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Tudo de novo!
José Luiz Prévidi

Como uma parte considerável de brasileiros, há muitos anos não contribuo para o desenvolvimento do nosso país nos dois primeiros meses do ano. Neste, particularmente, passei vários dias em uma casa na praia do Litoral Norte do RS. Praia pequena, mas honesta. Foram dias parcelados de férias, mas foi um período considerável.
Num texto que fiz no final de janeiro, lá pelas tantas, escrevi:
“Outro dia, depois do almoço, deitado na rede, estava convicto que a saudade da minha cidade havia chegado e, por isso, o meu mau humor. Saudade de Porto Alegre. Não podia estar acontecendo, não conseguiria viver com o meu azedume. Era o que faltava, um homem velho com saudade de uma cidade!
Não deixei a rede e comecei a fingir que estava dormindo para que não me incomodassem. Saudade de quê?”.
Boa pergunta, por que uma pessoa pode ter saudade da sua cidade?
Agora, que já estamos em março, voltei a pensar de novo naquela saudade. Tradicionalmente, março é um mês insuportável. Um absurdo o calor. Também dá a impressão de que todos os bananas notáveis resolvem sair de carro no mesmo momento. E a gente lá, no meio deles. Março parece ser o mês predileto para os bananas notáveis de Porto Alegre.
Os comerciantes em geral deixam para aumentar os preços em março. Não entendo o motivo, mas eles aumentam de tudo. E sempre têm uma explicação. Absurda. Desta vez não puderam colocar a culpa no dólar.
Saudade?
Bem pragmático, acredito que acostumamos com nossas casas, nossos amigos e inimigos, no lugar onde vamos comer e beber, essas coisas. Nada mais do que isso. Porque ninguém pode sentir saudade do Lago Rio Guaíba, aquela fedentina danada. Nem mesmo do centro da cidade.
É isso.
Hoje, não sinto saudade, e estou muito feliz de estar de volta a Porto Alegre.

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facpa! topaz?
Gilberto Simões Pires*

Aniversário de Porto Alegre

No próximo dia 26 de março a capital do RS faz aniversário. Estará completando 236 anos. E deixa muito transparente que durante o governo petista municipal, que se estendeu por 16 anos, foi a capital que mais se atrasou em relação às demais, em quase tudo. E ainda serviu de sede para um Fórum comunista, denominado Fórum Social Mundial, que nada acrescentou à cidade a não ser fazer muitas cabeças burras entre seus moradores.
O atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, se a capital do RS fosse habitada por pessoas com bom discernimento, típicas de primeiro mundo, já estaria reeleito. Mesmo considerando que os porto-alegrenses ainda convivam com coisas inaceitáveis, como é o caso das carroças e pichações, principalmente, o fato é que Fogaça vem fazendo uma boa administração municipal.
No tocante às obras, duas grandes marcam o período de Fogaça: 1- a conclusão da II Perimetral, que só foi possível, embora muita gente nem saiba, porque a atual administração conseguiu acertar com BID os pagamentos atrasados, que o prefeito anterior desleixou; 2- por conseqüência do cumprimento do contrato foi possível construir o Conduto Álvaro Chaves-Goethe, concluído ontem, 18, que se propõe a dar uma proteção à cidade contra os constantes alagamentos.
Entre outras providências importantes na atual gestão, a que ganhou maior destaque junto à sociedade foi, sem dúvida, a reestatização das ruas e avenidas da cidade, com a retirada dos milhares de camelôs que já haviam tomado conta de todos os espaços públicos.
Falta, entretanto, a mesma providência enérgica, tomada com relação aos camelôs, para a retirada de outro grande tumor que a Capital gaúcha possui: as milhares de carroças que infernizam o trânsito, com uma incrível e inaceitável tolerância da EPTC.
Fogaça, mesmo com esta omissão lamentável, é um governante acima de qualquer suspeita. Íntegro, honesto e responsável tem plena consciência de que a Capital gaúcha está muito longe de ser um modelo. Pela sua forma muito tímida e contida, e por não estar muito bem assessorado junto à mídia, não tem conseguido uma devida publicidade de seus feitos. Em síntese: Fogaça não sabe cacarejar.
Os últimos governos que antecederam a administração Fogaça se notabilizaram mais por produzir fabulosos rombos no caixa, com gastos absurdos. Mas ainda assim cacarejaram e mentiam desesperadamente. Fogaça, por sua vez, além de ajustar as finanças e fazer coisas boas, de acordo com os recursos públicos limitados, não sabe gritar aos quatro ventos informando suas boas realizações.
A melhora de uma cidade, se não for devidamente acompanhada de notícias e informações que digam o que elas representam de bom para os municípios dão a impressão de que não foram feitas. E na hora da eleição quem fala mais alto (e até mente) acaba se elegendo.

