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| José Luiz Prévidi |
Desta vez, o texto do espaço é do jornalista Antônio Goulart*. Acompanhe:
Para olhos cansados do brilho das telas dos computadores, recomendo folhear almanaques antigos. Diria que é um dos refrigérios para a cabeça do homem moderno, intoxicada de tanta leitura internetizada. Neste momento, tenho um exemplar desses à minha frente. Idade? Setenta anos, mas, quem diria, em excelente estado de conservação, com suas 80 páginas intactas. É o Almanaque Iza, “O conselheiro do lar”, 1937, do Laboratório Kraemer, aqui de Porto Alegre. Endereço, da época, bem sugestivo: Rua do Destino, 241. A empresa, fundada em 1905, ainda existe hoje no mesmo número que, presumo, seja da mesma rua que mudou de nome para Madre Ana, no bairro Glória.
A abertura do texto de Introducção, grafado à moda de então, já dá uma idéia do seu objetivo e de que as coisas não mudaram muito ao longo desse tempo. Escreve o editor: “Mais uma vez me ponho em marcha para receber acolhimento daquelles que me saibam valorisar, pois procuro ser um testemunho vivo da humanidade soffredora”.
O corpo do pequeno volume apresenta o tradicional calendário, mês a mês, com os santos do dia, as fases da lua e um espaço em branco para anotações do usuário. As páginas ímpares, as mais valorizadas, são reservadas para a propaganda dos medicamentos da casa. Ali estão a “Salvação das Senhoras” que, entre outras vantagens, facilita o parto; o “Regulador Urgan”, “para a Senhora e menina”; o “Serpentinal”, para moderduras de cobras, aranhas, cachorros e insetos venenosos; o “Bálsamo de Vida”, contra “debilidade geral, torceduras, inchações, dores reumáticas” e outras; “Dysentol”, contra “dysenteria, camara de sangue, enterite, catarrho intestinal, hemorrhagia uterina”; “Cereus Purpurreus”, para todos os casos de irregularidades nas funções do coração”; e “Dorol”, o que “sustenta o que diz”, contra as mais diversas dores: “Não necessita de propaganda! Sua fama corre longe! Por si só se recomenda!”. Mais medicamentos de nomes antigos e estranhos: “Asardol”, “Phosphol”, “Hespiza”, “Sinolina”, “Becolino”, “Vermífugo Kraemer”, “Eczemol”, entre outros.
O “Almanaque Iza” tem a primeira parte dedicada à infância, suas mais freqüentes enfermidades, seus sintomas e como curá-las. Na segunda, oferece aos leitores conselhos úteis à vida doméstica e um texto ficcional mais longo. Não poderia faltar também um bom número de anedotas, com esta justificativa: “Sei que para conservar boa saúde, necessita-se bom
humor, o qual só se consegue, quando se procura afastar todos os aborrecimentos que a vida moderna proporciona”.
Por fim, no rodapé de páginas avulsas figuram pequenos conselhos de auto-ajuda ou pílulas para viver melhor, como diria Fernando Lucchese, iguais a esta: “Se vives do trabalho do cérebro, não deixes adormecer os braços e as pernas. Se ganhas o sustento com a enxada na mão, não descures o cultivo da intelligencia”.
* Antônio Goulart é jornalista, diretor Cultural da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) - (angoulart@via-rs.net)
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| Da redação |
Reserva do Lami
Esta é especial para os apaixonados por Porto Alegre. Mais especial ainda para aqueles que são chegados na natureza.
É um passeio restrito, porque só é possível agendamento através de instituições de ensino ou pesquisa. Mas, sabe como é, sempre se dá um jeito. É um local belíssimo, dentro de Porto Alegre, perto do centro da cidade. As fotos do Ricardo Stricher justificam o esforço para se tentar uma visita.
A Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger foi criada em 1975, a primeira Reserva Biológica Municipal do Brasil. Protege alguns dos ecossistemas originais da cidade e espécies nativas de fauna e flora.
A variedade de ambientes do local, com matas ciliares, banhados, juncais, matas de restinga, maricazais, vassourais e campos arenicolas, contribui também para variedade de espécies de flora e fauna, permitindo o crescimento de mais de 300 espécies vegetais nativas e um número muito superior de espécies animais.Mais de 120 espécies de aves nativas já foram registradas na Reserva, sendo várias migratórias. Capivaras, o maior roedor do planeta, pode ser encontrada nadando no arroio Lami, pastando nos campos, ou ainda escondida nas matas. Pode ser observado o jacaré-de-papo-amarelo e a lontra, exemplos de espécies que justificam a criação desta unidade de conservação.
