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Uma cidade admirável!
José Luiz Prévidi

Até há poucos anos, pessoas de todo o Brasil, quando se aposentavam ou estavam próximos de abandonar o trabalho, tinham um sonho: viver no Rio de Janeiro. E de preferência para morar em Copacabana. Todos devem conhecer algum velhinho ou velhinha que vendeu o que tinha, contou as economias e comprou um pequeno apartamento na avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Barata Ribeiro ou transversais.
Minha mãe fez isso, comprou um apartamento na Copacabana com Bolívar. Em cima do Cinema Roxy. Vivia legal, mas se sentia só. Não tinha as amigas, primas de Porto Alegre. Mas era uma fissura dela, voltar ao Rio de Janeiro, onde se criou.
Acredito que hoje esta ânsia de estar no Rio de Janeiro não existe com tamanha intensidade. Mais em função dos noticiários diários sobre os mais variados crimes, até mesmo na zona Sul. Vou além: os nossos velhinhos e velhinhas deram-se conta que Porto Alegre é uma boa cidade.
Vou ser um velhinho sem esta aflição em voltar ao Rio de Janeiro. Gosto muito de lá, mas estou muito bem em Porto Alegre. Um apaixonado pela capital gaúcha. Tanto que além destes espaços, escrevo todo mês no Jornal da Capital, com o título “Porto Alegre é Assim!”. Com muita satisfação. E sempre que me pedem algo sobre a cidade, estou pronto para cumprir prazos.
Está certo, Porto Alegre está cheia de defeitos. Não se pode mais ir ao Centro, a despoluição do Guaíba é para um futuro muito distante,os guardadores de carros são muito perigosos, o número de churrascarias decentes diminuiu muito, e esta lista pode ser muito mais comprida. Mas sempre tem uma relação legal.
Viver numa cidade em que a palavra Alegre está em seu nome não tem uma vantagem? E quem não se lembra da “Porto Alegre, Cidade Sorriso”?
Cidade Sorriso é demais! Tanto que estou sugerindo, através do Jornal da Capital, que o secretário de Turismo, o boa-praça Luiz Fernando Moraes, volte a usar a expressão.
Parênteses: várias cidades brasileiras usam o “Cidade Sorriso”, como Maceió, Niterói, Curitiba, mas nós é que temos o “Alegre” no nome, sem considerar que fomos os primeiros.
Viver em Porto Alegre, a Cidade Sorriso, é uma licença dos deuses.

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Recebo de uma leitora, a Maria Helena: Por que será que as boas churrascarias, uma das quais mencionadas por ti na edição passada, estão na zona Norte da Capital? Por que será que na zona Sul a gente passa trabalho para comer um bom churrasco fora de casa?
Repasso ao expert Fernando Albrecht: É um bom assunto. São vários fatores, mas o fato é que elas começaram na zona Norte. A primeira de Porto Alegre, a Cabana do Santos, ficava no IAPI e só recentemente foi demolida. Além do que, não sei se tens estas lembranças ou não eras do tempo, toda aquela região tinha uma sólida classe média, as transversais da Ceará, Benjamin, Franklin Rossevelt, o quarto distrito, em suma. A maior parte dos donos era do interior e arranchava em locais onde se sentiam mais à vontade, e não seria no Moinhos de Vento ou Independência.
Tem também a questão de espaços. Hoje, mais ainda, por causa do estacionamento. No parking, no business.