* Gilberto Simões Pires é editor do www.pontocritico.com e no site produz a TV Pontocritico.

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Da redação

Crie um
Isso mesmo, crie um passeio, que pode ser feito de carro, táxi, lotação e mesmo ônibus. Mas nada de passeio que os turistas tradicionais adoram, aqueles que já vem “mastigados”. Nada disso.
Se não estiver de carro e o orçamento não comporta os custos de um táxi, vá ao centro de Porto Alegre – não se esqueça, com roupas simples e a máquina de fotos em local discreto – e indague sobre os ônibus/lotações que percorrem a orla do Lago Rio Guaíba. Se o sol ainda estiver muito forte, dê um passeio pelo Mercado Público, por exemplo. Porque o horário perfeito para este passeio é quando o sol começa a se “deitar” no Guaíba.
O resultado é excelente.
Se não quiser encarar, vá a Usina do Gasômetro. Ou ainda embarque no Cisne Branco.
As opções são muitas.
Tome por base a foto abaixo, do repórter fotográfico
Alfonso Abraham.

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Sabores de Porto Alegre
Na semana em que Porto Alegre comemora 236 anos de fundação, o Nacional Supermercados realiza o evento Sabores de Porto Alegre. De 26 a 30 de março, no Cais do Porto, centro da Capital, os visitantes poderão participar da degustação de diversos produtos em 24 estandes. São chocolates, vinhos, cucas e outras delícias. Quem aprecia um bom café poderá visitar o quiosque do Café do Porto, que terá um ponto de venda no local.
Além das atrações gastronômicas, o evento contará com exposições culturais e shows musicais diários a partir das 19h30min. A criançada também terá um espaço garantido no Cais do Porto. No Espaço Kids, os pequenos poderão pintar, desenhar, ouvir histórias e se divertir.
O evento tem o objetivo de reunir os porto-alegrenses para comemorar o aniversário da cidade ao som de boa música e em ambiente agradável e conta com o apoio da Prefeitura Municipal. A entrada é gratuita e o espaço estará aberto ao público das 16 às 21 horas.

Agenda de shows

26/03: Jazz Six
Único sexteto com cinco integrantes, Jazz 6 reúne quatro músicos profissionais. Quatro, sim, porque o quinto é um daqueles artistas que podemos chamar de completos. Luis Fernando Veríssimo dispensa apresentações.

27/03: Giba Giba
Giba Giba é um grande nome da música e da cultura afro-brasileira, um percussionista consagrado no País. Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Praiana, a primeira escola de samba de Porto Alegre, nos anos 60. Giba Giba tem um CD gravado, “Outro Um”, produzido em 1994, quando completou trinta anos de carreira onde conquistou o Prêmio Açorianos de Música como o Melhor CD do ano.

28/03: Pianista Luiz Mauro Filho
Formou-se em piano na UFRGS. Ganhou o prêmio de melhor instrumentalista no festival de Choros de Porto Alegre. Recebeu o 3º lugar no Festival de Música Instrumental de Porto Alegre e vem acompanhando artistas como Geraldo Flach, Loma, Jorginho do Trompete, Gelson Oliveira, Nei Lisboa, Rubem Santos, Lurdes Rodrigues e James Liberato, dentre outros.