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| Da redação |
A Bienal
A 6ª Bienal do Mercosul, que acontece em Porto Alegre até o dia 18 de novembro, é uma ótima opção de passeio cultural gratuito. Ocupando três espaços turísticos da capital gaúcha – Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs, Santander Cultural e Cais do Porto, essa edição apresenta ao público as obras de 67 artistas de 23 países. Uma das novidades dessa edição é que a Bienal do Mercosul estendeu seus dias e horários de visitação: está aberta de segunda a segunda, das 9 às 21 horas, com entrada franca em todos os espaços.
A visita pode começar pelas exposições monográficas, localizadas no centro da cidade. Os artistas homenageados desta edição representam diferentes momentos da história da arte latino-americana.
No Santander Cultural, está o trabalho do argentino Jorge Macchi. As obras de Macchi trazem a Porto Alegre a irreverência de sua meditação sutil sobre as possibilidades poéticas da vida cotidiana. Ao todo são 70 obras, entre DVS, instalações, fotografias, desenhos, gravuras e outras produções em materiais variados e técnica mista. Depois de conhecer o trabalho de Macchi, a dica é um almoço nas redondezas para, em seguida, passear pelas outras duas exposições monográficas, do uruguaio Francisco Matto e do brasileiro-sueco Öyvind Fahlström, localizadas no Margs. A obra gráfica de Fahlström resgata a proposta inovadora do artista para a gravura em trabalhos dos anos 60. E a retrospectiva de Matto demonstra a originalidade do artista na mistura de linguagens contemporâneas com a arte antiga das culturas pré-colombianas.
No final da tarde, a melhor pedida é visitar as mostras coletivas da Bienal - Conversas, Zona Franca e Três Fronteiras, localizadas em cinco armazéns do Cais do Porto e ainda apreciar o belo pôr-do-sol no Guaíba. Um grande deck com balcão de informações, loja da grife Bienal e um café com mesas ao ar livre foi montado especialmente para recepcionar os visitantes.
No projeto Conversas, artistas de países do Mercosul convidam outros artistas com base na afinidade das produções, ao invés de basear-se na geografia. A mostra Zona Franca privilegia a visão de quatro curadores ao deixar que eles tragam projetos de qualquer nacionalidade para Porto Alegre. E no projeto Três Fronteiras, artistas de diferentes países foram trazidos para a região da tríplice fronteira entre a Argentina, o Brasil e o Paraguai, para refletir sobre a complexidade das relações internacionais entre os países do Mercosul.
Aberta desde o dia 1º de setembro, a 6ª Bienal do Mercosul elegeu a comunicação com o público como um dos principais desafios desta edição. Para isso, o curador geral da mostra, Gabriel Pérez-Barreiro, convidou Luis Camnitzer, artista e professor emérito da Universidade do Estado de Nova York, para ocupar, pela primeira vez, o cargo de Curador Pedagógico. Segundo Camnitzer, o espectador deve ser visto como ser criativo e não como mero receptor passivo de informação.
Um segundo desafio foi a transformação da geografia regional. A solução encontrada foi a adoção de um modelo que ainda fosse enraizado na região do Mercosul, mas não limitado por ela. Esta preocupação se reflete na estrutura das mostras.
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| Da redação |
Moinhos de Vento
Foi lançada a Cartilha de Memórias do Bairro Moinhos de Vento. A publicação faz um resgate histórico da trajetória e do desenvolvimento do turfe no bairro e no Estado, inclusive do Hipódromo Independência, destino dos turfistas gaúchos entre 1894 e 1907.
O Independência funcionou onde hoje é o Parcão, bem próximo do Turff Moinhos de Vento (Rua 24 de Outubro, 1241) administrado pela Codere na cidade. A Codere realiza atividades relacionadas ao jogo, ao turfe e ao entretenimento. Com operações espalhadas pela Europa e América Latina, a empresa é líder no segmento, administrando salas de apostas esportivas e hipódromos na Espanha, Itália, Argentina, Brasil, Colômbia, México, Panamá e Uruguai.
A cartilha faz parte das ações implementadas pela Codere dentro das comemorações pelos 100 anos do Jockey Club do Rio Grande do Sul em 2007. Outras duas instituições centenárias do Bairro Moinhos de Vento – o Clube Caixeiros Viajantes e o Grêmio Náutico União – também são destacadas na publicação com tiragem de 20 mil exemplares.
