do Mercado Público foi referência em informações para 19.670 pessoas, de janeiro a agosto deste ano, o que representa um aumento de 13 por cento em relação ao mesmo período de 2006.

Foto de Cristine Rochol/PMPA

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histórias da rua da praia!
Da redação

Praia de Ipanema
Vale a pena conhecer a praia. Mas vá sem parâmetros, principalmente com a homônima carioca. Também não aventure-se em entrar na água do Guaíba. Apesar dos esforços do poder público, as águas são muito poluídas, principalmente pelo esgoto doméstico.
Mas até o final dos anos 60 o porto-alegrense ainda conseguiu desfrutar de Ipanema.
Em compensação, no início dos anos 90, a Prefeitura iniciou as obras de embelezamento e limpeza, como parte do Projeto Guaíba Vive. Em 1992 a praia ganhou um calçadão e, em 1994, uma ciclovia.
Está a pouco mais de 10 quilômetros do centro, na zona sul da cidade.
Para ilustrar: o nome Ipanema significa, em tupi, "água que não presta". O balneário surgiu em 1931, quando o Guaíba ainda era limpo, devido a iniciativa de famílias classe média que construíram amplas casas de veraneio, utilizadas de dezembro a março.
Mas o Loteamento Balneário Ipanema foi aprovado mesmo, pela Prefeitura de Porto Alegre, em 1938 com os nomes das ruas inspirados no Rio de Janeiro. As praias gaúchas também emprestam seus nomes às ruas de Ipanema e de outros bairros da Zona Sul, entre elas Tramandaí, Cidreira, Torres, Capão da Canoa, Cassino e Atlântida.

 

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Da redação

Teresópolis
O bairro surgiu entre o final do século XVIII e início do século passado. O jornalista e historiador Sérgio da Costa Franco nos conta que o arraial de Teresópolis começou na Estrada da Cavalhada, sendo que no seu início era chamado, desde 1896, de avenida Teresópolis. Na região viviam muitos emigrantes, principalmente italianos, que se dedicavam ao cultivo de parreirais e outras árvores frutíferas.
Como acontecia em toda a cidade, os terrenos, que deram origem ao bairro, eram comercializados pela Companhia Territorial Rio-Grandense. Isso já em 1901. A partir da atual praça Guia Lopes surgiram as primeiras casas de Teresópolis, tendo sido batizada originalmente de praça Dona Maria Luiza. Sabe por quê? A área foi doada por Maria Luiza Fernandes, esposa de Antônio Manuel Fernandes, ex-presidente da Câmara Municipal.
O loteamento foi um sucesso.
Tanto que em 1908 começaram a ser promovidas festas e exposições na praça. Muita uva. Era um evento concorrido, porque congregavam produtores das chácaras de Teresópolis e os da Vila Nova e da Tristeza.
Mais ou menos o que existe hoje na Vila Nova, com a Festa do Pêssego.
Estes eventos resistiram até 1938, quando um genial administrador resolveu remodelar a praça. Tão genial que trocou até a homenagem a dona Maria Luiza.
Hoje, com 14 mil habitantes, segundo o site www.bairroteresopolis.com.br, a construção da passagem de nível Celso Furtado foi a parte final da obra da 3ª Perimetral no bairro. Com a conclusão das obras, passa por um período de adaptação ao novo traçado, verificando-se já a necessidade de uma rotatória em frente ao Lima Drumon para servir principalmente ao Colégio São Luiz, Supermercado Nacional, Presídio Madre Peletier e Pensionato Bom Pastor.

Na foto, a Chácara Granata, que está em processo de tombamento.