 
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facpa! topaz?
Da redação

Homenagens burras e/ou oportunistas

Há alguns anos venho pesquisando o nome das ruas em Porto Alegre. Informalmente, sem critérios. Quer dizer, me interesso em saber quem é o fulano e vou procurar. Constato muita bobagem.
LamarcaPara se ter uma idéia, os nossos prefeitos e vereadores são pródigos em homenagear inutilidades. Já imaginou que tem uma rua na cidade chamada Tito Lívio? E uma na vila da Tamanca, no bairro Agronomia, chamada Carlos Lamarca? Por estas ironias da vida, é um lugar onde vivem assassinos e traficantes.
A população de Porto Alegre, durante a Guerra dos Farrapos, notabilizou-se por jamais apoiar os revoltosos. Pois bem, uma das principais avenidas da cidade chama-se Farrapos. Bento Gonçalves, um dos líderes da chamada Revolução Farroupilha, que queria separar o RS do Império brasileiro, também é nome de importante avenida. O general Lima e Silva, que, na real, venceu Bento Gonçalves, empresta o nome a uma avenida média da cidade.
Dá para entender?
Mais? Confira em Nas Ruas!, lá embaixo, uma de lascar.
Mais inútil do que uma avenida imensa chamada Ipiranga? Pois bem, quando Maurício Sirotsky Sobrinho, um empresário (RBS) que gostava muito da cidade, morreu, houve um movimento para troca de nome da Ipiranga. Apresentaram dezenas de empecilhos e Maurício é nome de um parque.
Os fãs de Elis Regina tiveram que resignar-se com uma pequena homenagem no bairro em que a maior cantora do Brasil nasceu, Vila IAPI. Agora, estão planejando um grande teatro com seu nome. Não sei de nenhuma homenagem a Lílian Lemmertz, porto-alegrense e uma das maiores atrizes do país. Apenas uma rua em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Para encerrar: Dilamar Machado foi um dos mais populares jornalistas de Porto Alegre. Foi vereador da cidade, e deputado estadual. Há alguns anos foi homenageado no bairro Cidade Baixa. Creiam, até hoje não consegui decifrar qual a “rua” que os nossos vereadores decretaram como “preito”.
Será que não está na hora de reverem isso tudo?

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histórias da rua da praia!
Da redação

Especial – Verde para estrangeiros

O roteiro do Linha Turismo Zona Sul foi o cartão de apresentação de Porto Alegre para um grupo de 20 jornalistas e operadores de turismo da Espanha, Itália, Portugal, Equador e Peru que passou um dia, no final de novembro, na capital gaúcha, antes de seguir para a serra gaúcha.
O grupo foi recebido pelo pelo secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes. O passeio no ônibus panorâmico de dois andares iniciou às 10h30min e durou quase duas horas, percorrendo 30 pontos históricos, culturais, naturais e de lazer de bairros como Praia de Belas, Cristal, Assunção, Tristeza, Ipanema, Vila Nova, Belém Velho, Glória e Medianeira.
A manhã clara e ensolarada contribuiu para que os visitantes pudessem apreciar, fotografar e filmar especialmente a paisagem do Guaíba, dos atrativos localizados na orla, como a arquitetura da futura sede da Fundação Iberê Camargo e o Calçadão de Ipanema. No Morro da Pedra Redonda, onde está o Santuário Mãe de Deus, literalmente o ponto mais alto do roteiro, a vista da cidade e da área rural a 300 metros de altura impressionou a jornalista Ana Bustabad Alonso, redatora-chefe do diário on line Expreso, de Valadolid, Espanha, que realiza sua primeira viagem ao Estado. “O que mais me surpreendeu neste primeiro contato com Porto Alegre foi ver uma cidade rodeada de verde. Recomendarei esse passeio em minha reportagem. É uma visita imprescindível porque é um passeio distinto dos que normalmente são feitos, em centros históricos”, disse Ana.
Recepcionado pelo Porto Alegre Convention & Visitors Bureau,  o grupo aproveitou a tarde para conhecer o Centro Histórico da Praça da Matriz e outros atrativos históricos e culturais, e ao final da tarde fizeram um passeio no barco Cisne Branco.