"É uma forma de homenagear não só o turfe, foco do nosso negócio, mas também o Bairro Moinhos de Vento, que tão bem nos acolheu desde a abertura do empreendimento no ano passado", explica o diretor da Codere Brasil, André Gelfi.
Quando foi lançada a cartilha, o Turff inaugurou uma exposição de 40 fotos que revelam como era o Moinhos de Vento no passado. Os painéis apresentam imagens clicadas pelos fotógrafos Pedro Flores e Léo Guerreiro, entre os poucos que fizeram fotos aéreas de Porto Alegre na década de 50.
Conforme o organizador da mostra, historiador Gilberto Werner, as imagens foram cedidas pela Fototeca Sioma Breitman, do Museu Joaquim José Felizardo, e do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. A entrada é gratuita.
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| Jayme Copstein* |
Anselmo
Anselmo, dificuldade com as mulheres, cansado de solidão. Escreveu para o jornal: “Solteiro, 34 anos, financeiramente independente, procura a dama dos seus sonhos para viver um grande amor.”
Mal amanheceu, veio o telefonema. Ela não era dessas, não olhava anúncio de jornal, mas naquela manhã alguma coisa a tinha empurrado para o telefone. Destino, com toda a certeza. Deve ter alguém no céu, mexendo os pauzinhos para juntar as pessoas cá na Terra.
Conversaram bastante. Falaram do que gostavam, do que não gostavam, marcaram encontro no bar, “a las cinco en punto de la tarde” - ele quis mostrar que lia Garcia Lorca, ela não entendeu pivicas, só perguntou se ele falava “castejano”. Ela não, ela só sabia um “pueco”, estivera uma vez em Livramento-Rivera, isso no tempo do FHC, quando o dólar andava pela hora da morte e não dava pra comprar nada, os preços eram um ho-rrorrr, tudo mais caro que no camelô da Praça 15.
Tudo bem, ninguém é perfeito. Afinal, queria uma mulher ou a própria deusa das artes e das letras?
O resto do dia foi suor nas mãos, frio na barriga, maratona em busca de um presente que o tornasse amo e senhor daquele coração selvagem. Andou por joalherias, livrarias, butiques de moda, lojas de fazenda, até encontrar o urso de pelúcia imenso, quase metro e meio de altura. Ela não tinha como não se enternecer.
Às quatro da tarde já estava no bar, sentado de frente para a porta, o urso na cadeira defronte. Ficava imaginando frases para dizer a ela, o tempo passava em migalhas, o garçom de vez em quando perguntava se já resolvera o que pedir, ela não vinha, o garçom voltava, ele confidenciava ao urso que as mulheres são assim mesmo, atrasam-se até pra igreja no dia do casamento.
Lá pelas tantas, noite adiantada, já passava das 10 horas, o garçom se irritou: “O senhor vai querer alguma coisa, afinal?”
- Duas cachaças. Uma pra mim, outra pro urso.
* Jayme Copstein é jornalista e radialista, cronista do www.coletiva.net
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| Da redação |
A Praça é da Criança
A Associação Benjamin Constant, em parceria com o SESC, Secretaria Municipal de Governança Local, Secretaria dos Direitos Humanos e Segurança Urbana, Guarda Municipal, Espaço Cultural Oficineiros e empresários locais, realiza no dia 21 de outubro projeto “A Praça é da Criança”.
O evento terá diversas atrações para o público infantil, como cama elástica, piscina de bolinhas (inflável), pernas de pau, castelo pula-pula (inflável), tobogã, mesa de ping-pong, mesa de Fla-Flu, oficina de cataventos, oficina de tintas, oficina de brinquedos, DJ, biblioteca infantil com narração de histórias, brincadeiras e jogos e a apresentação da peça "O Vendedor de Bobagens".
Serviço:
O que: A Praça é da Criança
Onde: Praça Júlio Andreatta – Av Benjamin Constant 1135 (entre as ruas Guido Mondin e Ernesto da Fontoura – Bairro São Geraldo)
Quando: dia 21/10/2007
Horário: das 14 às 18 horas
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Fernando Albrecht* |
O fantasma do Tio Miro
O Sindicato dos Jornalistas festejou 65 anos com festa, baile e entrega de diplomas a veteranos profissionais e ex-presidentes. Boa lembrança. Entre eles, Antônio Carlos Porto, o Portinho, nascido e criado nas barrancas do rio Taquari, em Estrela. Consegue falar com perfeição o dialeto alemão daquela região, o que é uma proeza para um pêlo-duro.
