Começou a votação para a escolha das 7 Delícias de Porto Alegre.
A idéia surgiu em função de várias indicações para as 7 Maravilhas, referentes aos prazeres da mesa. Para a eleição das Maravilhas não foram considerados votos desta categoria, claro, como para o cachorro da Princesa, o bauru do Trianon, o chope do Tuim, a picanha do Na Brasa, a pizza de panela ou o bolinho de queijo do Pedrini, o peixe e o filé acebolado do Gambrinus, o talharim do Copacabana, o bolo de carne do Naval, a feijoada do Plazinha, entre outros.
-------- Muitos outros. E uma a la minuta? Melhores carnes assadas? Um X? Frangos? Pizzas? Lombinho de porco? Salada de frutas? Sanduíche aberto? Pastel?
O Adolfo Gerschman, sócio do excelente restaurante Orquestra de Panelas, na rua Padre Chagas, antes mesmo de abrirmos a votação, sugeriu o cachorro do Rosário, o churrasco da Porto-alegrense, a salada de frutas da banca do Mercado Público, o galeto e a polenta do Galeto Santa Maria (DC Navegantes), os fiambres e queijos da banca 43, as verduras do Paulinho da Cobal, a carne do Moacir.
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Não me venham com “um exótico churrasco de brócolis com pimenta-de-cheiro” ou “uma magnífica salada de melancia, tâmaras e agrião silvestre com iscas de veado-campeiro”. Por favor!!
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Só um detalhe: somente vamos considerar iguarias que estejam a disposição do porto-alegrense. Não adiante vir com aquela conversa de que “havia um sanduíche de pernil na Confeitaria...”. Não, tem que existir!
Inspirados no Tim Maia, pode-se dizer que vale tudo.
Repito: Só não vele frescuras demasiadas, pratos e petiscos com aquelas bobagens tipo molho de manga, carnes cruas (exceção dos quibes), temperos adocicados para carnes vermelhas. Novidades “decentes”, por favor!!
Todos devem ter em mente que “Delícias” são unanimidades.
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Delícias não são sinônimos de sabores estranhos ou exóticos.
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A escolha das Delícias da capital gaúcha será feita através deste espaço e do www.previdi.com.br, em local destacado, durante 60 dias. O resultado final será divulgado no dia 8 de novembro e os sete vencedores receberão um documento comemorativo.
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Na primeira parcial, começaremos a mostrar as fotos dos mais votados.
Só para lembrar Estão escolhidas as 7 Maravilhas de Porto Alegre.
O processo, através do site Porto Alegre é Assim! – www.palegre.com –, foi realizado durante 60 dias e os últimos votos computados chegaram no dia 31 de agosto. No total foram 192.138 votantes. Duas indicações foram desconsideradas: o Estádio Olímpico (“avalanche da geral”) e o Estádio Beira-Rio. Foram contempladas com o título de “Maravilha Hour Concours de Porto Alegre”.
A contagem final apontou o Mercado Público em primeiro lugar, seguido pela Rua da Praia, Guaíba/Pôr-do-Sol, Usina do Gasômetro, Parque da Redenção, Estátua do Laçador e Catedral Metropolitana.
Caminho dos Antiquários A Feira acontece aos sábados das 10 às 16 horas (exceto com chuva), na última quadra da rua Mal. Floriano (entre as avenidas Fernando Machado e Demétrio Ribeiro) e se estende até a “Praça do Capitólio”.
Expositores e lojistas espalham pela rua e calçadas seus móveis e objetos antigos, que compõem uma atmosfera peculiar.
Artistas plásticos e artesãos também participam, mostrando um pouco do talento gaúcho. Exposições, apresentações artísticas e culturais se alternam e completam esse clima de Porto Alegre.
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O repórter-fotográfico Ricardo Stricher passeou por lá. Confira:
Nonoai O Arroio Passo Fundo é a principal referência e orgulho dos antigos moradores do bairro. Claro que hoje não é mais o mesmo e, apesar de não ter sido canalizado, está com um alto grau de poluição. Nonoai foi um cacique Caingangue que teria vivido 120 anos. Vivia em Santa Catarina no início do século XIX. Aí decidiu atravessar o rio Uruguai e montou “acampamento” perto de Passo Fundo, dando nome ao que hoje é a maior reserva indígena do Estado.
