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| José Luiz Prévidi |
Resultado final
Foram 60 dias de votação para que os visitantes do Porto Algre é Assim! pudessem escolher as 7 Maravilhas de Porto Algre.
Recebemos votos até 31 de julho. Foram computados 192.138 votos.
Alguns votos não foram validados, por não estarem de acordo com as regras do concurso. Numa próxima promoção, que será realizada ainda neste semestre, haverá possibilidade de elegermos, possivelmente, algumas dessas sugestões abaixo.
Exemplos: o cachorro da Princesa, o bauru do Trianon, o chope do Tuim, a picanha do Na Brasa, a pizza de panela do Pedrini, o peixe do Gambrinus, o talharim do Copacabana, o bolo de carne do Naval, a feijoada do Plazinha, entre outros.
Repetimos: todas estas sugestões, e muitas outras, estarão no concurso 7 Delícias de Porto Alegre.
A comissão organizadora também decidiu considerar o Estádio Olímpico (“avalanche da geral”) e o Estádio Beira-Rio como “Maravilhas Hours-Concours de Porto Alegre” – portanto, ficaram fora da disputa.
------7 Maravilhas de Porto Alegre ------
Aí estão as mais votadas:
1º - Mercado Público

2º - Rua da Praia

3º - Guaíba/Pôr-do-Sol

4º - Usina do Gasômetro

5º - Parque da Redenção

6º - Estátua do Laçador

7º - Catedral Metropolitana

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| * Gilberto Simon |
A orla e o desenvolvimento
Há em Porto Alegre uma cultura que é contra o espigão. Sem exceções. E entende-se por espigões aqui nestes pagos, prédios com mais de 10 andares. Para eles, que são contra qualquer edifício que ultrapasse esta altura, a cidade não precisa deles. Deixemos como está. A população precisa utilizar a orla como ela está, cheia de mato, lixo e, em alguns trechos, favelas que "privatizam" da mesma forma a sua área.
Ou você vai passear com seus filhos nas vilas de Porto Alegre que ficam em áreas com potencial turístico, como a Vila dos Sargentos, na zona sul? Não, a orla deve ser preservada. O meio ambiente não pode ser tocado. Pois bem. Vivemos numa metrópole com 1,5 milhão de habitantes (se considerarmos a região metropolitana chegamos a 4,2 milhões de habitantes). É obvio que o meio ambiente precisa ser preservado, mas sobretudo nas unidades de conservação que a Prefeitura e o Estado já criaram. Pode-se preservar com construções sustentáveis. Não é necessário destruir-se o ambiente para desenvolver uma cidade urbanisticamente.
Vejo duas situações:
De um lado os ecoxiitas defendendo a preservação a qualquer custo das áreas na orla do Guaíba (que são 72 km). Do outro, empresas e pessoas com visão de futuro querendo desenvolver a cidade, com recuperação de áreas abandonadas, para utilização massiva da população (entende-se por utilização massiva, toda e qualquer atividade que poderá vir a ter num prédio, num shopping center, numa praça, num hotel, num centro empresarial. Todos somos beneficiados por estes equipamentos.
Pergunto: como saímos dessa?
Não queremos a cidade estagnada, deteriorada, como ela está ficando. Vejamos outras cidades. Barcelona, na Espanha. Cidade milenar, com um patrimônio histórico invejável, está revitalizando sua orla. Com equipamentos modernos, altos edifícios, shopping centers.
Todas as cidades do mundo estão se desenvolvendo, pois uma cidade desenvolvida tem uma população com uma enorme auto-estima. Minha cidade é linda, eu queria dizer. Não posso. Pois a parcela da população que tem a mente pequena, que não passam de mentes provincianas não querem que ela seja bonita, muito menos linda.
Compare Porto Alegre a cidades como Chicago, Barcelona, Buenos Aires, San Diego, Panamá... etc. Poderia encher uma folha com nomes de cidades que considero lindas. E que são grandes destinos turísticos. Porto Alegre é turística? Não. E quer ser? Depende da mente das pessoas que decidem as coisas que aqui acontecem.