 

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Da redação

Mont’Serrat
É uma das áreas mais valorizadas da cidade. Mas já foi povoada por escravos que tinham ganho a liberdade. Era a Colônia Africana, com muitas casas que praticavam os cultos afro. Mas, como em outros bairros, essa pobre gente foi afastada para locais mais distantes, porque os terrenos eram próximos da área central.
É um bairro relativamente pequeno: rua Eudoro Berlink, esquina rua Coronel Bordini até a rua Pedro Chaves Barcelos; até a rua Campos Sales; da avenida Carlos Gomes até rua Furriel Luiz Antônio Vargas, até a rua Pedro Chaves Barcelos, a Pedro Ivo; até a rua Carlos Trein Filho; por esta até a rua Farnese, até a rua Antônio Parreiras. E só.
O arraial começou mesmo com a construção da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, em 1910. Três anos mais tarde, como em outras regiões, a Companhia Predial e Agrícola começou a lotear e vender terrenos. A Comunidade Evangélica Luterana Concórdia, na rua Lucas de Oliveira, foi fundada em 1927, como seminário, e a capela inaugurada em 1942.
Por que Mont’Serrat?
Uns acreditam que pela semelhança com o cerro da cidade de Santos, em São Paulo; outros, apostam numa “homenagem” a montanha da Catalunha, próximo a Barcelona, sede do mosteiro dos Beneditinos, onde se venera Nossa Senhora de Mont’Serrat.
Fotos: A Colônia Africana, a Capela do Seminário e uma casa construída em 1923.


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Jayme Copstein*


Os frangos de D. João
Se alguém quer mudar sua biblioteca de um apartamento para outro, que não o faça pessoalmente. Não há como resistir à tentação de abrir livros velhos, para descobrir que são livros novos. De cada vez que se lê um livro, nele se descobrem coisas novas que nos tornam novas pessoas, que descobrirão coisas novas e assim até o fim dos tempos.
Pois foi assim que, esta semana, dei de cara com “Carlota Joaquina na Corte do Brasil”, da historiadora carioca Francisca Nogueira de Azevedo. Segundo a autora, o livro foi escrito para salvar a mulher de D. João VI da difamação histórica. Sua tese: a personalidade forte e independente foi o maior obstáculo para que Carlota pudesse vencer em um mundo de homens.
A questão parece estar colocada dentro da chamada guerra dos sexos. Caricaturada com exageros em filme de Carla Camurati e também em uma série de televisão, os registros da época mostram Carlota Joaquina não em guerra com todos os homens, mas com um em particular, seu marido, o rei D. João VI.
Em relação a outros maridos, era bem mais condescendente. O que já não se pode dizer em relação às mulheres desses maridos. Uma delas, Gertrudes Angélica Pedra Carneiro Leão, casada com Fernando Carneiro Leão, amante de Carlota, foi assassinada na saída da igreja. O criminoso fugiu sem ser identificado.  A investigação, feita pelo desembargador José Albano Cordeiro, revelou que Carlota Joaquina era a mandante do crime. O escândalo foi abafado.
A guerra de Carlota contra D. João VI está documentada. O objetivo era assumir o trono como regente e devolver Portugal à Espanha. Em 1806, dois anos antes de a família real vir para o Brasil, fugida de Napoleão, ela tentou interditá-lo como louco.
Não conseguiu. A partir daí, sim, o que há são suposições de que ele temia ser envenenado por ela. Para evitar surpresas, D. João ia para a cozinha supervisionar o preparo dos frangos, da matança até saírem do forno. Depois os guardava no lugar mais seguro que conhecia, seus próprios bolsos, de onde os tirava para comer a qualquer hora.
Acabou ridicularizado como pateta e glutão.

* Jayme Copstein é jornalista e radialista, cronista do www.coletiva.net


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Da redação

Duas
Isso mesmo, duas festas legais em dezembro. E preparem o bolso, porque estes dois shows não são baratos, apesar de bons.
Boas festas para um final de ano – vamos convir:

Capital Inicial
- O show do novo álbum Eu Nunca Disse Adeus tem 13 músicas inéditas, com destaques para a faixa título, além de A Vida é Minha e a balada Aqui.
A banda se consagrou como um dos maiores nomes do rock nacional, participando de festivais como Hollywood Rock em 1990 e da segunda edição do Rock in Rio em 1991.
Em 1998, os quatro integrantes originais decidem voltar aos palcos juntos com um novo show, uma comemoração aos 15 anos da banda e aos 20 anos do nascimento do rock de Brasília.
Teatro do Bourbon Country
avenida Túlio de Rose, 100
Informações: 3375-3700 e 3375-3720
No dia 13 de dezembro, às 21horas
Ingressos promocionais: 1º lote pista a R$35. 2º lote pista a R$45. Preços normais (ao fim da promoção): Pista a R$ 50 camarote a R$ 90, platéia alta a R$ 70, mezanino a R$ 70 e galerias a R$ 60.