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Jayme Copstein*


A Jurema na Madrugada
Mais de dois anos após ter deixado o Brasil na Madrugada da Rádio Gaúcha, as pessoas ainda me abordam, falando sobre o programa. A pergunta mais persistente é se não vou escrever um livro a respeito.
Não tenho a intenção de fazê-lo. Já há teses acadêmicas que cheguem, dissecando a estrutura do programa, apresentadas por estudantes de Comunicação como trabalho de conclusão de curso. Eu não teria nada a acrescentar.
Mais, até: se alguém me pedisse para criar, com base nessas teses, um programa que desse “novos rumos à madrugada do Rádio”, eu ficaria amedrontado. Não aceitaria a tarefa, por mais atraente que fosse o salário. Não pelo salário, mas por não saber o que fazer.
Foi exatamente esse o segredo – se é que se possa considerar segredo – do sucesso do Brasil na Madrugada. Foi o que aleguei a Flávio Alcaraz Gomes, quando me convidou para assumir o encargo. Ele me respondeu que fizesse o que eu sabia fazer, que já estava bem. Foi o que eu fiz.
Como se vê, toda a história cabe em metade de uma crônica. O resto quem poderia contar eram os ouvintes daquela época. Eu poderia acrescentar os casos que mais me marcaram. Fico apenas com uma carta, de uma menina de 12 anos que detestava seu nome, porque sintetiza o espírito do Brasil na Madrugada.  A carta dizia:
“Um beijão pra ti, Jaime. Tenho doze anos, sou loirinha, estudo piano, moro na rua José do Patrocínio. Estou escrevendo pra ti porque o meu caso é muito sério. Tenho um nome horrível. Minha mãe me batizou de Jurema por religião. Minha Vó concorda comigo. Quero trocar o meu nome ou então acrescentar outro, nem que seja assim: Jurema Alice, Jurema Elena. Não importa, desde que Jurema saia da minha vida. Outro beijão.”
Naquela época, 1992, o desembargador Sérgio Gischkow Pereira era o nosso consultor de Direito Civil. Nada podia ser feito porque não se tratava de nome que pudesse trazer constrangimentos à menina. Diante do quê, explicada a impossibilidade, respondi:
“(...) pensando bem, Jurema não é um nome feio. Vou dizer de novo: Jurema. É nome de árvore. Tem duas espécies desta árvore, a jurema branca, muito parecida com a acácia, e a jurema preta, também conhecida como mimosa. Não te parece que uma menininha Jurema, loirinha como tu, é também algo de muito mimoso que Deus botou na terra?
Conheço muitas pessoas que têm este nome de Jurema. São pessoas muito bonitas. Tem a Jurema Josefa, jornalista, muito talentosa e muito estimada em toda a parte. Outra Jurema é Jurema Alcides Cruz, com vários livros publicados. É professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Como você vê, não é o nome que faz a gente, mas a gente que faz o nome. Claro, às vezes a gente se desgosta com o som que o nome da gente tem. Conheci uma menina chamada Joyce, que não gostava de ser Joyce e teve a mesma idéia que tu tiveste - acrescentou um Elisabeth e para todas as amigas, passou a chamar-se Joyce Elisabeth.
Acho que as pessoas têm direito de inventar nomes para si mesmas ou para as outras coisas. Sabes, eu era menino como tu e conversava com uma pequena aranha que havia debaixo de uma escada. Alguém me disse, não me lembro quem, que a gente não conversava com aranhas. Mas aquela aranha, inventando teias, me parecia muito a minha Vó fazendo tricô, e eu chamava a aranha de Vó. A aranha nunca ficou zangada com isso. Pelo contrário, acho que até ficou muito feliz, porque continuou inventando teias. E cada teia era mais bonita do que a outra.
Inventa, minha querida Jurema, todos os nomes que quiseres inventar pra ti. E fala para os amigos para te chamarem pelo teu nome novo. Jurema Alice? Jurema Helena? Que gostosura. Não faz mal que no colégio, lá na matrícula, esteja o nome que não gostas. Todos nós, aqueles que te amamos tanto, sabemos teu nome verdadeiro. Mas como ainda não decidiste qual deles será o verdadeiro, vão três beijos: um para Jurema Alice, outro para Jurema Helena e um terceiro para a pessoa que decidires ser.”
O espírito do Brasil na Madrugada era esse: pessoas comuns conversando a respeito de suas vidas, uma delas, o apresentador, do lado “de cá” do microfone, cuidando para as pessoas “incomuns” as incomodassem.