Faz falta um livro com perfis de jornalistas que fizeram história ou que simplesmente ficaram cercados de causos, tristes ou hilários. vale para fotógrafos também. O já falecido fotógrafo Waldomiro Soares, o Tio Miro, que militou no Diário de Notícias e Zero Hora é um bom exemplo. Capitão de longo curso na reportagem policial, Miro gostava de contar como era Porto Alegre nos anos 50 e 60, os criminosos famosos e as lendas do mundo do crime, os crimes misteriosos e sem solução, como o Caso Kliemann.
E dos fantasmas. Uma das suas histórias valia a pena ser ouvida: a do fantasma dos cemitérios da Oscar Pereira.
Contava que, nos anos 60, policiais do Plantão da Polícia Judiciária, na avenida Ipiranga, falavam com freqüência de um fantasma que agia na lomba do Cemitério. A Oscar Pereira era uma avenida tranqüila, até por causa dos cemitérios, mas vinham relatos arrepiantes de um fantasma - melhor dizendo, uma fantasma - que à primeira vista parecia apenas uma mulher comum á procura de sexo nas altas da madrugada.
Contavam que a mulher, toda de branco, de extraordinária beleza, acenava para os passantes sugerindo uma rapidinha ali mesmo. O cara se chegava, afinal o clamor do sexo era mais forte à época, porque mais difícil. Levava uma acariciada nas partes pudendas e em seguida ela entrava no cemitério, virava-se lentamente e acenava com um braço. Aí tremia a perninha. Ela sumia sem mais nem menos.
- Sumia no mosaléu! - diziam as testemunhas - ninguém falava "mausoléu" e sim "mosaléu". Mais fácil de dizer.
Tio Miro então resolveu investigar a Mulher de Branco. Deu plantão por várias madrugadas, máquina fotográfica em punho. Foi recompensado. Certa noite, ela veio.
Aí ele a seguiu. Ela fez sinal que Miro a seguisse no cemitério e já ia entrando no "mosaléu" quando Waldomiro disparou o flash. A fantasma deu a volta e correu em direção à uma favela próxima. Já na redação, Waldomiro revelou o filme. Não tinha nada de mais. Era apenas uma mulher bonita. E só então ele se deu conta que faltava sua carteira.
Resumo da ópera: ao acariciar a vítima, a fantasma batia sua carteira. De vergonha, ninguém dava queixa. Ser furtada por uma fantasma já era o cúmulo da desmoralização.
Passar recibo, nem pensar.
Muito menos entrar no "mosaléu".
* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.
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| Jussara Porto* |
Churrascaria estrelante
Confesso mais uma falha: não conheço a Churrascaria Porto-Alegrense. No Guia Brasil 2008, da Abril, é a única churrascaria da capital gaúcha a ganhar uma estrela. Há 8 anos recebe o Prêmio Quatro Rodas.
E eu não conheço este símbolo de competência.
Olha as especialidades premiadas da casa: Matambre, salsichão, lingüiça calabresa, coração de galinha, maminha, vazio maturado, costela e picanha maturada, lombo de porco com queijo gratinado, galeto com polenta, xixo especial à moda da casa, cordeiro mamão, pernil, paleta, lombo, picanha de ovelha, costela de novilho precoce, entrecot, filé mignon.
O curioso é que anuncia como entrada um “autêntico pão de queijo de Minas”.
Confira imediatamente!
Há 23 anos está na avenida Pará, 913 - Esquina Guido Mondin – Informações: (51) 3343 2767 / 33435981
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| Da redação |
No Ar – 50 Anos de Vida
Os principais momentos da história da comunicação no Brasil e no mundo nos últimos 50 anos são retratados pela exposição inédita “No Ar – 50 anos de Vida”, inaugurada em 31 de agosto, em Porto Alegre.
A exposição, promovida pelo Grupo RBS, com direção artística de Marcello Dantas – também responsável pelo Museu da Língua Portuguesa, de São Paulo – e curadoria de Pedro Sirotsky, ocupa 4,3 mil metros quadrados da Usina do Gasômetro – tradicional centro cultural da cidade, tombado pelo Patrimônio Histórico. O uso de tecnologia e de recursos de interatividade valoriza os conteúdos apresentados e a experiência do público durante a visitação.
“No Ar – 50 anos de Vida” começou a ser construída em agosto de 2006 e faz parte do projeto que marca os 50 anos de atuação do Grupo RBS. Mais de 70 pessoas envolveram-se diretamente na produção e execução da mostra, em um minucioso levantamento histórico e no restauro de materiais. O investimento total realizado pelo Grupo RBS foi de 4 milhões de reais.