Vejamos projetos de enorme impacto arquitetônico, projetos belíssimos que estão parados há anos devido às mentes provincianas de muitas pessoas: Pontal do Estaleiro. Revitalização do Porto da cidade. Reforma do Estádio Beira-Rio e entorno. Pontal do Estaleiro aguarda aprovação há anos.
O projeto é belíssimo, com áreas privadas e públicas.
Não consigo entender as pessoas serem contra esses projetos lindíssimos, arrojados, em harmonia com o Guaíba, que vão modernizar a cidade, atrair turismo e acima de qualquer coisa, vai aumentar a nossa auto-estima, pois moraremos numa cidade bonita, moderna.
Chega de favelas na orla, chega de abandono.
Estes projetos não privatizam a orla. Eles colaboram imensamente para que possamos usá-la com inúmeras opções de divertimento, com conforto, com beleza, com turismo. O Guaíba não sofrerá com a construção destes projetos. Ele sofre agora. E nós sofremos ainda mais, pois estamos de costas para ele.
Você vai pode visitar estas áreas, caminhar pelas esplanadas, contemplar o Guaíba. Vai poder sentar-se num restaurante à beira do Lago e apreciar um dos mais lindos pôr-do-sol do mundo. Gostaria de saber se quem é contra, por acaso conhece os projetos nos seus detalhes?
Além disso, o turismo será enormemente intensificado na cidade. As pessoas que vêm visitar uma cidade querem ver belezas, recantos turísticos, com estrutura e conforto, não favelas e lixo, que são as atuais atrações da zona sul da nossa cidade, em especial sua orla.
O Pôr-do-Sol no Guaíba é lindo. Mas não falta alguma coisa? Não falta um lugar adequado para apreciarmos este espetáculo? E reparem no lixo nas margens. Você quer este lugar assim?
Por que não uma cidade desenvolvida, bonita, verde, mas ao mesmo tempo com torres arrojadas na sua orla?
Quantas pessoas essas que falam contra estes projetos, que após falarem bastante se levantam e vão viajar para Miami, para Cancún, para Nova York, para Chicago, para Hong Kong, e deslumbrar-se com as torres e as orlas lindas e desenvolvidas destas cidades?
* Gilberto Simon é fotógrafo - http://portoimagem.blog.uol.com.br/
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| Da redação |
Café do Lago
Ocupado pelo Café do Lago, desde novembro de 2001, o prédio que abrigava o bicicletário da Redenção faz parte da cultura arquitetônica da cidade. Este e outros pavilhões foram construídos para uma grande exposição em comemoração ao Centenário da Revolução Farroupilha de 1835. O evento foi realizado em 20 de setembro de 1935 sobre a área da cidade conhecida por Várzea ou Campo da Redenção e que recebeu, a partir daquele momento, a denominação de Parque Farroupilha.
A exposição se encerrou em 15 de janeiro de 1936 e a maioria dos prédios foi demolida em 1939. O prédio do Café do Lago era conhecido como embarcadouro, e servia de abrigo para os visitantes que aguardavam a saída dos pequenos barcos que circulavam no lago.
Fotos de Ricardo Stricher


Fotos de Alfonso Abraham


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| Da redação |
Cascata
Não se tem muita certeza, mas o nome surgiu pelo relevo da área, fazendo com que os arroios que nascem nos morros formem várias pequenas cascatas, como o Arroio Águas Mortas, que começa no Morro da Polícia e segue em direção da avenida Oscar Pereira. É um dos bairros mais altos de Porto Alegre. Destacam-se os morros da Polícia, do Cascata, além de ser circundado pelos morros do Pelado e da Pedra Redonda, todos com pouco menos de 300 metros de altura.
O bairro se desenvolveu a partir das décadas de 50 e 60, com a abertura de novos acessos, bem como pela instalação de meios de transporte mais eficientes, cobrindo os morros mais íngremes. A essa altura, a ocupação, antes restrita às cercanias da avenida Professor Oscar Pereira, passou também a ocorrer nas encostas dos morros da Polícia e do Cascata, através do loteamento dessas áreas.
