Na primeira quinzena de junho será lançado o livro Porto Alegre é Assim!.
O Projeto foi iniciado há pouco mais de dois anos, com a entrada no ar deste site. Alguns meses depois, começou a ser estruturada a produção da versão em livro. No segundo semestre deste ano, começa a pré-produção do documentário.
Por incrível que possa parecer, as estatísticas mostram que o próprio morador da capital gaúcha é muito interessado pela sua cidade. Tanto que a audiência é praticamente dividida entre porto-alegrenses e moradores de cidades de outros continentes, além do próprio Brasil. Pelas manifestações que recebemos diariamente por e-mail, o conteúdo e a praticidade para navegação são as principais características da versão on-line do Porto Alegre É Assim!.
A produção do livro está em sua fase final.
Além do material levantado por este editor, temos textos de vários autores.
Basicamente, a obra será dividida em duas partes: Inverno e Verão.
Antes dos dois blocos principais, um pouco de história, de forma descontraída, sem o formalismo de datas e das chamadas personalidades.
Verão será um espaço bem interessante, porque terá, por exemplo, a história da SAPA – Sociedade Amigos de Porto Alegre – contada por Luis Fernando Verissimo.
Inverno mostrará as principais características da capital nos meses teoricamente de frio, com a tradição do mocotó e das taças de vinho.
É de se destacar as histórias contadas por jornalistas, mostrando características próprias de Porto Alegre e seus moradores.
Temos também um interessante depoimento de Dilamar Machado, sobre a década de 50.
O livro Porto Alegre É Assim! terá o formato pocket, em torno de 130 páginas e as capas com seleção de cores.
Vereadores na briga pelo Porto Só mesmo aqueles que detestam Porto Alegre – os mesmos que são contrários a qualquer tipo de “modernidades” – são contrários ao projeto que vai tornar o Cais do Porto em algo digno de seu povo e dos turistas de um modo geral. Hoje, apesar de várias tentativas nas últimas décadas, a área do Cais é completamente inútil. A única coisa que esperamos é que os ideólogos do atraso não venham fazer passeatas contra a revitalização do Porto de Porto Alegre. Os vereadores da cidade criaram a Frente Parlamentar em Defesa do Cais Mauá. O organismo será presidido pelo vereador Valter Nagelstein (PMDB), autor da proposta. O objetivo da iniciativa, conforme Nagelstein, é propor ações que acelerem o andamento do projeto, cuja responsabilidade é do Governo do Estado.
"A parte do governo estadual já está pronta. Agora a proposta precisa ser encaminhada à Assembleia Legislativa (para autorizar a concessão da área) e à Câmara, que definirá o regime urbanístico do cais", disse Nagelstein. O vereador acrescentou que o primeiro ato como presidente da Frente será solicitar uma audiência com a governadora Yeda Crusius para tratar do envio do projeto aos legislativos.
O presidente da Comissão de Revitalização do Cais Mauá, Edemar Tutikian, elogiou a iniciativa da Câmara, pois considera que o projeto tende a avançar com maior rapidez se houver diálogo e cooperação entre os órgãos envolvidos. Estimou que até junho a proposta do Estado chegará à Câmara. "Há mais de 20 anos se discute a revitalização do porto, mas agora a governadora Yeda decidiu colocar a proposta como prioridade de seu governo".
A área a ser concedida à iniciativa privada para revitalização do porto tem cerca de três quilômetros de extensão, entre a Usina do Gasômetro e a Estação Rodoviária. Tutikian calcula que o projeto exigirá investimentos de 500 milhões de reais e que vai gerar 10 mil empregos. (Foto de Bruno Todeschini)
Caminho do Livro A rua Riachuelo, no Centro, ganha novamente o Caminho do Livro, com bancas e apresentações culturais. Neste ano, a feira ocorrerá apenas no primeiro sábado de cada mês, e não mais semanalmente. As edições ocorrerão em 6 de junho, 4 de julho, 1º de agosto, 5 de setembro e 3 de outubro. Após esse período, terá início o recesso anual, em função da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. O evento passa a contar com apoio financeiro da Secretaria Municipal da Cultura para qualificar a programação cultural, que ocorrerá, em grande parte, no deck do Map Café, localizado no térreo do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano (rua Riachuelo, 1257).