Mas aqui na capital, avenida Nonoai é um trecho da antiga avenida Cavalhada, que foi um acesso à zona sul, fazendo parte do mapa oficial desde 1888. Mas a avenida Nonoai foi oficializada no início do século XX. Atualmente, a avenida Cavalhada atravessa os bairros Teresópolis, Nonoai e Cavalhada.
Nonoai tem núcleos habitacionais, como a Chácara Sperb, Chácara Menezes e a Cidade Jardim. É um bairro tranqüilo, sem modernidades, formado por casas sdimples, algumas muito antigas, e poucos edifícios mais altos. Na avenida Nonoai, está a tradicional Sociedade Porto Alegrense de Auxílio aos Necessitados, a conhecida SPAAN, entidade inaugurado em 1931, que abriga em média 140 velhinhos. Os moradores contam com o Nonoai Tênis Clube, com sede inaugurada em 1938.
Na verdade, os moradores destacam a tranqüilidade de ruas e travessas. Não estão muito afastados do centro, e para compras urgentes contam com o comércio da avenida principal.
Em Nonoai há um castelo de duas torres, construído na década de 1920 sobre um aterro de nove metros de altura. Está na travessa Fortaleza, e é dos irmãos Ernesto e Luiz Leiner.
O bairro conta ainda com a Rádio Comunitária Nonoai FM, mantida pela Associação dos Moradores do Bairro Nonoai. Aguarda legalização junto ao Ministério das Comunicações.
O Caso Daudt Em uma série de reportagens, Zero Hora resgatou o noticiário do Caso Daudt, ao se completarem 20 anos do enigma que abalou Porto Alegre. Elaborada com competência e profissionalismo, sem a superveniência de nenhum sherloque tardio, a matéria devolveu com precisão a atmosfera conturbada daqueles dias em que o enigma foi gerado. Jornalista combativo e destemido, José Antônio Daudt não levava ninguém de compadre, mas não sei se foi isso que o matou. Com toda a certeza, porém, o impacto do seu assassinato, com repercussão internacional, tumultuou as investigações e sepultou a verdade.
Lembro-me muito bem daquela noite de 4 de junho de 1987, quando Antônio Armindo Ranzolin me ligou, convocando-me ao microfone. Era sábado, minha folga no então Gaúcha na Madrugada, mas a rádio manteria a cobertura até o presumível esclarecimento do caso, esperado para as próximas horas.
Não foi que aconteceu. Tão logo cheguei à emissora, pressenti que não seria assim pela semelhança que o tumulto guardava com o Caso Kleemann, outro crime arquivado entre os insolúveis nos anais da Polícia gaúcha.
Nos dois episódios já havia uma versão à espera dos investigadores. No Caso Kleemann, foi alimentada por adversários políticos, nas ardências da campanha eleitoral em curso. No caso Daudt, o foco no deputado Antônio Deixheimer foi aceso por um desafeto pessoal.
A partir daí, as contribuições naturais de bons e maus samaritanos, dos palpiteiros de plantão e dos profetas de ocasião somaram-se a quizílias político-partidárias, e o tumulto desviou os olhares de pequenos detalhes que poderiam dar rumo certo às investigações.
Quem tinha razão no meio de toda aquela polvadeira era o então governador do Estado, Pedro Simon, hoje senador. Desejava dar tempo à Polícia para aprofundar seu trabalho, mas as pressões do momento não deixaram que sua opinião prevalecesse.
Alguns dias depois, outro assassinato, na Zona Sul da cidade, cometido em circunstâncias parecidas. Havia uma espingarda 12 de cano serrado, o boné de caçador, a barba peculiar do matador. Nenhuma vinculação foi feita entre os dois casos. A segunda vítima não gozava da mesma notoriedade de Daudt. Sua morte sumiu na rotina do noticiário.
Se me perguntarem o que penso a respeito do Caso Daudt, não tenho opinião sobre autorias. Jornalismo não se faz com conjunções condicionais – se isso e aquilo ou aquilo outro. Vira especulação.
Aliás, o que mais se fez naquele sábado à noite.
* Jayme Copstein é jornalista e radialista. Colabora no www.coletiva.net. É colunista do jornal O Sul e apresentador do programa 'Paredão', na Rádio Pampa. Seu livro mais recente é "A Ópera dos Vivos", editado em janeiro deste ano.