29/03: Bossa Nova Jazz Band
O grupo é formado por Celso J. P. Lima (piano e teclados), Luciano Kersting (trompete e trombone) e Ramiro Kersting (trompete).

30/03: Instrumental “Blues Jazz” Fabiano Rodrigues e convidados
Clássicos do blues e do jazz tradicional formam o repertório selecionado para este show do gaitista Fabiano Rodrigues com versões instrumentais para St. Louis Blues (W.C. Handy), Blue Train (Oscar Petterson), C Jam Blues (Duke Ellington), Watermelon Man, (Herbie Hancock), Sumertime (George Gershwin) além do traditional When The Saints Go Marching In entre outras.

 

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Da redação

Restinga
A Tinga, como é chamada por seus moradores, foi oficialmente criada por uma lei de 1990. Pitinga, Restinga Nova, Restinga Velha, Mariana, Barro Vermelho, Chácara do Banco, Vila Flor da Restinga, Monte Castelo e Santa Rita são suas sub-divisões. É o maior bairro de Porto Alegre, com mais de 50 mil habitantes, distribuídos em 2.149 hectares.
É claro que por ser um bairro popular não tem atrações turísticas reconhecidas, até porque a insegurança na área consegue superar os demais bairros críticos da cidade. Mas o bairro tem uma história muito legal.
Década de 50, por aí, chegava à capital muita gente do interior a procura de emprego e boa vida. Não encontrava nenhuma das duas opções. Começaram a surgir os primeiros favelados, que moravam em malocas.
Os casebres ficavam na Ilhota (próximo à avenida Azenha), e também formaram várias vilas pela cidade. Em 1965, o Departamento Municipal de Habitação transferiu os maloqueiros para uma área a 22 km longe do centro de Porto Alegre. Nascia a Restinga. E a Prefeitura investiu bastante, na construção de casas e conjuntos de apartamentos. Além disso, investiu forte na infra-estrutura.
“Tinga, teu povo te ama!”, é o grito de guerra da Estado Maior da Restinga, criada em 1977 e uma das mais populares de Porto Alegre. Foi sete vezes campeão do carnaval.
A outra escola é a União da Tinga, fundada em 1989, por dissidentes da Estado Maior.
Um dos maiores ídolos do bairro é o jogador Paulo Cesar Tinga, que jogou no Grêmio, Internacional, Botafogo e  Kawasaki Frontale do Japão.
Hoje está no Borussia Dortmund 09.

 