Maria Rita – O espetáculo é em cima do seu novo álbum, o Samba Meu.
No repertório, estão composições como Tá Perdoado, de Arlindo Cruz, que faz parte da trilha sonora da novela Duas Caras. Samba Meu foi lançado em setembro nos EUA, América Latina, México, Portugal, Israel e Reino Unido.
Bobagem: no CD até o filho da cantora, João, faz uma participação no álbum.
Teatro do Bourbon Country
avenida Túlio de Rose, 100
Informações: 3375-3700 e 3375-3720
Dias 14 e 15 de dezembro às 21 horas.
Galerias já estão esgotadas. Mezanino R$ 80. Platéia alta R$ 100. Platéia baixa R$ 130. Camarote R$ 150.


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Fernando Albrecht*

Meu tipo inesquecível: seu Gutterman
Nos anos dourados do Restaurante Dona Maria, na rua José Montaury, centro de Porto Alegre, havia um viveiro de figuras folclóricas. Uma delas certamente era seu Gutterman. Já na casa dos 80 anos, baixinho e careca, lembrava o personagem Habacuc, do filme "O Incrível Exército Brancaleone". Aliás, não era nem parecido, era igual sem tirar nem por.
O velho, um judeu alemão muito culto e viajado, carregando nos erres, era o pessimismo em pessoa. Nunca alguma coisa estava bem, um cavalheiro mal-humorado, sempre com sua bengala que às vezes apontava para a barriga do interlocutor que o contestasse.
Mesmo assim, à sua maneira era simpático. Alguns desconfiavam que ele fazia um tipo, mas o fato é que ele era do arco. Se tivessem inventado a cura total do câncer, acharia algum defeito. No final dos anos 70, choveu um mês inteirinho. Chovia que Deus mandava, e sem trégua, dia e noite. Finalmente, num sábado de manhã, o tempo abriu e fez um sol esplendoroso. Já era perto do meio-dia quando seu Ernesto, o dono da casa, que detestava chuva, saiu sorridente para calçada.
Vinha chegando o chargista Sampaulo, outro que detestava chuva e seu Guterman. Que detestava tanto a chuva quanto o sol. Seu Ernesto puxou seus eternos suspensórios, contente, abrindo um largo sorriso.
- Que dia maravilhoso, que sol, hein?
O velho deu de ombros.
- Och, amanhã chove de novo...
O sotaque dos erres carregados do seu Gutterman lhe conferiam um charme todo especial quando contava algum causo ou espinafrava alguém. Só respeitava o dono do Restaurante Dona Maria, Ernesto Moser, a quem ele chamava "Arnesto". Bueno. Certo dia, dois fregueses da Mesa Um comentavam que os pais de ambos, alemães natos, tinham vindo para o Brasil por volta de 1920 no mesmo navio, e eram da mesma região da Alemanha.
Curioso, Guterman perguntou de qual região da Alemanha eles eram
- Isni in Algau - falou o barão Von Kolb.
O velho se endireitou na cadeira.
- No ecziste!
Kolb olhou estupefato para o parceiro e comprou a briga.
- Como não existe? Isni in Algau, ora. Ou o senhor acha que nossos pais iriam nos mentir?
- No ecziste! - repetiu, peremptório.
- Pois vá consultar seus mapas e alfarrábios, vai descobrir que existe o lugar, existe sim senhor!
Gutterman ficou emburrado e foi embora. No dia seguinte, voltou à roda ligeiramente contrafeito. Sentou, quedou alguns segundos e disse:
- Ecziste. Mudou de nome, mas ecziste.
Aí tomou um longo gole da sua água mineral e espetou o dedo na cara dos dois.
- Mas fiquem sabendo de uma coisa, seus alemonzinhos de merrrda! Quando vossos antepassados ainda estavam trrrepados nas árrrvores, os meus já negociavam prrromissórias!
PS: A fachada da foto é a do Restaurante Dona Maria, só que da Vila Nova de Gaia. E o velhinho, claro, não é o seu Guterman

* É colunista diário do Jornal do Comércio, apresentador da Band AM de Porto Alegre e do site www.fernandoalbrecht.com.br, onde foi publicada esta história.