* Jayme Copstein é jornalista e radialista, cronista do www.coletiva.net


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Da redação

Os guris da Orquestra do Ipdae
Os acordes que vêm do Instituto Popular de Arte-Educação, localizado na Lomba do Pinheiro, na Zona Leste de Porto Alegre, fizeram bonito no tradicional Instituto Goethe. Foi o  lançamento oficial para o público da Orquestra Infanto-Juvenil da instituição. O Ipdae foi fundado em 1998 e tem por objetivo promover o acesso à leitura, ao conhecimento, ao pensamento, à informação, à música e à história como instrumentos de formação e transformação individuais. 
Criada em agosto de 2006, a orquestra possui 25 integrantes. São adolescentes entre 10 e 15 anos que empunham, como verdadeiros músicos, aprendizes que são, violinos, viola, violoncelos, flautas transversais e flautas doces (soprano, contralto, tenor e baixo) – todos instrumentos doados. É coordenada pela regente e violinista Rosângela dos Santos, 41 anos, formada em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente ela integra a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro e a Orquestra Sinfônica e de Câmara do Sesc–RS.
A Escola de Música da ONG possui atualmente cinco professores músicos e 188 alunos.
Para participar da orquestra, que, neste ano já realizou mais de 12 apresentações, entre elas no Palácio Piratini e na comunidade, os integrantes, a maioria moradores da redondeza,  precisam estar estudando. A maioria, desde que começou na Escola de Música, apresentou melhora no rendimento escolar. O pagamento é mensal, feito por meio de doação de produtos de limpeza – cada um contribui como pode.
A Escola de Música do Ipdae foi fundada no dia 7 de outubro de 2006 e surgiu a partir da necessidade de sistematizar o ensino de música realizado na ONG. Uma vez por mês a escola realiza audições com alunos e promove concertos, todos gratuitos, para a comunidade da Lomba do Pinheiro, a fim de promover o hábito da música.
A Escola de Música oferece, gratuitamente, cursos de Flauta Doce, Flauta Transversal, Violino, Viola, Violoncelo, Teoria Musical e Canto Coral.
Localizado na Estrada João de Oliveira Remião, na Lomba do Pinheiro – uma região densamente habitada, principalmente por famílias de baixa renda –, o Instituto mantém a Biblioteca Leverdógil de Freitas, uma sala de acesso à Internet, a Escola de Música, a Orquestra Infanto-Juvenil, o Museu Comunitário da Lomba do Pinheiro e o Memorial da Família Remião.


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Fernando Albrecht*

O Treviso
A Secretaria da Indústria e Comércio de Porto Alegre abriu licitação para churrascaria no Mercado Público. Os mais antigos lembram com saudade dois restaurantes do Mercado, o Treviso e o Guaraxaim, que abriam a noite toda.
Melhor, não fechavam nunca.
O Treviso era um templo múltiplo. Aí pelas duas da matina, as mulheres da boate Mônica, as mais bonitas da noite porto-alegrense, iam lá fechar a noite. Socialites e mulheres da noite conviviam harmoniosamente. Às vezes, harmoniosamente demais. Se o movimento tivesse sido fraco, sempre aparecia algum freguês disposto a encerrar a jornada a dois em uma cama.
Claro que o preço do programa, salgadíssimo na Mônica, era sensivelmente mais baixo depois do expediente findo. Dependendo da cantada, custava apenas um filé com fritas ou uma canja de galinha. Até de graça, se você fosse mesmo bom de bico. Os dois donos do Treviso foram seguranças do presidente Getúlio Vargas nos anos 50. Fizeram um bom pé-de-meia, comprando vários apartamentos em Copacabana, que alugavam para gaúchos em férias no Rio.
A canja era enriquecida com gemas de galinhas caipiras que iam para a panela - não havia a indústria dos aviários como hoje. As gemas eram tiradas das falecidas e vendidas por quilo no Mercado Público. Davam um gosto todo especial à sopa.
E, acreditem, saia-se às altas madrugadas para casa sem ser assaltado.

* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.