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Jayme Copstein*


Bondes
Pois os finados bondes elétricos de Porto Alegre estariam completando 100 anos em 2008, se a reconhecida inteligência cabocla não tivesse acabado com eles em todo o Brasil, para desatravancar as ruas. Depois, em outro lampejo, a mesma e nunca desmentida inteligência cabocla construiu os corredores de ônibus, porque não eram propriamente os velhos bondes que atravancavam as ruas. Mas já é outra história, como diria Kipling, como de outra história são também os navios e o trem substituídos pelos caminhões.
Falávamos de bondes e é curiosa a origem desta palavra, só usada no Brasil, sem nada a ver com transportes. No resto do mundo é chamada de elétrico (Portugal), tramway (países de língua inglesa), e mais não conto porque não sei alemão, dinamarquês e sei lá mais como é em idiomas de outros países tão burros que não só preservaram seus bondes como até os modernizaram.  Em Frankfurt, por exemplo, deslizam sem fazer o menor ruído, graças à lisura dos  trilhos e a um sujeito com uma almotolia que os vai limpando e lubrificando a todo o momento. 
Mas falava da origem da palavra bonde e não há acordo a respeito. A que acho a mais provável e ouvi de gente antiga, que ainda conviveu com os bondes de burro, é a mesma defendida pelo Luis Fernando Verissimo: os primeiros bondes eram explorados pela Bond and Share Co., e tinham o nome da companhia pintado nas laterais, como hoje as empresas de transportes marcam seus ônibus.
Algo semelhante ocorreu com os próprios bondes, na cidade do Rio Grande, que só ganharam modernização – pouca, é verdade – quando a Prefeitura comprou alguns exemplares descartados por anciãos, de uma cidade norte-americana, mas cujas portas se abriam ou fechavam automaticamente, quando os freios a ar comprimido eram acionados.
Esse bondes, batizados de “saféti”, sem ninguém saber por quê,  foram inaugurados solenemente em um domingo, com discursos patrióticos e ufanistas. Era tempo de Estado Novo.
A população fez filas imensas para andar no “saféti”, cuja glória não durou mais além daquela semana. Logo acabou incorporado à mesmice dos coleguinhas mais antigos, que gingavam nos trilhos de bitola estreita.
Na minha cabeça é que ficou o enigma: por que “saféti”?
Muito tempo depois é que dei conta: tratava-se de “safety”, segurança, em inglês, pintado em cima das portas, para alertar os passageiros que eram “freios de segurança”.

* Jayme Copstein é jornalista e radialista. Colabora no www.coletiva.net. É colunista do jornal O Sul e apresentador do programa 'Paredão', na Rádio Pampa. Seu livro mais recente é "A Ópera dos Vivos", editado em janeiro deste ano.


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Da redação

Rua do Perdão
No período que antecedeu o Carnaval, publicamos matérias sobre o ressurgimento da Rua do Perdão, na Cidade Baixa, uma tradição que, sem uma explicação plausível, deixou de integrar o calendário de eventos da capital gaúcha.
Mas, chega de conversa. Confira as fotos do repórter fotográfico
Ricardo Stricher.


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Fernando Albrecht*

A loira do Plazinha