O bairro Cascata foi criado oficialmente 1963, onde boa parte de seu território era conhecida como Glória. Tinha uma relação próxima com os da Grande Glória – Glória, Medianeira e Coronel Aparício Borges. Ainda que haja no Morro da Polícia uma atividade turística, com trilhas que proporcionam a vista de toda a região sul e uma visão geral do Guaíba, sua exploração econômica (seja pela instalação de pedreiras, hoje já desativadas, seja pela implantação de antenas de TV) tirou um pouco do aspecto tranqüilo e campestre do bairro.
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| Jayme Copstein * |
O bar da ARI
O bar da Associação Rio Grandense de Imprensa é o único no mundo, nascido de receita médica e batizado com as bênçãos da Igreja.
Nos anos 60, Alberto André, presidente da ARI, preocupou-se com infartos sucessivos que mataram três jornalistas na mesma semana. Decidiu pedir a Rubem Maciel, professor da Faculdade de Medicina da Ufrgs, apontado na época entre as maiores sumidades da cardiologia brasileira, que nos fizesse uma palestra para ensinar como evitar os males do coração.
Rubem Maciel tinha personalidade cativante. Sua facilidade de comunicação faz supor que teria sido jornalista não fosse a vocação para a Medicina. Sabia adequar o vocabulário aos auditórios para os quais falava. Foi direto e objetivo quando conversou conosco:
“Ninguém sabe o que causa um infarto. Há muitas teorias, mas são, todas, teorias. De certeza, apenas a tensão emocional de que a profissão de vocês é pródiga. Então, a receita é: encham a cara uma vez por semana, que alivia as tensões.”
Alberto André, cujo talento nato de líder o manteve por mais de 30 anos na presidência da ARI, achou a oportunidade ótima para resolver outro problema que afetava a classe: aproximar colegas de vários veículos para que resolvessem na confraternização as naturais diferenças surgidas na briga pela notícia.
Amigo de todo o mundo e católico devoto, convidou e conseguiu que D. Vicente Scherer, arcebispo metropolitano de Porto Alegre, abençoasse a cerimônia de inauguração do bar. Naturalmente, com pequeno sermão, advertindo sobre a necessidade da temperança, para não se cair nas tentações do pecado.
Lembrei-me desse capítulo da história da ARI no último sábado, quando conversávamos, em uma das mesas, Antônio Goulart, Glei Soares, João Firme, Martha D’Azevedo, Segundo Brasileiro Reis, Sérgio da Costa Franco e Wanderlei Soares, sobre a surdez ou a cegueira que às vezes atacam um jornal inteiro.
Veio à tona o caso do Osvaldino, contínuo do velho Correio do Povo, em cujas atribuições, como a todos os contínuos das redações daquela época, incluía-se também a de datilografar a programação semanal dos cinemas.
Foi o caso quando estreou em Porto Alegre o filme “A força do céu”. O original e as provas tipográficas se evaporaram e nunca se descobriu o responsável pelo sumiço de um “é” decisivo, que transformou o “céu” da notícia em inferno para o jornal.
Sérgio da Costa Franco contou, também, o cacófato que enfeou comentário seu, em plena campanha contra o mau-cheiro da Borregaard, recém-instalada do outro lado do Guaíba.
Agora, já não se enfatiza tanto problemas de sílabas colidindo em sons desagradáveis ou até sugerindo palavrões. Naquela época, porém, não se escrevia “fé católica”, “comi melão”, e para exorcizar as malsonâncias do idioma, havia até uma frase didática que, dita rapidamente, soava como língua estrangeira: “Se cá nevasse, cá se usava esqui”.
O fato é que, naquela manhã, quando Sérgio da Costa Franco chegou à Procuradoria do Estado, onde também era titular, um colega lhe perguntou se escrevera de propósito:
“Quando me ocupei da Borregaard (...) neste mesmo espaço ...”