O evento é uma parceria firmada entre a Prefeitura e Câmara Rio-Grandense do Livro. É o trecho da rua Riachuelo, entre a avenida Borges de Medeiros e a rua General Câmara, onde são realizadas as atividades. Sempre no primeiro sábado de cada mês, ocorre uma feira da qual participam tanto livreiros já estabelecidos na Riachuelo como outros, da região metropolitana, inscritos previamente. Além da feira de livros, ocorrem apresentações artísticas, sessões de autógrafos e bate-papos com escritores. (Foto de Cristine Rochol)
Rubem Berta O homenageado no bairro da Zona Norte de Porto Alegre é um expoente da aviação comercial do nosso país – foi o primeiro funcionário da finada Varig, em 1927. É muito grande. Neste ano deve estar beirando os 100 mil moradores.
É formado pelo Condomínio e o Loteamento Jardim Dona Leopoldina e o Residencial Asmuz, além do Parque Santa Fé (foto). Uma das raras áreas de lazer é a Praça México. São várias vilas: Santa Rosa, Parque dos Maias, Nova Santa Rosa, Dutra Jardim, Nova Gleba, Pôr-do-Sol, Coohab Rubem Berta, Wenceslau Fontoura, Timbaúva, Recanto do Sabiá, Alexandrina e Max Geiss.
Não é uma região turística. Algumas partes são muito violentas.
Caixa de perguntas Já houve tempo em que emissoras de rádio tinham espaços para responder perguntas de seus ouvintes. Quem começou foi Almirante (Henrique Foréis), em mil novecentos e trinta e poucos, com sua “Caixa de Perguntas”, apresentada em auditório e dando prêmios a espectadores que soubessem a resposta.
O programa de maior sucesso de todos os tempos, entretanto, foi “Pergunte ao João”, na Rádio Jornal do Brasil, título sugerido por Alberto Dines ao seu criador e redator, o jornalista João Evangelista Alves de Sousa e tendo, entre seus apresentadores, a atriz Irene Ravache, então em início de carreira.
Não consigo entender porque um programa de tanto agrado para os ouvintes foi riscado da grade de programação. O “Pergunte ao João” chegou a ser publicado também no Jornal do Brasil. Lembro-me do sucesso por longos anos, do “Pergunte à Guaíba”, escrito originalmente por Luiz Gualdi e depois por mim, por Amir Domingues e outros colegas, do quais não guardei o nome, até sair do ar.
Ouvinte curioso – e leitor, também – é o que não falta. João Evangelista reuniu em quatro volumes toda a sua produção de “Pergunte ao João”, aos quais deu o subtítulo de “Um Curioso a Serviço de Milhares de Curiosos”. Lembro também – e aqui conto mais uma vez – que a primeira coisa que me perguntaram, quando comecei a apresentar o Brasil na Madrugada, na Rádio Gaúcha, foi: como se conhece a fêmea do quero-quero?
Nunca consegui descobrir. Já perguntei a meio mundo. Palpite não tem faltado nem mesmo referência a certo ferrão traseiro que tornaria o namoro um inferno para o macho. Resposta concreta, no duro, jamais. Por que não me perguntaram a diferença entre jacarés e crocodilos? Esta eu sei por ter lido no Almanaque do Biotônico Fontoura que nem existe mais. Crocodilos têm o focinho mais estreito e comprido. Quando fecham a boca, aquele quarto dentão de cada lado fica de fora, metendo medo em todo o mundo. Jacaré é mais discreto.
Sei também a diferença entre camelos e dromedários. O camelo tem duas corcovas, o dromedário parece só ter uma porque a segunda se atrofiou. Sei até mais e conto sempre que me pergunto sobre esta diferença: ao tempo do império, alguém inventou a importação de camelos para resolver o problema da seca no Nordeste...
Típica ideia de jumento. Os animais foram comprados em Paris pela Sociedade Imperial da Alienação (esse negócio de Ongs é antigo!...) e chegaram em Fortaleza em 23 de julho de 1859.