A exposição é uma contribuição da RBS para a comunidade que há 50 anos nos ajuda a construir uma empresa com valores sólidos, credibilidade e alto padrão de qualidade em tudo o que faz. Pretendemos projetar a comunicação para o futuro e também prestar uma
homenagem a todos aqueles que, por meio da comunicação, trouxeram mais emoção para a vida das pessoas – destaca o diretor-presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky.
Inspirada nos cômodos de uma casa, a exposição terá 15 ambientes diferentes que ao contar a história da comunicação proporciona ao público um passeio pela memória de cada um.
A idéia é mostrar que a história da comunicação é também a história da vida das pessoas – as alegrias, as emoções, as lembranças, os fatos, as fotos, as imagens que marcaram o universo coletivo e o individual – explica o curador e também membro do Conselho de Administração do Grupo RBS, Pedro Sirotsky.
Serviço
O que: No Ar – 50 anos de Vida
Quando: de 1º de setembro a 18 de novembro
Horário: das 9 às 21 horas, de terças a domingos
Onde: Usina do Gasômetro, em Porto Alegre
Entrada Gratuita
Equipe total diretamente envolvida: 79 pessoas, sendo 35 de pesquisa e produção – entre eles historiadores, jornalistas, publicitários e bibliotecários –, 19 designers, 2 especialistas em interatividade, 3 arquitetos, 2 diretores de conteúdo e15 técnicos.
Tempo total de execução do projeto: 12 meses
15.460 páginas de Zero Hora escaneadas
20 mil fotos pré-selecionadas (seleção final: 1 mil fotos para ambiente histórico + 400 para painéis “Linha do Tempo”)
Mais de 60 horas de imagens de televisão gravadas
Mais de 130 horas de gravações de rádio digitalizadas
Equipamentos: 82 telas de LCDs, 63 computadores, 52 projetores
Equipe de mediadores: 57 pessoas
Fotos de Alex Ramirez
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| Da redação |
Sarmento Leite
O professor Eduardo Sarmento Leite da Fonseca é nome de rua na Cidade Baixa. Foi a liderança mais importante e decisiva da história da Faculdade de Medicina na cidade. Eduardo foi médico, professor e conselheiro municipal no período de 1924-1928, eleito pelo então Partido Republicano Rio-grandense.
A homenagem está ao lado do prédio da faculdade. Ele foi vice-diretor da faculdade no período de 1910-1911 e diretor no período de 1916-1935.
Sarmento Leite nasceu em Porto Alegre em 7 de abril de 1868, onde também morreu em 24 de abril de 1935. Formou-se em Medicina no Rio de Janeiro em 1890, estabelecendo imediatamente clínica na capital gaúcha e tornando-se conhecido cirurgião. Foi professor catedrático da Faculdade desde os primeiros anos do século passado até sua morte. A oficialização da rua Sarmento Leite ocorreu em agosto de 1935, poucos meses após sua morte.
Sérgio da Costa Franco explica que “já em 1935, conforme relatório do prefeito Alberto Bins, relativo àquele ano, foi dado o nome de rua Sarmento Leite à antiga Travessa 1º de Março, no trecho que ficava entre o prolongamento da rua da Conceição, até encontrar a avenida Independência”.
A Travessa 1º de Março foi denominada em 1876, pela Câmara Municipal, evocando a data do término da Guerra do Paraguai, em 1870. A homenagem ao professor e médico foi solicitada pelos doutorandos da Faculdade de Medicina de 1935. |
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| Clábio Gomes* |

Alcatra recheada
Ingredientes:
1 alcatra de um quilo
50g de alho moído
50g de salsa
50g de cebolinha
Sal fino a gosto
1 taça de vinho branco
½ taça de vinagre tinto
Queijo provolone ou Gruyère
Preparo:
Uma peça inteira de alcatra pode chegar até a cinco quilos.
Por isso, escolha o miolo da alcatra, que deve ter aproximadamente um quilo e é a parte mais macia desse corte.
Escolhida a carne, corte-a em pedaços de aproximadamente 50 gramas e tempere-a com todos os ingredientes (inclusive o vinho e o vinagre), deixando descansar de um dia para o outro para pegar gosto.
No dia do churrasco, abra veios em cada pedaço e recheie com uma fatia de queijo, espete e leve ao fogo.
Como a carne foi cortada em pequenos pedaços, em apenas 10 ou 15 minutos, a uma distância de 30 centímetros da brasa, ela estará pronta para servir.
Para acompanhar, duas sugestões: vinho tinto ou um chope bem gelado.
* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br
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