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| José Luiz Prévidi |
Das 7 Maravilhas do Mundo, apenas conhecemos as Pirâmides de Gizé.
Há pouco foram eleitas as 7 Maravilhas do Mundo Moderno.
Existem algumas dezenas de Maravilhas por todo o mundo.
E aí pergunto: Por que não as 7 Maravilhas de Porto Alegre?
Isso mesmo, as Maravilhas da Capital Gaúcha!!
A partir de agora o Porto Alegre é Assim! começa a receber sugestões de todos os leitores. Ao mesmo tempo, a nossa equipe começará a colher opiniões de personalidades da cidade, numa primeira etapa.
Vamos fazer uma pré-relação de Maravilhas. E somente depois de uma lista de 21 sugestões começaremos a votação. Teremos um prazo de 60 dias para este trabalho.
O que acharam?
Vale até o pôr-do-sol!
As fotos abaixo, de Ricardo Stricher,são meramente ilustrativas:
Esta foto é do Alfonso Abraham, o Espanhol. Fantástica!

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| Da redação |
Direto do Acre
Um grupo de agentes de viagens do Acre esteve em Porto Alegre para conhecer a infra-estrutura de serviços e atrativos turísticos da capital gaúcha. A cidade foi escolhida devido ao número de acreanos que visitam e retornam ao Estado e do grande número de turistas estrangeiros, principalmente do Peru e da Bolívia, que visitam o Acre e manifestam interesse em conhecer o Sul do Brasil.
A iniciativa foi da ABAV dos Estados do RS e do Acre, com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo, que elaborou um roteiro de visitações e disponibilizou um guia de turismo para acompanhar a comitiva durante a estada.
O grupo realizará o city tour do ônibus Linha Turismo e conferiuo roteiro tradicional que contempla mais de 20 atrativos em 11 bairros. Ainda pela manhã, a comitiva conheceu o Caminho dos Antiquários, fezcaminhada "Centro Histórico a Pé" e, à tarde, conheceu o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC.
No domingo, os agentes foram ao Brique da Redenção, no Parque Farroupilha, e fizeram o passeio do barco Cisne Branco. Além disso, foram ao Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus e a Cabanha La Paloma, onde visitaram as instalações e faturaram um jantar campeiro.
Inverno embaixo das cobertas? Que nada! 2
(continuação da edição anterior)
É muito difícil sugerir o melhor ou os melhores locais para se comer um suculento na cidade. Cada morador tem uma sugestão. De qualquer forma, o Mercado Público tem no mínimo dez bares e restaurantes que oferecem um “suculento mocotó”, sugeridos naquelas placas pretas com letras em giz branco. Não pense que o manjar é apenas uma alternativa popular. Nobres restaurantes também o oferecem.
A propósito de locais nobres, o Mercado Público abriga o Gambrinus desde 1889 – faça as contas. Antoninho, no final dos anos 50, tornou-se o proprietário e adotou o formato que resiste até hoje, como restaurante, bar e chope. Nos anos 60, um prefeito moderninho, que achava o prédio velho e que estorvava a modernidade pretendida, queria derrubá-lo. Antoninho liderou um movimento, com os demais comerciantes, e a proposta do alcaide foi enterrada.
O Gambrinus, por ser o mais tradicional, é especial. Tem um cardápio enorme – o prato do dia é sempre aplaudido –, que inclui uma carta de vinhos honestíssima. Claro que tem um mocotó elogiado. Tão elogiado quanto o filé de peixe grelhado com molho de camarão. É uma visita obrigatória, um ponto turístico, e orgulho de todos. Uma unanimidade.
Com sorte e bons amigos, o visitante poderá apreciar um tradicional sopão – verduras, legumes, carnes, tudo que se possa imaginar – numa fria noite. É um prato “típico”, também. Mas, produzido na casa de alguém, sempre. Sopão em restaurante é heresia.
E o inverno? O frio de Porto Alegre?
