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Foi uma votação empolgante
José Luiz Prévidi

"Sua Santidade, Bento XVI, concede com todo o coração uma especial Benção Apostólica à Direção, Atletas, Funcionários e Torcida do S. C Internacional, por ocasião do seu Centenário".
Se até o Papa comemora o Centenário do Internacional de Porto Alegre, como nós ficaríamos de fora?
Todo gaúcho tem a sua história, as razões de optar em ser torcedor Colorado. Não sou gaúcho, mas porto-alegrense de coração, por opção. E a decisão de ser Colorado deu-se justamente quando o tradicional rival estava no auge, vencendo campeonatos regionais ano após ano.
A alegria dos torcedores pelos 100 anos do clube foi festejada nas ruas. O ponto alto foi a Marcha do Centenário, no dia 4 de abril, um sábado de muito sol.
A foto ao lado, de Alexandre Lops, do site do Internacional, foi realizada nos primeiros minutos de quatro de abril, dia do Centenário.

Dá-lhe Inter!!

 
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Da Redação

237 anos, uma bela festa
O ponto alto das comemorações dos 237 anos da fundação de Porto Alegre foi o tradicional Baile da Cidade, no dia 28 de março, no Parque da Redenção. A festa, que integra a 50ª Semana de Porto Alegre, reuniu mais de 35 mil pessoas.
O baile começou às 20h30min e lá estava o prefeito José Fogaça, que acompanhou a apresentação do grupo Companhia Show 4. Depois da meia-noite, foram projetadas imagens da cidade nos telões, além de personalidades ligadas a história cultural.

Mas a festa de aniversário teve muito mais. Confira abaixo as fotos do Ricardo Stricher:

 

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Da redação

Lendas Urbanas
A 1ª Caminhada das Lendas Urbanas, realizada em 26 de março dentro das comemorações do aniversário da cidade, foi um sucesso, com cerca de 90 pessoas. A empresa que organiza, a Bonete Tur, resolveu tornar permanente o passeio.
A 2ª edição da Caminhada aconteceu no último dia 4 e passou por ruas e locais associados a lendas urbanas, como a do Crime da Rua do Arvoredo e do Castelinho Alto da Bronze, localizadas na Rua Fernando Machado e Vasco Alves, a das Torres da Igreja Nossa Senhora das Dores, na rua Riachuelo, e a do Bará, no Mercado Público.
O trajeto tem duração aproximada de duas horas e meia e é orientado por um guia de turismo da própria agência que repassa aos participantes detalhes das histórias que fazem parte da tradição e do imaginário popular.
As saídas serão sempre nos sábados pela manhã.
A concentração é as 10 horas em frente à sede da Bonete Tur, na escadaria da avenida Borges de Medeiros esquina com a rua Fernando Machado. O valor da inscrição é de 10 reais por pessoa.
Inscrições e informações pelo 3019.0689 ou 8454.5321, ou ainda pelo  bonete.tur@terra.com.br.


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Da redação

Morro da Cruz
O Morro da Cruz não é propriamente uma atração turística. É apenas um local, do bairro Partenon, onde moram pessoas humildes. Nada além disso.
Mas uma vez por ano recebe um grande número de porto-alegrenses e de visitantes da região metropolitana.
É que na Sexta-Feira Santa os moradores realizam a encenação Auto da Paixão de Cristo, com as últimas horas da vida de Jesus Cristo. O evento começa com uma missa na Igreja São José do Murialdo, segue com o julgamento de Jesus num palco na frente da Igreja, e continua a pé em direção ao Morro, onde acontece a crucificação, e a posterior ressurreição, no alto do Morro. É uma longa trajetória – começa por volta das 14 horas e encerra-se às 18 horas.
Neste ano acontece a 49ª encenação da Via Crucis. Envolve mais de cem moradores da região que participam como atores, além de artistas profissionais.
O Auto da Paixão foi criado com o encerramento das Missões, festividade comemorada por religiosos e moradores do bairro Partenon. Em 1960, nas Missões, cerca de 4 mil pessoas, entre missionários e moradores, conduziram uma cruz de madeira de 13 metros de altura e 800 quilos e fixaram-na no alto do morro. A partir de então, aquela comunidade recebeu o nome de Morro da Cruz.
Jesus é interpretado pelo atual vereador Aldacir Oliboni.
O trajeto é de dois quilômetros.

