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| Marko Petek* |
Do Menino Deus da minha infância
Nasci e cresci entre o Mont’Serrat e o Moinhos de Vento. Lá estão minhas maiores lembranças.
Porém um fato me levava semanalmente ao Menino Deus. Meus avôs paternos moravam lá.
Religiosamente, todo sábado, pelas 4 horas da tarde, meu pai e eu íamos visitá-los. Lembro que demorava um pouco para chegarmos lá – a 2ª perimetral ainda não havia sido construída.
| Arquivo |
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A casa de meus avôs era moderna, construída no final da década de 60. Muro baixo, que ninguém se preocupava em cercar a casa como hoje em dia.
Ao chegar lá, a liturgia se repetia. Cumprimentos, colocar os assuntos em dia, e um café servido em xícaras escaldadas em água fervendo. Como a família era de Croatas, a maior parte da conversa transcorria no seu idioma. Eu até que conseguia captar o sentido geral das coisas, mas passava longe de compreender os detalhes.
Minha distração então era ir para o escritório do meu avô. Ele trabalhava com comércio internacional e lembro que eu ficava fascinado com a quantidade de telegramas que ele recebia. Telegrama, como se sabe, era uma coisa muito cara e raramente se enviava ou recebia um.
Meu avô também era apaixonado por escrever cartas. Ao final das visitas de sábado meu pai o levava até o centro, na antiga agência central dos Correios. Lá ele ia postar as cartas do dia e depois retornava para a casa no ônibus Menino Deus. Já eu e meu pai íamos até o mercado público comprar os frios da semana.
Herdei muito de meus avôs.
A paixão por me corresponder foi uma delas. Esta paixão fez com que o guri apaixonado por astronomia se correspondesse com físicos e astrônomos do mundo inteiro.
Herdei também a paixão pelo estilo de vida europeu, com suas tradições e com seu “não afobamento”.
Hoje moro na Europa, na mesma cidade em que uma vez meu pai e meus avôs um dia moraram. E trabalho em um centro de pesquisas físicas altamente conceituado.
Não é coincidência que aqueles cafés na casa europeia do Menino Deus e as correspondências com os físicos tenham me trazido até aqui. Tudo começou lá.
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* Na “psicodélica” foto aí de cima está o Marko Petek, um orgulhoso porto-alegrense de 48 anos. É formado em Processamento de Dados pela Ufrgs, onde fez Mestrado. Atualmente é Doutorando em Ciências da Computação pela mesma Universidade.
É pesquisador do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), o principal laboratório de pesquisas em física experimental do mundo. É mole?
Por isso,reside em Genebra, na Suíça, desde 2008.
A foto, que na real não tem nada de psicodélica, é do doutor (quase) junto ao CMS (Compact Muon Solenoid), um dos 4 principais detectores de partículas nucleares.
Trata-se da maior máquina já construída na história.
Para nós, leigos, uma gerigonça. Como ele explica, irá gerar uma quantidade gigantesca de dados (150 Petabytes / ano).
Para que tenham ideia, Marko pesquisa o armazenamento e a movimentação desses dados em uma rede mundial de computadores.
Quando esteve por aqui foi professor na Ulbra e Ufrgs.
Além da atuação na área da informática, Marko também é Agente Autônomo de Investimentos, tendo feito exame e sendo credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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| Da redação |
Os dez museus da cidade
MUSEU DO ESPORTE
São mais de 300 peças. Desde a camisa do Pelé autografada, passando por luvas de Eder Jofre e Popó, malha da Daiane dos Santos, chuteira do Robinho, camisetão autografado do Rubinho Barrichello e muito, muito mais.
Uma visita inesquecível.
Na avenida Cristovão Colombo, 545, no prédio do Shopping Total. Contatos: 3018.7765, 3018.8765.
MUSEU JOAQUIM JOSÉ FELIZARDO
Objetos de uso cotidiano desde a última década do século XIX, acervo fotográfico, acervo bibliográfico (história de Porto Alegre, museologia, arqueologia e a Coleção Walter Spalding), acervo arqueológico – fragmentos e peças coletadas através de pesquisa e escavação.
Rua João Alfredo, 582 - Cidade Baixa - 3221-6622 Ramal 253.
De terça a sexta-feira das 9 às 18 horas e quinta à noite.
| Ricardo Stricher |
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MUSEU DA ELETRICIDADE
Máquinas e equipamentos, mobiliário, luminárias, documentos, bibligrafia, audiovisual e numis-mática.