Desde então, Sérgio da Costa Franco evita o verbo “ocupar”.
Hoje, o computador e a regulamentação profissional eliminaram a composição, a revisão, as provas tipográficas e o contínuo faz-tudo da Redação. Mas o bar da ARI, nos sábados de manhã, segue recolhendo histórias assim e preservando seus freqüentadores de infartos.
Se é a receita de Rubem Maciel ou a bênção de D. Vicente Scherer, não se sabe.
* Jayme Copstein é jornalista e radialista. Colabora no www.coletiva.net. É colunista do jornal O Sul e apresentador do programa 'Paredão', na Rádio Pampa. Seu livro mais recente é "A Ópera dos Vivos", editado em janeiro deste ano.
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| Da redação |
Querem terminar com as festas
Como está cada vez mais na moda ser politicamente correto, as determinações da Tolerância Zero estão trazendo mais incomodações do que se previa.
Bêbado ninguém podia dirigir. Isto há décadas. Agora, resolveram até prender os bebuns. Não tem quem não apóia. O problema é que a maioria das pessoas tomava doses razoáveis de bebida e dirigia sem problemas; outros exageravam e causavam até mesmo mortes no trânsito.
Não teve jeito. Para terminar com o problema, nada de álcool na direção. Dependendo do que beber, o cara vai em cana.
Bem, aí o que resta fazer é se adaptar a uma nova realidade – não adianta reclamar.
Alguns bares e restaurantes resolveram oferecer o serviço de vans para clientes – a entrega a domicílio dos bebuns. Legal.
Mas acontece que um barnabé da Prefeitura de Porto Alegre é contra este serviço. Defende que apenas os táxis podem transportar os bebuns, mesmo que venha a ser discutida uma regularização para as vans.
É uma pena.
Mas está se busando alternativas.
A Secretaria de Turismo da capital gaúcha promoveu reunião entre os presidentes do Sintáxi, Luiz Nozari, do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre, Daniel Antoniolli, e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Pedro Hoffmann. Eles avançaram em um acordo. A partir do encontro coordenado pelo secretário de Turismo, Luiz Fernando Moraes, as entidades deverão viabilizar um convênio pelo qual os clientes de bares e restaurantes serão beneficiados com desconto na corrida de táxi a partir de determinado horário, sempre que o serviço for solicitado pelo estabelecimento conveniado.
A meta é de que o sistema entre em operação a partir do dia 19.
É um bom começo. |
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Fernando Albrecht* |
A vida de bico seco
Quem pára de beber, costuma se enquadrar em duas categorias básicas: os que aceitam o novo tipo de vida sem álcool e os que maldizem a própria sorte. De certa forma, faz sentido, porque lhes é negado um prazer que qualquer morador de vila pode usufruir: sentar num boteco e jogar conversa fora bebendo uma cerveja. Dura a vida. Há também os que se auto-enganam e bebem escondido. Aí é para inglês ver.
Só que, além do inglês, todo mundo vê.
Numa tarde chuvosa dos anos 90, um jornalista abstêmio estava sentado no Chalé da Praça XV bebericando sua mineral quando entrou um colega, dito abstêmio após décadas de birita pesada. Sacudindo a gabardine molhada, sentou com o colega e pediu um uísque. Duplo. Não levou um minuto e pediu outro. Duplo. Descia mais rápido que caiaque no rio Paranhana em dia de enchente. Quando pediu o certeirão, notou o olhar de esguelha do bico seco ao lado.
- Não pensa que eu comecei de novo, não. É só hoje. Por causa da chuva.
Biriteiro incorrigível é assim.
Tem também o caso de outro jornalista, idos dos anos 80, que foi obrigado a beber porque deu uma neurite alcoólica. Foi bem na hora, porque a reta de chegada já estava à vista.
Convalescendo numa cadeira, cobertor tapando as pernas trêmulas, recebeu a visita do então vice-governador, seu assessor de imprensa e outro colega. Voz embargada, contou seu drama.