Acampamento Farroupilha O porto-alegrense não apoiou a Revolução Farroupilha, mas o principal evento no RS em homenagem a0 20 de setembro acontece justamente na capital gaúcha.
O Acampamento Farroupilha começou no dia 7, com o acendimento da Chama Crioula na área central do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia). No local, estão acampadas 386 entidades. Além dos piquetes, o Acampamento conta com restaurantes, bares, quiosques com lanches, padaria, açougue e feira de artesanato. Também podem ser conferidas atrações musicais e provas campeiras.
A praça de alimentação apresenta como novidade dois restaurantes típicos. Um de culinária gaúcha tradicional, localizado próximo ao Centro de Eventos. Outro de culinária litorânea, que fica próximo a uma das entradas do evento, perto do Galpão das Cuias. O cardápio apresenta anchovas, filés e tainhas na brasa. Ao todo, são 28 pontos de comercialização.
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A feira de artesanato terá 60 estandes comerciais, dez a mais do que na edição anterior. Pela primeira vez, será instalada uma cozinha experimental, onde serão elaborados pratos típicos para que o público confira o preparo.
No mesmo local, foi montada uma área de paisagismo, com a representação dos símbolos gaúchos, tema da Semana Farroupilha deste ano: a Bandeira, o Hino e as Armas; Erva-mate e Chimarrão; o Quero-quero (ave); a flor Brinco-de-princesa; o Cavalo Crioulo; a planta medicinal Macela e o churrasco.
A feira oferecerá artigos de couro, artesanato, facas, malharia, vestuário típico adulto e infantil, móveis rústicos, utensílios da culinária gaúcha, livros e discos nativistas.
---------- A feira do livro é outra novidade na programação do Acampamento Farroupilha. Serão quatro expositores associados à Câmara Rio-Grandense do Livro, além de uma barraca do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Denominada de Piquete da Leitura, a área fica localizada em um espaço em frente ao Centro de Eventos da Cultura Gaúcha, sobre o espelho d´água. Terá exclusivamente livros centrados na temática gauchesca e será complementado por um espaço para a realização de apresentações culturais, onde ocorrerão encontros com autores, saraus, rodas de chimarrão e contações de histórias, entre outras atividades. Funcionará das 10 às 22 horas.
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Fotos Ricardo Stricher.
Casos do Dona Maria Com essa história de vinho ser alimento ou bebida alcoólica, fiquei lembrando casos desta praça. Um dos templos de libação até o início dos anos 80 sem dúvida foi o falecido restaurante Dona Maria, onde a famosa Mesa Um disputava com o presidente Ernesto Geisel o mérito da criação do Proálcool.
Uma das melhores histórias sobre birita que conheço, e que vi com estes olhos que a terra há de comer, foi no Dona Maria. Na realidade, não envolvia álcool. Foi assim: um dos freqüentadores da Mesa Um era o falecido Índio Gomes, funcionário aposentado do Tribunal de Contas do Estado. Dia desses, Índio chegou levemente aborrecido, o que não era do seu feitio. Por algum motivo, estava nervoso e foi logo pedindo uma caipirinha para acalmar os nervos.
Sentei com ele e depois de algum tempo ele disse que estava mais relaxado. Efeito da caipa, sem dúvida. Deu tonturinha da boa, confessou. Duas caipiras depois chegou à mesa o seu Ernesto, dono do restaurante. Embaraçado, pediu desculpas para o Índio. E explicou:
- Caso seguinte, seu Índio, o garçom pegou a garrafa do refrigerador pensando que era cachaça - tinha até o rótulo - mas era só água, a minha água gelada. O senhor tomou uma caipirinha de água.