Sim, merece uma explicação.
O turista já sabe que no verão a temperatura pode chegar aos 40 graus. Vive-se dias insuportáveis sem ar-condicionado. Por culpa da cidade ter sido erguida ao largo do Guaíba, “o mais belo lago do mundo” – muitos não se referem a ele como “lago”, insistem no “rio”. O Guaíba faz com que as temperaturas cheguem a níveis absurdos no verão.
O inverno tem alguns dias muito chatos, com umidade alta e chuva fina, contínua. Pode durar dois, três dias. Aí, sem a menor explicação lógica, mesmo que os meteorologistas insistam em teses, podemos ter os termômetros marcando mais de 25 graus e um sol de causar inveja a cariocas.
Com um dia quente em pleno inverno, o diálogo de porto-alegrenses sempre começa assim:
– E aí, e esse calorão em pleno inverno?
– Não te impressiona. Isso é sinal de chuva.
E todos ficam torcendo por uma chuva para esfriar. É o que invariavelmente acontece, mesmo que possa demorar um ou dois dias.
Encerrada a chuva, o frio se instala e os termômetros baixam. Nada de umidade. Desfiles de casacos, mantas, tocas e até mesmo os pesados ponchos. Alegria geral.
O diálogo muda:
– E esse frio, que horror! Na serra tá nevando.
– Ouvi no rádio que vai esfriar mais ainda. Deus nos proteja!
É assim, creiam, um inverno com dias “siberianos” e outros que os habitantes do Senegal não estranhariam. No balanço final, os dias com temperaturas abaixo de 20 graus predominam. Geralmente.
Os mais velhos lamentam que nas manhãs frias não se curte mais a formação de geada. Quem sabe em função da poluição.
Para encerrar: como já foi dito Grêmio e Internacional são duas paixões. Jamais um gaúcho admitiria, por exemplo, um estádio municipal ou estadual, ocupado por ambos. Não, cada um no seu estádio. E uma das práticas mais saudáveis e típica de Porto Alegre é ir ao Olímpico ou ao Beira-Rio assistir a um jogo, por mais trivial que seja. De preferência com uma grande turma.
E um detalhe, este sim, mais do que típico no inverno porto-alegrense: cada um com uma sacolinha de bergamotas (tangerinas) para saborear na arquibancada descoberta, com um sol abundante.
Ah, o inverno em Porto Alegre!!

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| Da redação |
Mercado Público
Muito se escreveu e se escreve sobre o Mercado Público, no centro da cidade. As histórias sobre o Mercado são legais, mas teorias, não!
Aí um dos nossos colaboradores, o repórter fotográfico Ricardo Stricher estava passando por lá e resolveu dar uma paradinha.
E nos dá uma aula.
Obrigado!
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| Da redação |
Lomba do Pinheiro
O Eixo Lomba do Pinheiro - Restinga está na região leste da cidade, e faz divisa com Viamão, tendo como marco o Parque Saint'Hilaire. Estende-se ao longo de duas vias principais, as estradas João de Oliveira Remião e a João Antônio Silveira, no Bairro Restinga. Estas duas vias são partes integrantes da denominada Via do Trabalhador que constitui a mais importante ligação norte-sul.
A Lomba do Pinheiro originou-se de uma ocupação de caráter rural em terras que aos poucos foram se subdividindo em lotes de pequenas dimensões. O mais antigo dos assentamentos da área é a Vila Esmeralda, que já em 1954 estava instalada. Entretanto, é no início da década de 70 que se consolidou um processo irreversível de ocupação mais intensiva com a implantação de vários núcleos habitacionais. Esta região constitui atualmente o maior aglomerado de vilas populares e loteamentos clandestinos e irregulares do município abrigando, já em 1989, quase 20.000 habitantes, somente nas imediações das estradas João de Oliveira Remião, Afonso Lourenço Mariante e Dolores Duran.