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Da redação

Restauração da Igreja das Dores
O prefeito José Fogaça deu a sugestão e já assinou a ordem para restauração da Igreja Nossa Senhora das Dores, na rua da Praia, lá no início, visita obrigatória para quem está na cidade.
As obras são financiadas pelo Programa Monumenta, executadas pela Secretaria Municipal da Cultura e vinculadas ao Programa Viva o Centro. Serão restaurados o telhado, torres e escadas, esquadrias, além da pintura exterior e da reforma do salão paroquial.
Também serão construídos banheiros e rampas de acesso. Investimento é de 1,9 milhão de reais.
A história da Igreja está relacionada à história de Porto Alegre. Em 1807, poucos anos depois da chegada dos primeiros portugueses açorianos, devotos de Nossa Senhora das Dores resolveram construir o templo, lançando a pedra fundamental da obra, em um terreno entre as ruas do Cotovelo (Rua Riachuelo) e da Praia.
A obra completa levou 96 anos para ser concluída. O longo período proporcionou uma mistura de estilos: colonial, com características da arquitetura tradicional luso-brasileira, neoclássico e gótico.
Lenda: Consta que a demora na conclusão da obra deve-se a Domingos José Lopes, dono de escravos, que cedeu Josino para trabalhar na obra. O escravo, acusado de ter roubado tijolos e materiais, foi preso e condenado à morte. No dia da execução, Josino, alegando inocência, teria rogado uma praga ao seu senhor: ele não haveria de ver as torres construídas. Quando as torres foram concluídas, em 1901, Domingos Lopes havia morrido.
Há registro de um comerciante de escravos chamado Domingos José Lopes. No entanto, não consta qualquer documentação sobre o escravo Josino.

 

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Da redação

Arte Cemiterial. Anh?

Lógico que várias cidades oferecem aos turistas roteiros da chamada Arte Cemiterial. Os cemitérios de Porto Alegre têm atraído muita gente por possuir monumentos muito bonitos e por reunir túmulos de pessoas famosas, entre artistas e políticos importantes.
Os antigos cemitérios são verdadeiros museus ao ar livre, reúnem mais de 300 obras de arte produzidas, especialmente entre 1820 e 1940, por artistas europeus e locais. Esse acervo belíssimo pode ser conferido de graça.

Cemitério São Miguel de Almas
avenida Professor Oscar Pereira, 400 - Azenha
Horário: diariamente, das 8 às 17 horas.
Jazigos de famílias tradicionais da cidade.
Foi o primeiro cemitério vertical da América Latina, inaugurado em 1930.

Cemitério Santa Casa de Misericórdia
avenida Professor Oscar Pereira, 423 - Azenha
Horário: diariamente, das 8 às 11h30min e das 13h30min às 17h30min.
Lá estão: o jazigo monumento de Otávio Rocha, jazigo-monumento de Júlio de Castilhos, jazigo-monumento do senador Pinheiro Machado, jazigo-monumento do cantor Teixeirinha e muitos outros.
Primeiro cemitério extramuros da capital, inaugurado em 1850.

Cemitério São José I e II - Crematório Metropolitano
avenida Professor Oscar Pereira, 410 - Azenha
Horário: diariamente, 24 horas.

Cemitério Evangélico I e II
rua Guilherme Schell, 467 - Azenha
Horário: de 1 de setembro a 1 de maio, diariamente das 8 às 18 horas.