Avenida Ipiranga, 8500 Prédio E2A - Jardim Carvalho - 3334-3179
De segunda a sexta-feira das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.
MUSEU DE ARTE ADO MALAGOLI - MARGS
Acervo formado por obras de arte classificadas por gênero (pintura, escultura, cerâmica, tapeçaria, gravura, desenho, instalações) e por autor.
Praça da Alfândega, s/nº - Centro - 3227-2311.
De terça a domingo das 10 às 19 horas.
MUSEU DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - PUC
Acervo científico com inúmeras peças e experimentos interativos. Especial para crianças e adolescentes.
Avenida Ipiranga, 6681 - 3320-3597.
De terça a domingo das 9 às 17 horas.
MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS
Armaria, arquitetura, arreios, arte náutica, bandeiras, bibliografia, condecorações, documentos, escravatura, etnologia, filatelia, heráldica, iconografia, indumentária, numismática, objetos decorativos e de uso pessoal, regionalismo, utensílios domésticos e viaturas.
Rua Duque de Caxias, 1205 / 1231 - Centro - 3221-3959.
De terça a sexta-feira das 10 às 18 horas; sábado das 14 às 18 horas.
MEMORIAL DO RS
Imagens virtuais, uma linha do tempo impressa em “ploters”, além de colunas enfocando personagens da história do RS.
Rua 7 de Setembro, 1020 – Centro - 3224-7159.
De terça a sexta-feira das 10 às 19 horas; sábado e domingo das 12 às 18 horas.
MUSEU DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA
História dos meios de comunicação, periódicos, revistas, gibis, jornais, filmes e fitas de vídeo, objetos de estúdio de televisão, máquinas de impressão, composição, rotativa, peças de publicidade e propaganda, peças gráficas, fitas, peças e programas publicitários, álbuns de figurinhas, fotografias, rádio e fonografia, equipamentos cinematográficos e filmes.
Rua dos Andradas, 959 – Centro - 3224-4252
De terças a sextas-feiras, das 9 às 18 horas; sábados, das 9 às 12 horas (setor de imprensa escrita).
MUSEU DO TRABALHO
Instrumentos, filmes, fotos, arquivos sobre o trabalho e máquinas.
Rua dos Andradas, 230 – Centro - 3227-5196.
De segunda a sexta-feira das 14 às 22 horas e sábados das 8 às 12 horas.
SANTANDER CULTURAL
Só o prédio vale a visita.
Cédulas e moedas nacionais e estrangeiras, documentos históricos.
Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro - 3287-5500.
De terça a domingo das 11 às 20 horas. |
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| Da redação |
Menino Deus, uma paixão de Caetano
É um dos mais antigos bairros da cidade.
Mesmo que todos que chegassem a Porto Alegre, no século 19, quisessem se instalar no Centro ou bem próximo dele, pela estrutura que lá havia, era impossível. Em 1840 foram abertos dois caminhos para a região, onde hoje está, por exemplo, a avenida Getúlio Vargas. Novos moradores foram atraídos pelo Guaíba.
| Ricardo Stricher |
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A devoção ao Menino Deus chegou com os açorianos. A Capela do Menino Deus, inaugurada em 1853, era um importante centro de peregrinação, principalmente nas festas natalinas, e atraíam moradores do Centro e de outros bairros. Casas foram construídas ao redor da Capela e novas ruas - como a Botafogo, em 1858 – foram surgindo.
Além das festas de Natal, realizava-se também no jovem bairro a procissão de Navegantes. Quando a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes foi para a Igreja onde está até hoje, no bairro Navegantes, houve muitos protestos e o descontentamento foi total. Uma confusão danada. Perder esta honra!
A ligação do bairro com a vizinha Cidade Baixa e o Centro dava-se através da atual avenida Getúlio Vargas, que tinha seu início na ponte do Arroio Dilúvio, construída em 1850. As cheias do Dilúvio destruíram a ponte original em 1873. Somente na década de 40, com a canalização do arroio, o problema das enchentes no Menino Deus foi resolvido. Sempre foi um problema.
Hoje, o Menino Deus é um bairro de classe média que, como a maioria das regiões, sofre com problemas de segurança. Tem uma infra-estrutura eficiente e excelente comércio.