Sua população está distribuída principalmente nos núcleos conhecidos como Jardim Franciscano, Nova São Carlos, Viçosa, Herdeiros, Esmeralda, Triângulo, São Francisco, São Francisco do Boqueirão, Chácara das Peras, Jardim Lomba do Pinheiro, vilas MAPA I e II, Vila Pinhal e Panorama.
Uma análise da evolução urbana da Lomba do Pinheiro permite afirmar que os diversos espaços foram sendo ocupados, a partir das linhas de cumeada dos conjuntos de morros, cujas declividades não impunham restrições à urbanização. Ao redor destas ocupações, a presença de um significativo patrimônio natural caracteriza a paisagem local.
Na Estrada João de Oliveira Remião, caminho natural para as ocupações do extremo sul e para a Restinga, encontram-se os principais pontos de interesse, as principais atividades econômicas e as maiores densidades da área, ao contrário da Estrada João Antônio da Silveira, que apesar de muito importante como via de acesso à Restinga, tem ainda um entorno de ocupação rarefeita.
Caingangues na Lomba
Há quatro anos, o Espaço de Sustentabilidade Caingangue, na parada 25 da Lomba do Pinheiro, tem permitido que 37 famílias indígenas ali residentes preservem a cultura do povo Caingangue. "O espaço ajudou a consolidar os laços de parentesco e a rearticular seus aspectos sociais, religiosos e políticos", lembra a antropóloga Ana Elisa de Castro Freitas, coordenadora de políticas Públicas para os Povos Indígenas da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana.
Em uma área de cinco hectares foram construídas 23 casas, uma escola, um posto de saúde, uma unidade fitoterápica, um centro cultural e um centro de inclusão digital, em convênios com órgãos públicos e iniciativa privada. A organização interna fica por conta dos próprios índios, que fazem questão de manter viva a cultura dos ancestrais.
Na escola, de até 3ª série, os alunos têm ensino bilíngüe com professoras da própria tribo. No posto de saúde, um laboratório fitoterápico é gerenciado pelo Cuiã, o líder espiritual que prepara medicamentos com ervas, como manda a tradição. "A gente briga para que o tratamento seja diferenciado, porque a lei diz que o tratamento do índio deve ser diferenciado", diz o cacique Claudir Pény da Silva.
Os cerca de 120 caingangues têm como fonte de renda o artesanato, técnica que conservam ao longo de gerações. O artesanato, vendido nas feiras do Parque Farroupilha, voltou a ser produzido devido ao reencontro das famílias, que antes estavam dispersas pela cidade, no Espaço de Sustentabilidade. "Antes de virmos morar aqui, mal tínhamos dinheiro para comer. Agora temos, graças ao artesanato", diz Teresinha de Paula Ribeiro, que mora há um ano no local. Para conseguirem matéria prima, os índios têm acesso às unidades de preservação da prefeitura, de onde retiram somente o cipó, o que não destrói a natureza. |
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| Jayme Copstein * |
O “avô” do Ribeiro
Pois de repente me dou conta – e tudo na vida é repentino, as coisas que passam, a idade que chega – do cinqüentenário da travessia do Guaíba, que até hoje todos chamam de ponte, quando é conjunto delas, ligando através de ilhas, as duas margens do rio, lago, estuário e sei-lá-mais-o-quê, consenso ao qual nunca se chegou.
E eu que assisti a vários cinqüentenários de coisas que não vi nascer ou acontecer – abolição da escravatura e proclamação da República, principalmente – sinto pena de não ter conversado com pessoas da minha provecta idade, testemunhas de vista, para saber como era aquele tempo “dantes”, com as pessoas ainda vivas, não as estátuas de pedra trazidas pelos relatos dos livros didáticos.