- Vejam vocês, eu estava bebendo um litro de uísque por dia!
O trio se entreolhou. O vice-governador tomou a palavra.
- Meu caro, não seja modesto. Um litro por dia bebo eu.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
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| Da Redação |
O novo Teatro da Ospa
O novo teatro da OSPA será um dos sete únicos teatros sinfônicos do mundo. Uma obra de 15 mil metros quadrados, projetado exclusivamente para concertos, e com capacidade para 1.500 pessoas. Além da sala sinfônica o teatro contará com uma concha acústica para apresentações ao ar livre e estacionamento.
A Sala Sinfônica da OSPA será construída em terreno no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. A proposta visa voltar a edificação para o parque e para o rio, uma das visões mais privilegiadas da cidade, “com a permanente preocupação que a Sala Sinfônica esteja totalmente inserida na paisagem urbana”. O estacionamento será em terreno ao sul da Câmara Municipal, com o total de 375 vagas, servindo ao parque e compartilhado com a OSPA em dias de espetáculo. A implantação da edificação no terreno é fiel à topografia e vegetação existente, integrando-o completamente ao meio ambiente.
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| Da redação |
Alfonso, o Espanhol, homenageia Porto Alegre
O repórter-fotográfico Alfonso Abraham, o Espanhol, inaugura a exposição "Porto Alegre, Cidade do Futuro" no dia 13 de agosto, quarta-feira. O evento será no Memorial do Rio Grande do Sul, Salão de Multiplos Usos (fica na praça da Alfândega, no antigo prédio dos Correios e Telégrafos).
A exposição tem o patrocínio da ATP e Viacolor, com apoio institucional da Secretaria de Cultura do município, ARI, Secretaria de Turismo municipal, Câmara de Vereadores e Assembléia Legislativa.
Os amigos do Porto Alegre é Assim! são convidados especiais para o coquetel.

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| Da redação |
João Pessoa
É uma das mais importantes avenidas de Porto Alegre.
Começa na avenida Salgado Filho, atravessa a Cidade Baixa e termina na avenida Bento Gonçalves.
Conhecida desde o século XVIII como “caminho da Azenha”, nasceu como ligação entre a vila e a ponte da Azenha, que conduzia a Viamão, através da Estrada do Mato Grosso.
No início do século XIX, devido às medições da Várzea “de fora do Portão”, o alinhamento desse caminho, onde haviam várias chácaras, começa a ser pensado.
Em 1842 começa a ser urbanizada e recebe o nome de Rua da Azenha, com extensão muito superior à remanescente e atual avenida da Azenha. Em 1842 e 1843, foi feito o alinhamento das residências.
Em 1864, foi criado o primeiro sistema de transporte coletivo, com a popular “maxambomba”, ao longo da rua da Azenha, gerou muita polêmica, porque os empresários do “trilho de ferro” desejavam construir valos protetores ao longo dos trilhos que impediriam o trânsito de outros veículos e os vereadores se opuseram. Fracassada a “maxambomba”, os bondes de tração animal, implantados a partir de 1873, também usaram a rua da Azenha.
Adotada em 1884, a denominação oficial de Campo da Redenção para a antiga Várzea e Campo do Bom Fim, a primitiva rua da Azenha, no trecho adjacente àquele Campo, passou a ser chamada de rua da Redenção, e, mais adiante, de avenida da Redenção, que terminava na embocadura da rua Venâncio Aires, onde começava a Rua da Azenha.
Um dia após a Revolução de 1930, o nome da avenida Redenção foi substituído por avenida João Pessoa, em homenagem ao presidente da Paraíba, companheiro de chapa de Getúlio Vargas na campanha da Aliança Liberal.
O prolongamento da avenida João Pessoa, desde a esquina da rua Laurindo até a avenida Bento Gonçalves, já projetado desde 1925 por Otávio Rocha, foi completado pelo prefeito Loureiro da Silva, na década de 40.