Eu e Índio nos entreolhamos, estupefatos. Como é que água podia dar o mesmo efeito de álcool? Depois de várias caipas de verdade, muita meditação e reflexões sobre a extraordinária capacidade de auto-sugestão do cérebro humano, entramos na tonturinha de verdade. Mas dali para a frente, cada vez que Índio pedia uma caipira no Dona Maria, cheirava antes.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
Festival de Cinema de Porto Alegre Encerradas as inscrições para o CineEsquemaNovo 2008 – Festival de Cinema de Porto Alegre, a organização contabiliza mais de mil filmes candidatos para a seleção em suas mostras competitivas. As produções escolhidas pelo participarão da quinta edição do CEN, que acontece de 11 a 17 de outubro na capital gaúcha com programações especiais, mostras competitivas de curtas, médias e longas-metragens, debates, oficinas e eventos paralelos. A lista oficial com os filmes selecionados será divulgada ao longo de setembro. No total, são 68 longas-metragens e 938 curtas e médias, oriundos de 24 estados brasileiros e de 19 países – neste caso, tratam-se de produções de brasileiros que gravaram no exterior ou de estrangeiros que filmaram no Brasil.
Os dados confirmam o crescimento da produção de longas-metragens independentes, processo semelhante ao que aconteceu com os curtas no começo desta década. Diversos realizadores que já passaram pelo festival com curtas-metragens chegam à seleção do CineEsquemaNovo de 2008 com seus primeiros longas.
“O cinema no Brasil mudou e estamos lado a lado com essas novidades desde a primeira edição do festival”, observa o coordenador de curadoria do festival, Gustavo Spolidoro, que ao lado de seus colegas de organização do CEN (o jornalista Alisson Avila e as produtoras Jaqueline Beltrame e Morgana Rissinger) foi responsável pelo júri de seleção este ano. “Em 2008, o acompanhamento destas novidades não será diferente. Começamos com a inédita possibilidade de os filmes serem enviados para a seleção via internet e, agora, vamos trazer um panorama dos principais longas feitos em novos esquemas cinematográficos''.
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Desde 2003, o CineEsquemaNovo é reconhecido como uma das primeiras mostras do país a derrubar a distinção formal entre cinema, vídeo ou digital, bem como de gêneros e linguagens, promovendo também as novas mídias como formatos cinematográficos legítimos e autônomos. Todos os suportes imagináveis, da película até uma produção feita em um telefone celular, são aceitos em pé de igualdade. O objetivo do CEN é promover a inevitável renovação audiovisual proporcionada pela tecnologia e pela mistura de gêneros que cada vez mais marca a produção contemporânea.
Ainda pode ser conferida O repórter-fotográfico Alfonso Abraham, o Espanhol, continua com a exposição "Porto Alegre, Cidade do Futuro" no Memorial do Rio Grande do Sul, Salão de Multiplos Usos (fica na praça da Alfândega, no antigo prédio dos Correios e Telégrafos).
A exposição tem o patrocínio do Zaffari, ATP e Viacolor, com apoio institucional da Secretaria de Cultura do município, ARI, Secretaria de Turismo municipal e Câmara de Vereadores.
Os amigos do Porto Alegre é Assim! são “convocados” a conferir.
Silva Só É uma avenida do bairro Petrópolis. O porto-alegrense também considera um viaduto da mesma região como o viaduto da Silva Só. Mas é oficialmente o Viaduto Tiradentes, no cruzamento das avenidas Silva Só e Protásio Alves.
É uma dificuldade encontrar dados sobre uma pessoa homenageada numa rua da capital gaúcha. Com Silva Só não é diferente. Ainda bem que há o site da família, o www.familiaso.com.br.
A família Só iniciou a 6 de maio de 1816 em Porto Alegre com o casamento de Manoel da Silva (Só) e Maria Candelária da Conceição.
Manoel nasceu em 1792, na Freguesia de Santa Cruz do Jovim, no Bispado do Porto em Portugal (hoje Freguesia de Jovim - município de Gondomar). Filho de Maria da Silva e de pai incógnito, faleceu em Porto Alegre em 24/05/1855.
Maria nasceu em 1800, na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, nas Ilhas Canárias, Espanha.
------- O casal teve nove filhos:
- Manoel da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 18/07/1817 e foi batizado na mesma cidade em 20/07 do mesmo ano, faleceu criança.
- Antônio da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 13/06/1818 e faleceu na mesma cidade em 1893, casou-se com Maria Luiza de Ávila com quem teve 6 filhos.
- André da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 10/11/1820 e foi batizado na mesma cidade em 26/11 do mesmo ano, faleceu criança.
- Manoel da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 05/01/1823 e foi batizado em 18/01 do mesmo ano, faleceu solteiro.