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Da redação

Otto Niemeyer

Por ser uma importante avenida da Zona Sul de Porto Alegre, a Otto sempre me chamou a atenção. Até para saber quem foi esse sujeito. Um alemão que ajudou a povoar a região? Um padre? Comerciante, quem sabe?
Fui na Barsa. Nada. Em dois livros de história de Porto Alegre e nada.
Sem alternativas fui para o Google. Uma briga encontrar alguma referência ao sujeito, mesmo entre aspas.
Aí encontrei: Acontece que em 1929 o mundo não quebrou por pouco. O Brasil não tinha como resolver os problemas, principalmente pela crise do café. A receita das exportações foi lá embaixo. Aí no começo de 1931, sir Otto Niemeyer, um burocrata funcionário do Banco da Inglaterra, veio ao Brasil, “encarregado de diagnosticar a situação e propor soluções”. Uma das propostas dele foi seguida a risca: remeteu para a Europa todo o ouro que havia, sete milhões e quinhentas mil libras para preservar o crédito externo.
Fiquei matutando: o que este malandro tem a ver com Porto Alegre. Deve ser outro Otto.
Incansável, segui a pesquisa.
Descobri um fotógrafo, Johann Otto Louis Niemeyer, que viveu em Santa Catarina. Retratou, por exemplo, a Colônia Dona Francisca, origem da cidade de Joinville. Mas não há nada de excepcional: oó vistas gerais e poucos detalhes. Ele foi também  diretor da Colônia Dona Francisca. Acontece que na Monarquia, Joinville foi administrada pelos Diretores da Colônia e a partir de 1869 simultaneamente pelos Presidentes da Câmara Municipal. Os diretores eram nomeados pela Sociedade Colonizadora de Hamburgo, para administrar toda a Colônia Dona Francisca. E ele foi o chefão de 1860 a 1873.
Tá, e daí? O que Porto Alegre tem a ver com esse outro Otto?
E para meu desespero tem mais um Otto. Era artista, do século XX. Otto Niemeyer-Holstein. E não fui conferir o que esse fez.
Gostaria de saber quem foi o gênio, prefeito ou vereador, que sugeriu que uma importante avenida de Porto Alegre deveria ser chamar Otto Niemeyer.
Olha, para quem não sabe, a avenida tinha uma feira livre, há 25 anos, que mudou de lugar. E uma das quatro lojas da tradicional Confeitaria Armelin fica na Otto.
É isso.

 

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Clábio Gomes*

O Natal e o Peru Recheado

Ingredientes:
1 peru de 3 kg. mais ou menos - 400 gr. de castanhas - 300 gr. de lingüiça
300 gr. de lombo de porco - vinho branco - 100 gr. de margarina - óleo -
noz-mascada - pimenta do reino - sal.

Preparo:
Limpe bem o peru. Corte o osso do pescoço deixando, porém, a pele que o
reveste. Lave bem o bicho por dentro e fora.

Prepare o recheio:

Dê um talho transversal na casca de cada castanha. Asse-as em forno quente e descasque-as. Reserve algumas para enfeitar.
Passe o lombo de porco na máquina de moer (peça para o açougueiro) e reserve.
Ferva a lingüiça na água fervente e escorra. Tire a pele e corte-as em
pedacinhos e junte com o lombo moído. Acrescente as castanhas inteiras, uma pitada de noz-moscada, sal e a pimenta.
Amasse bem com as mãos e recheie o peru com essa mistura.
Dobre para trás a pele do pescoço do peru e custure-a nas costas com barbante.
Costure também a extremidade oposta, de maneira a evitar que o recheio saia.
Amarre entre si, com um barbante as coxas e asas.
Coloque-o numa assadeira untada e espalhe sobre o peru toda a margarina
amassada com um garfo. Regue o peru com um pouco de óleo e sal.
Leve ao forno moderado por 2 horas.
Deixe que o bicho doure de todos os lados e borrife com o vinho branco.
Vire a assadeira de em vez em quando regando com o próprio molho que cria na assadeira.
Acrescente as castanhas reservadas.
Pronto é só decorar bem a travessa de servir.
OBS: Além das castanhas que sobraram, você poderá usar também cerejas em calda para decorar o prato.

* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br


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