Eram quatorze animais, quatro machos, dez fêmeas. Quando desembarcaram, todo mundo começou a rir. Em lugar de camelos, tinham vindo dromedários. Ninguém sabia a diferença. Uns achavam que a corcova faltante era defeito de fabricação. Outros, que tinha sido furtada pelo caminho, para ser vendida no “camelódromo”. A bicharada nem chegou a dar cria. Em poucos meses, morreu tudo.
Agora, como se identifica a fêmea do quero-quero, tenham paciência. Não consigo descobrir. Depois de tanto palpite furado, acho que só perguntando ao macho. Por ser o maior interessado no assunto, deve ser o único a conhecer a diferença.
A tradicional Maratona A 26ª Maratona Internacional de Porto Alegre está confirmada para 24 de Maio.
O evento tem um dos percursos mais bonitos do país. Sai do Parque Maurício Sirotsky, passando pela Prefeitura Municipal e Marco Zero da cidade, Usina do Gasômetro, orla do Guaíba, Shopping Praia de Belas, Estádio Gigante da Beira-Rio, Barra Shopping Sul, Hipódromo do Cristal. Percorre ainda o Parque dos Açorianos, Rotula do Papa, Viaduto Tiradentes e Estação dos Bombeiros.
A primeira Maratona da capital gaúcha foi organizada em 1983 e teve largada e chegada no Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Foram apenas 134 participantes, que disputaram os 42,195 km abaixo de uma chuva constante.
O bravo vencedor foi Adão Juarez Camões que a completou em 2h35min47.
Informações e inscrições no www.corpa.esp.br.
O Bar Adelaide’s Um dos bares mais fascinantes que Porto Alegre teve foi o Adelaide’s, que ficava no Centro de Porto Alegre, na Marechal Floriano, trecho entre a Jerônimo Coelho e a Duque de Caxias. Surgiu na segunda metade dos anos 1960. A dona, Adelaide, abriu o despretensioso local como um bar-chope. Não tinha nem toalhas nas poucas mesas. Menos de três anos depois, virou o templo da seresta e boemia.
Sem nenhuma combinação prévia, aos poucos começaram a frequentá-lo Lupicinio Rodrigues, o ex-pugilista e cantor Johnson, Plauto da Flauta, Mário Barros do violão sete cordas, o saxofonista Marino, o compositor e cantor Alcides Gonçalves e tantos outros cobras. Era um time de primeira que ia lá quase todas as noites. Os poucos lugares eram disputadíssimos, porque aí pelas 23 horas corriam de braços dados a música, o papo e a beleza. A velha e boa MPB tinha curso livre. A única coisa ruim era quando vinha um cretino bêbado pedir para cantar. Ou os casais que ficavam batucando no copo de cerveja com a aliança para “acompanhar” as músicas. Por esta época, já em 1971, Adelaide criou fama e dinheiro, a ponto de abrir outra casa, o Chão de Estrelas, na rua João Alfredo. Mas aí já virou coisa profissional, não havia mais lugar para antigo clima de improvisos.
O Adelaide’s morreu de morte morrida, aos poucos. No final da sua trajetória, circa 1984, vez por outra ainda se ouvia boa música com o violão sete cordas do Gervásio. Claro que, como todo bar que se preze, teve histórias e mais histórias.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
Caminhos rurais Três agências de turismo receptivo de Porto Alegre decidiram se unir para oferecer passeios regulares aos Caminhos Rurais, com saídas todos os domingos. A iniciativa tornará mais fácil conhecer atrativos e pequenas propriedades rurais da Zona Sul e ampliará opções de lazer e entretenimento. Para tornar a programação ainda mais atrativa, a cada domingo as agências irão oferecer um roteiro diferente, no total de cinco pacotes. A proposta é possibilitar aos visitantes experiências novas a cada passeio, aproveitando a diversidade dos atrativos naturais, dos produtos coloniais e das mais de 20 propriedades dos Caminhos Rurais de Porto Alegre, roteiro turístico organizado com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo.