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Muitas músicas destacam Porto Alegre
Uma das mais festejadas é “Menino Deus”, de Caetano Veloso. Isso mesmo, ele homenageou o bairro, no final dos anos 70. Justificou a composição da seguinte forma: jamais tinha visto uma placa de trânsito “tão poética” como as indicativas para o “Menino Deus”. Caetano a gravou no álbum “Live in Bahia”. Não foi um grande sucesso nacional, mas a Cor do Som também se encarregou de gravar.
A LETRA:
Menino Deus, um corpo azul-dourado
Um porto alegre é bem mais que um seguro
Na rota das nossas viagens no escuro
Menino Deus, quando tua luz se acenda
A minha voz comporá tua lenda
E por um momento haverá mais futuro do que jamais houve
Mas ouve a nossa harmonia
A eletricidade ligada no dia
Em que brilharias por sobre a cidade
Menino Deus, quando a flor do teu sexo
Abrir as pétalas para o universo
E então, por um lapso, se encontrar no anexo
Ligando os breus, dando sentido aos mundos
E aos corações sentimentos profundos de terna alegria no dia
Do menino Deus
Do menino Deus
Do menino Deus
No dia do menino Deus.
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| Da redação |
Ganzo, um aventureiro muito esperto
A avenida Ganzo sempre foi um ponto turístico de Porto Alegre, no bairro Menino Deus. Os próprios moradores cultivam com orgulho os jardins nos passeios, tornando-a uma das belas vias do país. Até hoje é mantido o desenho original.
Por ali morou em uma chácara um dos mais admiráveis estrangeiros, que adotou, por um bom tempo, Porto Alegre como sua cidade. Além de fundar a primeira empresa de telefonia automática, criou o primeiro zoológico de Porto Alegre.
| Arquivo |
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Raras personalidades no mundo foram tão fascinantes como Juan Pedro Guillermo Maria de los Remedios Ganzo Fernandez, o coronel Ganzo. Ele nasceu em outubro de 1868 no povoado de Yaiza, na ilha de Lanzarote, uma das Canárias, arquipélago espanhol. A mãe era dona de uma fábrica de tintas e o pai morreu antes do seu nascimento.
Em 1882, quando tinha 14 anos, a família embarcou num navio e mudou-se para Montevidéu. Logo sua mãe abriu uma padaria e confeitaria que seria uma das maiores da cidade e adotou para sempre a nacionalidade uruguaia.
Montevidéu já tinha um serviço de telefones. Graham Bell havia registrado a patente da invenção em 1876. Interessado, Juan fingia ser funcionário da telefônica para entrar nas casas e abrir o aparelho, em busca de segredos.
Aos 17 anos, criou sua própria companhia de telefones em San José, a 100 quilômetros ao norte da capital uruguaia, estendendo suas redes em direção ao Brasil. Em 1899 suas linhas chegaram a Bagé, no RS, onde comprou também uma empresa local de telefones e energia. Ganzo veio morar no Brasil em 1901. Optou por Bagé.
Aí, em 1922, o coronel Ganzo instalou em Porto Alegre a primeira central telefônica automática da América do Sul, três semanas antes de Buenos Aires. A novidade só chegou a São Paulo em 1928 e ao Rio em 1929.
| Ricardo Stricher |
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Em 1924, vendeu sua Companhia Telefônica Rio Grandense (CTR) a americanos.
Com dinheiro e sem a empresa, Ganzo tratou de investir em outras coisas. Morava numa chácara no Menino Deus, mais ou menos onde hoje está a avenida com seu nome. Levou para lá animais exóticos. Leões, camelos e outros bichos atraíram a curiosidade dos vizinhos. Ganzo resolveu ganhar um dinheiro: cobrava ingresso.
Historinha: Em 1912, enviou o filho mais velho, Juan Carlos, para terminar o curso de engenharia na Europa. O rapaz estava na Alemanha quando estourou a Primeira Guerra Mundial, mudando-se para a Suíça. Pelas agruras da guerra, os cigarros valiam ouro. Juan Carlos vivia com o contrabando de cigarros enviados pelo pai, enrolados em jornais brasileiros, via correio.
Outra: Em 1936, com outros sete sócios brasileiros, argentinos e uruguaios fundou a refinaria de petróleo Ipiranga, em Rio Grande. Deixou a sociedade em 1938, quando um decreto de Getúlio Vargas proibiu que empresas de petróleo tivessem estrangeiros como sócios. Mesmo tendo filhos nascidos no Brasil, preferiu vender sua parte.