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Jayme Copstein *

Caso Kliemann
Depois de assinar com competência as biografias de Loureiro da Silva e de Cyro Martins, Celito de Grandi trabalha agora no “Caso Kliemann”, tentando decifrar o enigma do crime que abalou o Rio Grande do Sul dos anos 60 do século passado. De Grandi é jornalista e escritor de talento, o que já permite antever livro-reportagem de grande repercussão. Estivemos conversando sábado passado, no Bar da Associação Riograndense de Imprensa, sobre a carta de um cidadão, enviada ao programa que eu apresentava na madrugada da Rádio Gaúcha, nos anos 90, confessando-se testemunha do assassinato.
Segundo a carta, uma gangue de jovens da Praça Maurício Cardoso financiava a compra de drogas, furtando moradias das vizinhanças na ausência dos donos. Certos de que o casal Kliemann tinha saído para comemorar o aniversário de casamento, dois dos integrantes da gangue entraram na casa, mas se depararam com Margit. Um deles era seu sobrinho e a matou para não ser denunciado à Polícia. O remetente, na época da carta vivendo em Santa Catarina, identificava o segundo participante como alguém que havia tomado rumo na vida, tornando-se empresário em Porto Alegre.
A carta não aludia a nenhuma prova concreta ou a outros testemunhos. Já se tinham passado, então, mais de 30 anos. O crime estava prescrito. Era uma escolha difícil divulgar ou não o seu teor e apenas uma alusão, sem identificar os atores, foi feita no programa. Buscou-se evitar um segundo crime, como o que foi cometido contra o próprio Euclides Kliemann, insinuado como o autor da morte da mulher por quem investigava o caso. Da maledicência resultou a tragédia de sua morte em um estúdio de rádio.
Conversávamos sobre todas essas coisas, Celito de Grandi e eu, no Bar da Associação Riograndense de Imprensa. O sobrinho de Margit não viveu muito mais tempo depois do episódio, vítima de suas próprias circunstâncias. Ocorreu-nos, porém, que remanescentes da gangue da Praça Maurício Cardoso – entre eles o suposto empresário – poderiam confirmar ou não a versão da carta. Mesmo diante do irremediável, a reparação é sempre possível com o restabelecimento da verdade. Ajuda a sepultar os fantasmas que nos assombram e a permitir que os mortos repousem em paz.

* Jayme Copstein é jornalista, radialista, escritor e editor do www.jaymecopstein.com.br

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Da Redação

A alegria das águas e luzes
As águas e as luzes são a alegria principalmente das crianças num dos mais belos pontos do Parque Redenção. Está plenamente recuperada a Fonte Luminosa. Com investimentos de 200 mil reais, os trabalhos incluíram troca do piso no entorno do chafariz, impermeabilização do lago e reforma da parte motora de recalque de água e dos efeitos de iluminação.
A iniciativa resulta de parceria entre a prefeitura e a Pepsi e Sinergy. Construída em Nova Iorque, a fonte foi instalada na Redenção em 1935, quando da Exposição Comemorativa do Centenário da Revolução Farroupilha, em 1935. Em 23 de maio de 1997, o Parque Farroupilha foi tombado como patrimônio histórico, cultural, natural e paisagístico.


(Foto Ricardo Stricher)

 
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Fernando Albrecht*

O velho Chalé
Agora que o entorno da Praça XV está livre dos camelôs, o seu Simonetti prepara um acréscimo ao estabelecimento. Coisa fina. O Chalé data do início do século XX e basicamente manteve sua arquitetura. O auge foi nos anos 70, quando era dono Ernesto Moser. Chegou a vender mais de 30 barris de chope por dia. Seu "Arnesto", como o chamava o amigo Gutterman, vivia contando que tinha três nacionalidades: era austríaco de nascimento, brasileiro por naturalização e "alemão ladrão" quando o cliente recebia a conta.
Um freguês assíduo do Chalé e também do Dona Maria, a outra casa do seu Arnesto, era o Mandico. Foi amigo de Jango, de Getúlio Vargas, e, nos anos 50, teve um fugaz programa de humor na Rádio Farroupilha. Eram os tempos do famoso e respeitado Repórter Esso, cujo slogan era "O primeiro a dar as últimas" e Mandico resolveu parodiá-lo criando o "Repórter Osso"
O programa durou pouco, segundo Mandico, porque a Esso não gostou e pressionou a emissora. Por causa do nome? Também, dizia, mas principalmente pelo slogan. E então tomava um gole do chope, impostava a voz e repetia o slogan:
- Repórter Osso, o último a dar as primeiras!
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Vingança de garçom
Entre as dezenas de tipos inesquecíveis do Chalé da Praça XV nos anos dourados de 1970, havia um velho esquelético, careca, ranzinza, eternamente mal-humorado como o diabo, devidamente apelidado pelos garçons de "Pé na Cova". Ele chegava invariavelmente às 11h30min para almoçar. Pedia apenas um filé e algumas pedras de gelo. De casa, ele trazia uma estranha beberagem esverdeada, o pãozinho e manteiga - o gelo era para endurecê-la.
Era sempre o mesmo ritual. Pé na Cova pegava o filé e ficava uns bons 20 minutos picando a carne, que quase virava guisado. Aí se punha a comer, embutindo o picadinho no pão com manteiga. Pagava a conta até com os centavos, neca de gorjeta. Desnecessário dizer que ele era amado pelos garçons. Que praticavam, dia sim outro também uma vingança solerte.
Ocorre que Pé na Cova tinha mania de limpeza. Antes de fazer o pedido, passava quase meia hora lavando as mãos. Nada de toalha, esperava que a água secasse. Então sentava na cadeira puxando-a para si com os pés, para não sujar as mãos. E foi o seu João quem teve a idéia. Assim que ele sentava, se aproximava e estendia a mão.
- E aí, seu Pé, tudo numa boa?
O distraído velhote automaticamente apertava a mão do João. Aí caía a ficha e voltava ao banheiro para repetir toda a operação higiene. Só quem achava que era desrespeito era o garçom Zoinho - assim chamado porque faltava uma lente nos seus óculos.
(fotos da década de 20)

* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br

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Da Redação

Homenagem a Elis Regina
Dentro das comemorações do aniversário da capital, a Prefeitura inaugurou, junto à Usina do Gasômetro, uma estátua em homenagem à cantora Elis Regina, uma iniciativa da Cia. Zaffari.
Confeccionada em bronze, a obra reproduz Elis em tamanho natural, sobre uma base formada por círculos em granito verde e preto, lembrando um LP, com estrelas de metal aplicadas em diversos tamanhos. É de autoria do artista plástico José Pereira Passos.


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Da redação

Promoção quase de graça
Para os leitores do Porto Alegre é Assim! os livros “15 Maneiras Diferentes de Ser Ainda Mais Feliz” e “A Revolução da Minha Janela” estão em promoção.
O primeiro, lançado em outubro de 2008, era comprado por 15 reais, no www.aindamaisfeliz.com. “A Revolução...” foi lançado no final do ano, em memorável festa no Bar e Restaurante Pedrini. Custa 10 reais.
Pois bem, os dois livros estão sendo vendidos por 20 reais.
Envie uma mensagem ao previdi@previdi.com.br e você receberá as informações de como proceder.



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Da redação

Viadutos
Porto Alegre tem alguns viadutos. Algo em torno de 12. Vários inúteis. E, como por toda cidade, homenageiam pessoas que nada tem a ver com sua história.
Está certo, comecemos pelas exceções: O Viaduto Otávio Rocha é uma das mais belas obras da capital gaúcha. E útil.
Mas existem dois que são do arco da velha. Completamente inúteis. E, casualmente, construídos na década de 70, quando os interventores faziam o que bem entendiam e tinham dinheiro farto.
O popular “viaduto da João Pessoa” (foto ao lado) foi batizado de viaduto Imperatriz Leopoldina. Por que, meu Deus, uma homenagem a primeira imperatriz do Brasil em plena década de 70? O que deu na cachola do gênio que batizou o inútil? É uma obra tão inútil que há sinaleiras nos dois extremos.
O mais fantástico de todos é o também popular “Viaduto da Marli”, batizado originalmente de viaduto D. Pedro I. Por que “da Marli”? Simples, bem próximo havia um dos primeiros motéis da cidade, o Motel da Marli. O apelido surgiu ao natural.
O responsável por estas duas obras? O  engenheiro Telmo Thompson Flores, prefeito nomeado pelos militares. Ficou conhecido como o “prefeito dos viadutos” – construiu seis. Esqueceram do “inúteis”.


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Da Redação

Os vencedores
Assim como foram escolhidas as 7 Maravilhas de Porto Alegre, os leitores do Porto Alegre é Assim! elegeram democraticamente as 7 Delícias de Porto Alegre.
A primeira eleição foi durante 60 dias e os últimos votos computados chegaram no dia 31 de agosto de 2008. No total foram 192.138 votantes.A contagem final apontou o Mercado Público em primeiro lugar, seguido pela Rua da Praia, Guaíba/Pôr-do-Sol, Usina do Gasômetro, Parque da Redenção, Estátua do Laçador e Catedral Metropolitana.
No dia 8 de novembro do ano passado terminou o prazo de também 60 dias para as escolhas das Delícias. E custamos para computar os votos porque foram várias campanhas para a escolha das sete inesquecíveis iguarias da capital gaúcha.
Acreditem, foram 265.422 votos.
Confira abaixo os vencedores:

- Carnes do Outback Steakhouse  – no Shopping Iguatemi


- Pizzas na Panela, do Bar Restaurante Pedrini


- Massas em geral, do Atelier das Massas


- Espetinho de Camarão e Queijo (com molho de pimenta), do Mamma Julia – Mercado Público


- Rascatelli ao Suco com Porpeta, do Restaurante Copacabana


- Anchova ou Tainha Recheada com Camarão, do Gambrinus Restaurante – Mercado Público


- Torta de Sorvete, da Confeitaria Torta de Sorvete


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