De minha parte, posso contar que, antes da travessia do Guaíba e da ponte sobre o Passo do Mendonça, entre Cristal e Camaquã, e antes, também, da ponte sobre o São Gonçalo, na divisa de Pelotas, com bom tempo, carreteira sem lama, a gente viajava 14 horas para chegar de Rio Grande a Porto Alegre, em uma caminhoneta Ford da Prefeitura Municipal, que vinha às segundas, quartas e sextas-feiras e retornava às terças, quintas e sábados.
A rodovia asfaltada, construída ao tempo de Juscelino, abreviou o trajeto, mas a maior parte do tempo era perdida na passagem dos rios. No São Gonçalo e no Guaíba, as barcas faziam a viagem de hora em hora – 30 minutos de travessia, 30 minutos de carregamento. Bastava chegar com um minuto de atraso, para se ter mais uma hora de espera. Daí, porque as pessoas preferiam as 20 horas da viagem de navio, que as deixava no cais bem dormidas, em vez da montanha russa que lhes moía a coluna e os rins.
Com a travessia do Guaíba e a construção, no ano seguinte, da primeira ponte sobre o São Gonçalo, ordenada pelo governador Leonel Brizola, a viagem Rio Grande-Porto Alegre reduziu-se a quatro horas de percurso. Era como um sonho: sem precisar de avião, já se podia sair de manhã cedo, tratar dos negócios, almoçar ou jantar na outra cidade, e voltar para dormir em casa, tudo no mesmo dia, já viram?
Fica fácil entender agora, a 50 anos de distância, o tamanho da festa quando se inaugurou a “ponte” em Porto Alegre. A Zona Norte pode não ter ficado congestionada como nos dias de Nossa Senhora dos Navegantes, mas a cidade toda correu até lá, para ver aquele vão subindo, para dar passagem aos navios, e logo descendo para reabrir a estrada aos carros e caminhões.
Não houve quem ficasse imune às emoções e é a isso que Jaime Keunecke, o Jotaká, atribui a maior barriga da sua vida profissional. Repórter do Diário de Notícias, cobrindo a inauguração, ficou intrigado porque seu colega Antônio Carlos Ribeiro, do Correio do Povo, trouxera um ancião baixinho e o estava fotografando, encostado à mureta da primeira ponte. Achou que Ribeiro, por sentimentalismo, tivesse trazido o avô para lhe mostrar a novidade.
No dia seguinte, Jotaká teve de se enfiar no imenso furo tomado: a foto do “ancião baixinho”, publicada com destaque pelo Correio do Povo, tinha a cartola: “O passado contempla o futuro”. A legenda esclarecia: o “avô” do Ribeiro era nada mais, nada menos que Borges de Medeiros, figura histórica do Rio Grande do Sul, que governara o Estado por 25 anos e em cujo tempo a idéia da travessia do Guaíba surgira, mas fora descartada como utopia.
* Jayme Copstein é jornalista e radialista. Colabora no www.coletiva.net. É colunista do jornal O Sul e apresentador do programa 'Paredão', na Rádio Pampa. Seu livro mais recente é "A Ópera dos Vivos", editado em janeiro deste ano.
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| Da redação |
Duas Sugestões
A Rádio Cidade promove uma super festa junina, com muita música e animação. As atrações são os grupos Revelação, MC Marcinho, MC Pelé e Fat Duo, Louca Sedução, Novament's, Jahmai, Se Ativa, Nego Di e Leandro, MC Jean Paul, Cassiá e Maicon DJ.
6 de junho, às 22 horas, no Pepsi On Stage.
Ingressos de 15 a 40 reais.
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Márcio Petracco e Luis Henrique "Tchê" Gomes, do TNT (guitarras, vocais), Luciano Albo (baixo, violão, guitarra, vocais), Alexandre Barea (bateria) e Frank Jorge (teclado, baixo, guitarra e vocais) estes três últimos, dos Cascavelletes, escreveram importante página da história da música local e nacional na segunda metade dos anos 80.Participações especiais de Alemão Ronaldo (Bandaliera), Rafael Malenotti (Acústicos e Valvulados) e Duda Calvin (Tequila Baby).