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Jussara Porto*

Teatro de Arena – Palco de Resistência

Escavado pelos próprios artistas no porão de um edifício situado no alto do viaduto Otávio Rocha, no centro de Porto Alegre, o Teatro de Arena tornou-se um símbolo da resistência cultural ao regime militar e de valorização da dramaturgia nacional. A trajetória do teatro entre 1967 e 1979 é marcada por um permanente embate contra os processos de sufocamento da liberdade à criação artística, através da censura, ações policiais ou pressões econômicas.
Esta história está contada no livro Teatro de Arena – Palco de Resistência, do jornalista Rafael Guimaraens, editado pela Libretos, com patrocínio da Eletrobrás, através de Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O lançamento integra a programação de aniversário de 40 anos do Teatro de Arena. Criado com a proposta de fazer teatro profissional, com uma linha de engajamento político, o Arena mostrou peças importantes de autores nacionais, como O Santo Inquérito, de Dias Gomes, À flor da pele, de Consuelo de Castro, Corpo a corpo, de Oduvaldo Vianna Filho, Arena conta Tiradentes, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, Cordélia Brasil, de Antônio Bivar, e dois clássicos de Plínio Marcos: Quando as máquinas param e Jornada de um imbecil até o entendimento.
Mostrou também Brecht – Os fuzis da senhora Carrar e Arturo Uí – e produziu a antológica montagem de Mockinpott, de Peter Weiss, com direção do espanhol José Luiz Gómez, considerado o melhor espetáculo do país em 1975, cuja proibição pela Censura provocou uma grande mobilização nacional e internacional.
Com base em dezenas de depoimentos de artistas, jornalistas e intelectuais que acompanharam seu percurso Teatro de Arena – Palco de Resistência fala da luta pela liberdade de criação num dos momentos mais obscuros do país. Reproduz as discussões características do meio cultural na década de 70, quanto à função da Arte numa sociedade oprimida e relata casos surpreendentes e pitorescos envolvendo seus integrantes e as montagens do grupo.
Além disso, mostra como nasceram as Rodas de Som, que abriram caminho para uma nova geração de músicos gaúchos.
O livro é ilustrado com 140 fotos, muitas delas inéditas, que mostram a construção do teatro, cenas de montagens, reproduções de trechos censurados, a deterioração do prédio e sua reconstrução. Retrata a mobilização da classe teatral gaúcha pela reabertura do Arena, no final da década de 80, até ser transformado em equipamento público e centro de documentação e pesquisa.
O jornalista Rafael Guimaraens tem se especializado em recuperar histórias da vida cultural de Porto Alegre. Ele é autor dos livros Pôrto Alegre Agôsto 61, Trem de Volta – Teatro de Equipe e Tragédia da Rua da Praia. “Eu acredito que a memória é um dos elementos demarcadores dos processos civilizatórios”, diz ele.
“Em Porto Alegre, existem histórias fascinantes que não podem permanecer limitadas apenas às lembranças de seus protagonistas. A trajetória do Teatro de Arena, por exemplo, é importante para a formação da consciência de gerações de porto-alegrenses e decisiva para o desenvolvimento que o teatro gaúcho atingiu nos dias de hoje”.
Além de jornalista e escritor, Rafael Guimaraens é roteirista. É autor dos episódios O Encontro e O Mujica, para a série Histórias Curtas; Tragédia da Rua da Praia e Cartas da Ilha, para Histórias Extraordinárias; Viagem pelo Rio Grande, para a série Viajantes; e Herança Farroupilha, todos para a RBS TV.

* Assessora de imprensa e divulgação (51) 3233.4487 e 9999.9268

 

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Da redação

No Ar – 50 Anos de Vida
Os principais momentos da história da comunicação no Brasil e no mundo nos últimos 50 anos são retratados pela exposição inédita “No Ar – 50 anos de Vida”, inaugurada em 31 de agosto, em Porto Alegre.
A exposição, promovida pelo Grupo RBS, com direção artística de Marcello Dantas – também responsável pelo Museu da Língua Portuguesa, de São Paulo – e curadoria de Pedro Sirotsky, ocupa 4,3 mil metros quadrados da Usina do Gasômetro – tradicional centro cultural da cidade, tombado pelo Patrimônio Histórico. O uso de tecnologia e de recursos de interatividade valoriza os conteúdos apresentados e a experiência do público durante a visitação.
“No Ar – 50 anos de Vida” começou a ser construída em agosto de 2006 e faz parte do projeto que marca os 50 anos de atuação do Grupo RBS. Mais de 70 pessoas envolveram-se diretamente na produção e execução da mostra, em um minucioso levantamento histórico e no restauro de materiais. O investimento total realizado pelo Grupo RBS foi de 4 milhões de reais.
A exposição é uma contribuição da RBS para a comunidade que há 50 anos nos ajuda a construir uma empresa com valores sólidos, credibilidade e alto padrão de qualidade em tudo o que faz. Pretendemos projetar a comunicação para o futuro e também prestar uma homenagem a todos aqueles que, por meio da comunicação, trouxeram mais emoção para a vida das pessoas – destaca o diretor-presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky.
Inspirada nos cômodos de uma casa, a exposição terá 15 ambientes diferentes que ao contar a história da comunicação proporciona ao público um passeio pela memória de cada um.
A idéia é mostrar que a história da comunicação é também a história da vida das pessoas – as alegrias, as emoções, as lembranças, os fatos, as fotos, as imagens que marcaram o universo coletivo e o individual – explica o curador e também membro do Conselho de Administração do Grupo RBS, Pedro Sirotsky.