- Maria da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 08/01/1825 e foi batizada em 16/02 do mesmo ano. Faleceu em Lisboa em 08/03/1904. Casou-se com - Antônio Henrique da Fonseca com quem teve 4 filhos.
Carolina da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 08/09/1827 e foi batizada em 13/09 do mesmo ano, faleceu criança.
- José Manoel da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 11/02/1829, foi batizado em 26/02 do mesmo ano e faleceu a 24/05/1904. Casou-se em Porto Alegre a 09/03/1861 com Francisca Leopoldina de Souza Vasquez, nascida em Porto Alegre a 10/02/1839 e falecida nessa mesma cidade a 17/08/1918. Filha de Antônio Domingues Vasquez, natural da Galícia, Espanha e de Maria Rita de Souza, natural de Portugal.
- Manoel da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 09/05/1833 e foi batizado em 28/05 do mesmo ano, faleceu criança.
- Amélia da Silva Só - nasceu em Porto Alegre a 03/11/1839, foi batizada em 06/01/1840 e faleceu em Porto Alegre a 10/11/1922. Casou-se na mesma cidade a 09/08/1856 com o Capitão Jayme da Silva Telles com quem teve 6 filhos.
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José Manoel da Silva Só e Francisca Leopoldina tiveram oito filhos.
A chácara do casal ficava nas imediações de onde está hoje a rua Silva Só. A casa situava-se nas proximidades do conhecido Campo do Força e Luz e as garagens na área da rua Luiz Só, hoje uma travessa da rua Lucas de Oliveira. Nesta casa morava o casal e os filhos solteiros. Alguns filhos mesmo depois de casados também continuaram a morar lá, como Ambrozina Amália (Zina), Luiz Affonso (Lulu) e Maria Izolina (Yaya).
-------- O Estaleiro Só foi fundado em 1850 por José Manoel da Silva Só, Antonio Henriques da Fonseca e João Ribeiro Henriques. Foi, na verdade, a primeira ferraria e fundição que se tem notícia na capital, estabelecida na esquina da Rua Uruguai com a Praça Montevidéu.
Em 1900, depois de várias alterações societárias, passou a se chamar Só e Filhos e, posteriormente, Só e Cia., mudando, também, diversas vezes de endereço.
Produziram ferros, sinos para igrejas, tachos de cobre e, durante a guerra do Paraguai, forneceram bocais, estribos e cornetas para o exército em operação.
Neste período, parece ter se desenhado a vocação da empresa, que também passou a fazer reparos na frota naval da Marinha Brasileira.
Nas últimas décadas, estabeleceu-se finalmente como sociedade anônima, adotando o nome de Estaleiro Só S.A. Depois de já constituído como um estaleiro, produziu mais de 170 embarcações, cerca de 30 modelos de navios, entre eles ferry-boats, navios-tanque, baleeiras, rebocadores, iates e pesqueiros.
Seu apogeu ocorreu durante a década de 70. Neste período, chegou a ter três mil funcionários.
Os anos 80, no entanto, foram implacáveis com o setor naval no Brasil, que sofreu um forte declínio, principalmente devido à falta de financiamentos. O Estaleiro Só iniciou, então, um processo de diversificação de suas atividades, abrindo uma divisão de metal-mecânica, destinada à fabricação e pré-montagem de caldeiraria pesada, semi-pesada e leve. Esta iniciativa, que chegou a dar uma sobrevida ao empreendimento, não foi suficiente para mantê-lo ativo nos anos que se seguiram.
A área, de 50 mil metros quadrados junto ao Guaíba, na zona Sul da capital, está desativada desde 1995.
Ingrediente:
1 kg de arroz, 1/2 kg de charque, 1/2 kg de lingüiça, 1/4 kg de toicinho, 3 dentes de alho, 2 cebolas, 1/2 colher de colorau, sal a gosto.
Preparo:
Cortar o charque em iscas finas e deixar de molho por 2 horas, trocando a água duas vezes. Picar o toicinho e a lingüiça e levar ao fogo numa panela espaçosa.
Na mesma panela colocar o charque, os temperos e refogar bem.
Depois juntar o arroz e água fervente que fique três dedos acima dele.
Mexer e provar o sal.
Fogo alto por 3 minutos.
Depois baixar para secar.
Servir acompanhado de salada verde.