5 de junho, às 23 horas, no Opinião.
Ingressos a 20 reais. |
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Fernando Albrecht* |
Sobre sanduíches e galetos
Tem discussão que macaco velho não entra.
Por exemplo, qual foi o bar que servia o primeiro sanduíche aberto de Porto Alegre, ou qual foi o primeiro galeto do Rio Grande do Sul. Entrar nisso é pedir sarna pra se coçar. Não raro, leitores até se ofendem se a gente diz que foi esse ou aquele bar ou esta ou aquela galeteria.
No primeiro caso, primeiro ou não, ficou famoso já na década de 50 o Urso Branco, na Pinto Bandeira, cujo prédio foi demolido não faz muito. Aberto no capricho: pernil ou lombo, queijo, pão preto, alguns poucos picles e tomate, tudo com molho de carne. O dono do Urso Branco chamava-se Paulo e depois abriu um bar na Garibaldi com a Independência, que mudou o nome para Stylo na década de 60, para mais tarde abrir o Prinz, na Protásio Alves, que está lá até hoje vivo e forte.
O problema, irmãos em sofrimento, é que a maioria dos sanduíches abertos de hoje são sanduíches de picles. Tira a azeitona, a cenoura, o pepino e sobra quase nada, uma folha de queijo e leves traços de lombo ou presunto. Um que ainda capricha é a Caverna do Ratão, na Protásio Alves. Não é o único, mas tem o diferencial de botar pernil e não lombo. Há uma enorme diferença entre um e outro.
Saindo do sanduíche aberto e entrando no galeto, a polêmica sobre quem foi o pioneiro não é menor. Parece razoavelmente lógico dizer que o galeto surgiu na região italiana, ou em restaurantes de italianos adeptos da passarinhada. Com a carência de pássaros, apelou-se para franguinhos al primo canto, o frango a passarinha. Nada a ver com o que é servido na maioria das galeterias de hoje, frango mesmo. Bueno, então quem foi o pioneiro?
Fala-se que foi uma casa junto à BR-116, na entrada de Estância Velha, que também teria sido a primeira casa a oferecer o rodízio de carnes como o conhecemos hoje. O restaurante existe até hoje. Certo é que no final dos anos 50 e início dos anos 60 ficaram famosas as galeterias que pipocaram na RS-122, na altura de Portão, Rincão do Cascalho.
Dois deles se destacam, o Beppi em Portão e o Galeto Regina em Rincão do Cascalho. Correndo o risco de cometer injustiça, em Porto Alegre tinha o Scur, na Benjamin Constant, que trazia gente de longe. Fala-se que o pioneiro na Capital teria sido o Marreta, quando ficava na então Vila Dona Teodora, perto da antiga Casa Dico.
O diabo é que hoje todos são iguais.
Massa, polenta, radicci e frango, na maioria das vezes sem tempero, só no sal. E tem mais uma coisa que incomoda: frango ou galeto mal-passado é o fim da picada, certo?
Então por que é preciso pedir ao garçom - às vezes inutilmente - por favor, bem passado?
O Beppi era um italiano que fugiu da Itália para não lutar na II Guerra Mundial. Entre seus fregueses, havia uma turma de Montenegro, que ia para lá às sextas-feiras à noite em um possante Aero-Wyllis. Invariavelmente, depois de hectolitros de vinho de garafón, o dono do carro embicava o carro em rumo oposto. Em vez de voltar para Montenegro, aproava Porto Alegre.
Mas isso já é outra história.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
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| Da Redação |
Pedrini
Antes de completar 50 anos, nada como uma guaribada a capricho. Uma reforma planejada para que a clientela se sinta ainda melhor. Hoje, quem vive sem ar-condicionado? Não, mas não é só isso: cozinha e banheiros planejados; um salão mais espaçoso, com cadeiras confortáveis, mesas espaçosas, tudo feito para o prazer dos clientes.