Serviço

O que: No Ar – 50 anos de Vida
Quando: de 1º de setembro a 18 de novembro
Horário: das 9 às 21 horas, de terças a domingos
Onde: Usina do Gasômetro, em Porto Alegre
Entrada Gratuita
Equipe total diretamente envolvida: 79 pessoas, sendo 35 de pesquisa e produção – entre eles historiadores, jornalistas, publicitários e bibliotecários –, 19 designers, 2 especialistas em interatividade, 3 arquitetos, 2 diretores de conteúdo e15 técnicos.
Tempo total de execução do projeto: 12 meses
15.460 páginas de Zero Hora escaneadas
20 mil fotos pré-selecionadas (seleção final: 1 mil fotos para ambiente histórico + 400 para painéis “Linha do Tempo”)
Mais de 60 horas de imagens de televisão gravadas
Mais de 130 horas de gravações de rádio digitalizadas
Equipamentos: 82 telas de LCDs, 63 computadores, 52 projetores
Equipe de mediadores: 57 pessoas

Fotos de Alex Ramirez



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Da redação

Salgado Filho
A avenida que homenageia Salgado Filho em Porto Alegre não é grande coisa – começa na avenida Borges de Medeiros e termina na avenida João Pessoa. Quatro, cinco quadras, nada mais do que isso. Até o início dos anos 70 era tranqüila, com edifícios tradicionais. A partir daí, foi tomada por pontos finais de ônibus e tornou-se um inferno para os moradores. E para quem transita pelas calçadas.
Joaquim Pedro Salgado Filho nasceu em Porto Alegre em julho de 1888. Formou-se em Direito em 1908 no Rio de Janeiro. Amigo de Getúlio Vargas, quando foi criado o Ministério da Aeronáutica, em 1941, o presidente o convidou para presidir a pasta, num período crítico em plena II Grande Guerra.
Mas também foi ministro do Trabalho de 1932 a 1935, deputado federal em 1937, ministro do Superior Tribunal Militar de 1938 a 1941 e senador pelo Rio Grande do Sul de 1945, quando deixou o Ministério da Aeronáutic, a 1950. Antes, foi chefe de Polícias no Rio de Janeiro, ministro interino da Educação e ministro do Trabalho.
Entre os historiadores há um consenso: era um grande administrador, conseguindo encontrar soluções adequadas para a expansão do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira.
Reorganizador do setor aeronáutico, foi durante a sua gestão que a Força Aérea Brasileira se engajou na proteção aérea à navegação costeira; foram criadas as Bases Aéreas de Recife, Natal e Salvador; instituída a denominação dos postos da hierarquia militar na FAB; criadas as Zonas Aéreas, o Corpo de Oficiais com seus vários Quadros; aprovado o Regulamento do Tráfego Aéreo; fundada a Associação dos Aeronautas; e  criado o 1º Grupo de Aviação de Caça, a Unidade Aérea que, junto com a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação, participou da campanha da Itália.
Permaneceu no Ministério da Aeronáutica até 30 de outubro de 1945, transmitindo o cargo ao Brigadeiro Armando Figueira Trompowsky de Almeida e retornando à advocacia.
O Rio Grande do Sul parou em 30 de julho de 1950, quando foi anunciado o acidente com o avião que matou Salgado Filho, quando realizava campanha para o Governo. Pelo país, são várias as homenagens ao ex-ministro, com nome de ruas e avenidas, cidades, além de inúmeros prédios públicos. E o Aeroporto de Porto Alegre.


Solenidade de inauguração da Escola Técnica de Aviação, em dois de março de 1944. O ministro Salgado Filho discursa. Ao centro, o governador de São Paulo Fernando Costa e o presidente Getúlio Vargas.

 

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Clábio Gomes*

Alcatra com Laranja e Legumes

1/2 kg de miolo de alcatra
3 colheres (sopa) de molho de soja
1 colher (chá) de gengibre em pó
2 laranjas médias
3 colheres (sopa) de óleo
1 pimentão vermelho grande picado
1 pimentão amarelo grande picado
1 cebola média em gomos
200 g de pimenta doce
1 xícara (chá) de salsinha crespa


1. Lave a carne, seque-a com papel toalha, corte em bifes bem finos e coloque em uma tigela. Regue com o molho de soja misturado com o gengibre e deixe tomar gosto por 15 minutos.
2. Descasque as laranjas, retire a parte branca e corte-as em rodelas não muito finas. Parta as rodelas ao meio e retire as sementes. Reserve.
3. Coloque 1 colher (sopa) de óleo em uma frigideira funda e deixe aquecer um pouco. Junte os pimentões, a cebola e a pimenta. Refogue por 5 minutos, sacudindo a frigideira a todo momento, até os legumes ficarem macios e crocantes. Retire da frigideira e reserve.
4. Na mesma frigideira, coloque o restante do óleo e, assim que aquecer, frite os bifes, pouco a pouco, até dourarem dos dois lados. Volte os legumes e adicione as fatias de laranja e a salsinha. Acerte o sal, se necessário, e deixe por mais 2 minutos, sacudindo a frigideira a todo momento. Retire do fogo e sirva.

Rendimento – 8 porções
Preparo: 35 minutos

* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br


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