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João Pessoa nasceu em Umbuzeiro, na Paraíba, em 1878. Era sobrinho de Epitácio Pessoa, presidente da República. Estudou na Escola Militar da Praia Vermelha, mas desligou-se logo do Exército. Bacharelou-se em Ciências Políticas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Exerceu a advocacia no Recife e na Paraíba (como então se chamava a capital do Estado homônimo), e foi delegado de Ensino no Recife. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi nomeado representante do Ministério da Fazenda nos processos de desapropriações para execução de obras públicas.
Em 1928, foi eleito presidente do seu Estado, pelo Partido Republicano da Paraíba (PRP). No ano seguinte, seu nome foi lançado para vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas à Presidência da República, pela Aliança Liberal. Ao mesmo tempo, seriam realizadas eleições para a Câmara Federal e para o Senado. João Pessoa pregava a renovação parlamentar e tentava esvaziar os redutos do ex-presidente do seu Estado, João Suassuna. A campanha foi conturbada na Paraíba, principalmente quando um dos aliados de João Pessoa, o "coronel" José Pereira, chefe político no município de Princesa, rompeu com os aliancistas e aderiu ao Partido Republicano Conservador, que defendia a candidatura Júlio Prestes-Vital Soares, apoiada pelo presidente Washington Luís.
Sob o comando de Pereira, a cidade de Princesa iniciou uma rebelião contra o Governo estadual. Nesse período, aconteceu a eleição presidencial, que deu a vitória à chapa governista. Inconformados com o resultado, os opositores iniciaram um movimento para impedir a posse de Júlio Prestes e Vital Soares.
Ao mesmo tempo em que tinha dificuldades para debelar a Revolta de Princesa, João Pessoa enfrentava problemas financeiros no seu Governo. Sem armas para enfrentar os rebeldes, a Polícia paraibana passou a invadir casas e escritórios de pessoas suspeitas de estocar armamentos e munições destinadas aos comandados de José Pereira.
O jornal paraibano A União noticiou, então, a invasão à casa de João Dantas, aliado do líder de Princesa e parente dos Suassuna, onde vários papéis foram confiscados. Entre essa documentação, estavam cartas de amor trocadas por Dantas e uma namorada, Anayde Beiriz. O episódio levou à exacerbação dos ânimos e culminou com o assassinato de João Pessoa, na Confeitaria Glória, no Recife, por João Dantas. Discute-se, ainda hoje, o motivo real do crime: se político ou passional.
A morte do presidente da Paraíba fez com que o Governo Federal interferisse na Revolta de Princesa, pondo fim ao movimento, e é considerada uma das causas da Revolução de 1930, que depôs Washington Luís e levou ao poder Getúlio Vargas.
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| Clábio Gomes* |
Fondue de carne
Ingredientes:
1 kg. de contra-filé cortado em cubos -1/2 litro de óleo de canola
Molhos prontos: pimenta ou tabasco, wasabi, shoyu, tártaro, mostarda tipo dijon, molhos para salada (dressing)
Molhos preparados (ver abaixo)
Pão Italiano
Preparo:
Colocar o óleo na panela, levar ao fogo para aquecer.
O ponto correto de aquecimento é quando um pequeno pedaço de pão começa a fritar no óleo.
Leve a panela de óleo ao rechauld, na mesa.
Cada pessoa mergulha um pedaço de carne no óleo, deixa cozinhar, retira e mergulha no molho de sua preferência.
Molhos preparados:
Cebola: misture 1/2 pacote de sopa creme de cebola com 1/2 lata de creme de leite light.
Rosé: misture em proporções iguais mostarda, maionese e catchup.
Mostarda: misture 2 colheres de chá, de mostarda dijon com 1/2 lata de creme de leite.
Vermelho: misture 2 colheres de sopa, de salsa picada, 1/2 xícara de catchup, 1/2 xícara de pão triturado.
Alho: misture 1/2 xícara de maionese com 2 colheres de chá, de pasta de alho e sal
SIRVA COM OS MOLHOS E PÃO ITALIANO EM PEDAÇOS
* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br
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