Este é o novo Bar e Restaurante Pedrini, que não deixa de ser o Velho Pedrini, com o espetacular chope da Brahma, a Pepsi, os bolinhos de queijo e bacalhau, os filés, as massas, as pizzas na panela, tudo como há 48 anos. Um lugar que encanta os moradores das redondezas e também os jornalistas e os bons políticos.
O Novo Pedrini continua no endereço do Velho Pedrini, na avenida Venâncio Aires, 204, quase esquina com a Lima e Silva. E agora tem até estacionamento, na avenida Lima e Silva antes de chegar a Venâncio Aires (do lado direito).
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| Da redação |
Antonio Soriano
A mostra reúne 20 trabalhos do artista plástico Antonio Soriano. Em dimensões variadas, as paisagens dos campos gaúchos predominam.
Soriano iniciou suas atividades nos anos 60. Foi aluno de Rubens Galant Costa Cabral e de Ado Malagoli. Durante muitos anos alternou a publicidade e a pintura até optar pela última em 1987.
Segundo os críticos, sua pintura possui uma definição estilística onde a paisagem é o tema dominante com a luminosidade exercendo papel fundamental em sua linguagem.
Na Gravura Galeria de Arte
Rua Coronel Corte Real, 647
Petrópolis - Porto Alegre
Horários: De 12/05 a 07/06 - De segunda a sexta, das 9h30min às 18h30min; sábado, das 9h30min às 13h30min.
É grátis! |
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| Da redação |
Alberto Bins
Antes uma curiosidade: Sabe por que o Hotel Plaza São Rafael tem este nome? Não sabe? Pois acreditem que a avenida Alberto Bins, onde está o hotel, chamava-se São Rafael e a Câmara de Vereadores resolveu homenagear o primeiro porto-alegrense a comandar a Prefeitura da cidade.
Alberto nasceu, em 1869, e morreu, em 1957, em Porto Alegre. Bem de vida, era filho de um próspero comerciante. Tanto que estudou na Inglaterra e Alemanha.
Sua primeira atividade a valer foi como sócio majoritário da E.Berta & Cia., fundada por Emmerich Berta, que tinha como forte a fabricação de cofres, fogões, camas. Modernizou os processos de trabalho, tendo importado máquinas e matéria-prima da Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra. Seus produtos eram vendidos em todo país.
Cheio de atividades: foi presidente da Associação Comercial, fundador do Banco Pelotense e do Centro da Indústria Fabril. Participou até da criação da finada Varig.
Foi quatro vezes deputado estadual, vice-intendente eleito, na administração de Otávio Rocha. Em 1928 este morreu e Alberto o substituiu. Candidato ao cargo no mesmo ano, foi eleito com folga.
Alberto Bins inaugurou a Hidráulica Moinhos de Vento. Em 1935 comandou a realização da Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha, na Redenção.
Dois anos depois, com o estado Novo de Getúlio Vargas, Alberto largou a política e foi cuidar de suas empresas. |
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| Clábio Gomes* |
Creme de cebola
Ingredientes:
1 colher de sopa de margarina - 500 gr. de cebolas - 300 gr. de batatas
1 litro de caldo de carne -1 gema -1 colher de sopa de nata - noz moscada,
sal e pimenta a gosto.
Preparo:
Derreta a margarina e acrescente as cebolas, deixando-as alourar ligeiramente, até ficarem transparentes.
Junte as batatas cortadas em cubinhos e o caldo de carne.
Assim que levantar fervura, deixe cozinhar cerca de meia hora, com a panela tampada.
Tempere com sal, pimenta e noz moscada.
Reduza a puré.
Bata a gema com a nata e acrescente, pouco a pouco, algumas colheres do puré.
Adicionar cuidadosamente esta mistura à sopa, para que não talhe, mexendo sempre e deixar cozinhar por mais 2 minutos, sem ferver.
Atenção: sirva com pão italiano
* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br
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