O Hotel Plaza Porto Alegre, o Plazinha, na rua Senhor dos Passos, prepara-se para comemorar 50 anos em agosto. Em décadas passadas era o top do setor, referência nacional para quem vinha a Porto Alegre. Famoso também era seu bar, então no térreo, depois de se descer uma pequena escada. Discreto, piano, jardim de inverno, servia também para namorar. Mas sem amassos. Aliás, era proibido levar mulheres para o Plazinha. Era o único do Brasil, mas isso já é outra história. No início dos anos 70, um grupo de jornalistas e publicitários molhava lá as palavras no que hoje se chama happy hour.
Em mesa próxima, um conhecido garanhão da praça conversava com uma loira espetacular. O cara era conhecido por ser extremamente rápido na ação. Botava o olho e já vinha rachando. Tipo aquele música do Noel Rosa "Como é que você se chama?/Quando é que você me ama?/Quando é que vamos casar?". Enfim, não fazia prisioneiros e não admitia nhémnhémnhém.
De repente, o cara começa a olhar para os lados. Depois se levanta, se agacha e olha em baixo das mesas atrás dele e imediações, como se estivesse procurando algo, olhar desconfiado. E a mulher olhava a cena, perplexa. Ficou assim por algum tempo dando uma geral nas mesas. Voltou à mesa. Minutos depois saíram, ela de cara amarrada, muito amarrada. O que teria havido? No dia seguinte, um dos jornalistas que estava na roda encontrou o Dom Juan no bar Oásis, na subida da Rua da Praia, e perguntou que diabo de cena fora aquela na noite anterior. E quem era a dona.O jornalista então queria saber que diabo de cena fora aquela na noite anterior e como havia terminado o caso. E quem era a mulher?
- Pois é. Era uma secretária que conheci naquele dia. Cheia de nove-horas e recatos, comportava-se como uma freira. Mas concordou em sair. Sentamos no bar, um martini para ela, e dei o pontapé inicial na cantada.
O sujeito deu um gole no chope, enxugou a espuma com as costas da mão e prosseguiu.
- Aí ela veio com uma história estranhíssima. Disse que acabara de se separar do marido, um profissional liberal. Na tentativa de consertar o casamento combinaram uma segunda lua de mel em um hotel de Camboriú, aproveitando um congresso do qual ela participaria. Os apartamentos davam para a piscina;
Mais um gole longo de chope.
- Ia tudo nos trinques quando deu zebra, contava ela. No encerramento, o tal congresso entrou madrugada adentro. E ela ficou esperando a volta do queridinho. Foi quando viu um jovem se afogando na piscina. Como ela era nadadora, salvou o rapaz. Que tinha engolido muita água e aí ele teve que fazer a respiração boca-a-boca.... sentiu o desfecho?
- Senti - disse o jornalista.
- Pois justo na hora do boca-a-boca o maridão entrou, achou que ela estava tendo um caso com o rapagão. Injustiça, veja no que dá em fazer o bem, choramingava ela. Fim de casamento.
Mais um gole.
- Daí que eu fiz o que você viu. Levantei, olhei embaixo das mesas e para todos os lados. "Ué", disse ela, você procura quem?" Aí foi a minha vez. "Não é pra mim que você está contando essa história, né? Deve ter algum babaca acreditando nessa tua lorota escondido por aí", falei. Porque tú tá é me tirando pra otário com essa história".
- Bom, até aí eu vi. Vocês saíram, ela uma arara. Não deu jogo?
O cara tomou o resto do chope, botou o dinheiro na mesa e foi saindo.
- Claro que deu jogo! Fomos diretos para o Motel Coqueiro, no Morro Santa Teresa. Ou você acha que uma dona que inventa uma lorota dessas não está a fim de um combate entre lençóis?

* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br

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Carlos Arce

Recuerdos

Vai aí um texto sem correções:

Ler sua crônica é como viajar no túnel do tempo.
Sou importado das bandas de Montevidéu chegando ao portinho em 1967.
Ainda tinha bonde, não tinha a rodoviária nova, tomava banho em Ipanema e na sombra me refrescava com uma Charrua limão.
Saudades dos programas de sábado com a que seria minha esposa, cinema, comprar o Correio do Povo , 2 amor carioca e voltar caminhando sem medo de seqüestro relâmpago ou assalto!!!!
Quando a grana o permitia almoçar no restaurante de CRT na Salgado Filho que era fino.
O caso contrário atacar um cachorro quente do Bigode na galeria do Rosário com uma batida de abacate.
Meses atrás rememorando tempos idos fiz a mesma façanha passando 3 dias com dor de barriga.
Ou o molho mudou ou meu estômago!!!!!
O cafezinho no RIAN, o pastel de palmito da BRUXA, SPAGUETILANDIA,  ir no final da tarde a ver as vitrines las lojas na rua da praia.
Hoje só vou ao centro cada 4 meses e por obrigação.

 

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Da redação

236 anos
Com 40 atrações musicais, 32 peças de teatro e dança, dez exposições, oito encontros de literatura, 15 filmes e oito eventos espalhados por 28 pontos da cidade entre os dias 24 e 30 de março, a 49ª Semana de Porto Alegre vai oferecer uma programação diversificada e gratuita. A abertura será dia 24, segunda-feira, às 21 horas, no Teatro Renascença (avenida Érico Veríssimo, 307), com o acordeonista argentino Raulito Barboza e o também consagrado Alter Quintet.
A maior concentração de eventos acontecerá entre as 10 horas do dia 29, sábado, e as 20 horas do dia 30, domingo, com o projeto 24 Horas de Cultura, ponto alto das comemorações dos 236 anos da capital gaúcha, produzido pela Secretaria Municipal da Cultura. A praia em frente à Usina do Gasômetro receberá o maior palco do 24 Horas de Cultura. A partir das 17 horas de sábado, 29, se apresentarão no local Alemão Ronaldo, Rosa Tatuada e Cachorro Grande. A Praça da Alfândega será palco de shows mais intimistas, também a partir das 17 horas de sábado, com as bandas Apocalypse e Delicatessen, encerrando com Antônio Villeroy.
No domingo, 30, a grande concentração de shows estará na Redenção, onde grupos e solistas como Só Credence, Meu Amigo Elvis, The Trolles, Banda Municipal, Império da Zona Norte, Gauderiando Trio, Geraldo Flach, Nelson Coelho de Castro, Mônica Tomasi e Renato Borghetti se revezarão da manhã ao final da tarde. Diversos espetáculos de teatro de rua e de bonecos, atividades circenses e capoeira vão animar o parque da manhã de sábado até a tarde de domingo.
O Parcão e a Praça da Encol receberão pocket-shows de música instrumental. A Praça do IAPI receberá os shows Os Fagundes e Pirisca Grecco & Tonho Crocco. O Parque Mascarenhas de Morais e a Praça México terão concertos de música nativista e rap, com Tchê Barbaridade, Nitrody e Divox. A Restinga recebe MC Jean Paul, hip-hop e pagode, além de shows em várias outras praças da cidade, incluindo a Ilha da Pintada.
Os fãs de teatro e dança poderão ver espetáculos ao ar livre em mais de dez pontos da cidade, sendo que o Centro Municipal de Cultura e a Usina concentrarão a maior parte desses eventos. Os encontros de literatura acontecerão sobretudo no Centro Cultural Erico Verissimo, da CEEE. Até as 2 horas da madrugada, a Sala P. F. Gastal mostrará uma maratona de filmes dedicados a grandes músicos e bandas da cidade.



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Da redação

Voluntários da Pátria

Existem em todo o Brasil. Mesmo sem ter informações de todas, pode-se afirmar que a do Rio de Janeiro é uma via agradável, em Botafogo.
Em Porto Alegre já abrigou de tudo. Foi – até certo ponto ainda é – um grande ponto de prostituição, com dezenas de pensões e pequenos hotéis. Hoje, é uma rua perigosíssima, principalmente no entorno da rodoviária. Por ironia, nela está a sede da Secretaria da Segurança do Estado.
Por várias quadras, há um expressivo comércio popular, principalmente de roupas. Os camelôs pululam.
Mas, saibam que Voluntários da Pátria é o nome dado ao grupo de soldados criados pelo governo no início da Guerra do Paraguai, em 1865, para aumentar o efetivo.
Ainda em 1865 os coitados dos voluntários eram recrutados na marra, uma idéia dos chefes políticos  e oficiais da Guarda Nacional, que forçavam o alistamento de seus opositores. Cada província tinha que entrar com um por cento da sua população.
Era normal o uso de escravos para lutar em nome de seus proprietários. Além disso sociedades, conventos e o governo passaram a comprar escravos para lutarem na guerra. Dom Pedro II deu o exemplo: libertou todos os escravos das fazendas nacionais para lutar na guerra.
Em 1866 já haviam 48 batalhões, com média de 500 homens cada. No total, estiveram em guerra 57 grupos de Voluntários da Pátria.

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Clábio Gomes*

Chuleta com ervas finas

Ingredientes:

1 chuleta pesando aproximadamente 300g
1 colher de chá de sal grosso triturado
1 colher de sopa de óleo de semente de girassol
2 colheres de chá de ervas finas
(salsinha, coentro e manjericão) picadas bem miudinho

Preparo:

Pincele bem a carne com uma fina camada de óleo de semente de girassol.
Depois, salpique dos dois lados com o sal grosso e as ervas picadas.
Deixe marinando por 5 minutos.
Para assar, leve à grelha quente mas com fogo já “amansado” a uma distância de 20cm do braseiro, durante 7 minutos de cada lado.

* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br


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