O custo do pacote é de 99 reais por pessoa e inclui transporte, serviço de bordo, acompanhamento de guia cadastrado no Ministério de Turismo, o almoço (sem bebida), os ingressos nas propriedades e seguro viagem. O local de encontro dos passageiros será na avenida Borges de Medeiros, entre o Paço Municipal e o Mercado Público, com saída marcada para as 8h30min.
As agências são a Pampas Viagens e Turismo, Silsi Tours e Tri Legal Turismo.
Os passeios sairão com um mínimo de três pessoas. Reservas pelos telefones 3251.5192 (Pampas Viagens e Turismo), 3321.2954 (Silsi Tours) e 3221.7201 (Tri Legal Turismo). A partir de maio, as operadoras promoverão também saídas regulares para interessados em participar ou conhecer a Cavalgada da Lua Cheia (foto), promovidas na primeira sexta-feira de cada mês pela Cabanha La Paloma, uma das propriedades dos Caminhos Rurais. (Foto Alfonso Abraham)
Promoção quase de graça Para os leitores do Porto Alegre é Assim! os livros “15 Maneiras Diferentes de Ser Ainda Mais Feliz” e “A Revolução da Minha Janela” estão em promoção.
O primeiro, lançado em outubro de 2008, era comprado por 15 reais, no www.aindamaisfeliz.com. “A Revolução...” foi lançado no final do ano, em memorável festa no Bar e Restaurante Pedrini. Custa 10 reais.
Pois bem, os dois livros estão sendo vendidos por 20 reais.
Envie uma mensagem ao previdi@previdi.com.br e você receberá as informações de como proceder.
Edvaldo Pereira Paiva É comum em Porto Alegre: uma rua ou avenida tem um nome oficial mas são raros os moradores que sabem. O mais famoso é o caso da Rua da Praia, a primeira da cidade, que vereadores espertos, no início do século passado, foram puxar o saco dos Andradas e rebatizaram de Rua dos Andradas.
Há inúmeros.
A avenida Beira-Rio tem o nome de Edvaldo Pereira Paiva. Mas esta não foi uma homenagem sem sentido, porque Pereira Paiva foi um engenheiro e urbanista respeitado em todo o país. É a via que contorna a margem do Guaíba, da Volta do Gasômetro até o que sobrou do Estaleiro Só.
Foi contratado pela Prefeitura de Porto Alegre na década de 40. Deu outra dimensão ao planejamento urbano da capital, sendo o primeiro a estudar a realidade sócio-econômica e o uso do solo.
Trabalhou com vários outros profissionais do ramo, principalmente com Demétrio Ribeiro, que conheceu no Uruguai, quando estudaram com o arquiteto Mauricio Cravotto – este havia sido aluno do francês Marcel Poète, na Sorbonne, considerado o pai da evolução urbana.
Os vencedores Assim como foram escolhidas as 7 Maravilhas de Porto Alegre, os leitores do Porto Alegre é Assim! elegeram democraticamente as 7 Delícias de Porto Alegre.
A primeira eleição foi durante 60 dias e os últimos votos computados chegaram no dia 31 de agosto de 2008. No total foram 192.138 votantes.A contagem final apontou o Mercado Público em primeiro lugar, seguido pela Rua da Praia, Guaíba/Pôr-do-Sol, Usina do Gasômetro, Parque da Redenção, Estátua do Laçador e Catedral Metropolitana.
No dia 8 de novembro do ano passado terminou o prazo de também 60 dias para as escolhas das Delícias. E custamos para computar os votos porque foram várias campanhas para a escolha das sete inesquecíveis iguarias da capital gaúcha.
Acreditem, foram 265.422 votos.
Confira abaixo os vencedores:
- Carnes do Outback Steakhouse – no Shopping Iguatemi
- Pizzas na Panela, do Bar Restaurante Pedrini
- Massas em geral, do Atelier das Massas
- Espetinho de Camarão e Queijo (com molho de pimenta), do Mamma Julia – Mercado Público
- Rascatelli ao Suco com Porpeta, do Restaurante Copacabana
- Anchova ou Tainha Recheada com Camarão, do Gambrinus Restaurante – Mercado Público
- Torta de Sorvete, da Confeitaria Torta de Sorvete