Acredite: Ganzo trouxe a ideia da radiodifusão para o RS, inspirado por suas viagens constantes.Seu filho Edison participou da criação da pioneira Rádio Sociedade Rio-Grandense e da Rádio Sociedade Gaúcha.
Ganzo era um empreen-dedor insaciável.
Em 1930 foi para SC, onde instalou-se em Florianópolis. Oito anos depois, transformaria uma pequena empresa, criada pelo filho Juan Carlos, numa S.A. chamada Cia. Telefônica Catarinen-se. Em 1969 foi estatizada como Cotesc, precursora da Telesc.
Juan Ganzo morreu aos 88 anos, em Florianópolis, em 2 de abril de 1957. |
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| Jayme Copstein * |
Frei Bento na rua da Praia
Um quadro à espera de artista para ser perpetuado é o da Primeira Missa em Porto Alegre. Naquele tempo, nada do aglomerado de casebres sugeria uma cidade no futuro.
Em 3 de dezembro de 1747, esta primeira missa em Porto Alegre foi rezada pelo franciscano Frei Bento de São José. Ele exercia o sacerdócio no Convento de São Francisco do Rio de Janeiro. Em determinado momento, decidiu que parte da sua missão espiritual era fortalecer o exercício da fé nos povoados que brotavam como flores silvestres pelo Brasil Colonial, na direção do Sul. Pôs-se a caminho, levando consigo uma imagem de São Francisco de Assis esculpida em madeira. Em cada lugarejo, improvisava o altar e rezava o ofício.
| Arquivo |
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De povoado em povoado, o franciscano chegou a Viamão às vésperas de 3 de dezembro, data consagrada a São Francisco Xavier. Quando soube da existência do pequenino arraial, conhecido então como Porto de Viamão, decidiu que a data era significativa para o evento.
Cronistas da época descrevem aquele 3 de dezembro de 1747 como um dia ensolarado. Às oito e meia da manhã, a primeira missa de Porto Alegre foi rezada em uma palhoça que ficava na Rua da Praia, onde hoje existe o Banco Safra. Naquele tempo, não tinha praça da Alfândega. A água do Guaíba chegava até onde hoje está a calçada que vai do Edifício do Relógio na rua da Ladeira, até o shopping na esquina da Caldas Junior. Daí o nome de Rua da Praia.
Também naquele tempo os açorianos ainda não haviam chegado. Quem assistiu a esta primeira missa na capelinha improvisada foi gente vinda com os bandeirantes, ou então refugiada da Colônia de Sacramento e até migrada de Laguna, Santa Catarina.
A partir de então, Porto Alegre começou a ser conhecida como povoação de São Francisco. Só trocou de nome depois. Mas esta é outra história.
* Jayme Copstein é jornalista, radialista, escritor e editor do www.jaymecopstein.com.br
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Da Redação |
Porto Alegre em Cena
A venda de ingressos para o 16º Porto Alegre em Cena começa no dia 30, no Centro de Eventos BarraShoppingSul, ao preço único de R$ 20, com desconto de 50%. As reservas podem ser feitas pela Internet, no site www.poaemcena.com.br. De 8 a 25 de setembro, o festival apresentará em Porto Alegre 58 espetáculos, 21 deles internacionais, 22 nacionais e 15 produções do RS.
| Arquivo |
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Entre as atrações estrangeiras figuram produções de nove países: Uruguai (6), Argentina (3), Canadá (3), Chile (2), França (3), Itália, Israel, Portugal e Colômbia. Um dos destaques da programação é a peça Quartett (de Heiner Müller), dirigida por Bob Wilson, com a atriz Isabelle Hupert (foto), vencedora do prêmio de melhor atriz nos festivais de cinema de Berlim (2002), Cannes (1978 e 2001) e Veneza (1988 e 1995). Ganhou o César de melhor atriz do cinema francês em 1996, prêmio do qual é a recordista de indicações: 13 no total. É a atriz com o maior número de filmes que competiram em Cannes (16 filmes) e uma das quatro que conquistou o prêmio de melhor atriz por duas vezes neste festival. Quartett será encenada de 23 a 25, no Teatro do Sesi.
Os espetáculos nacionais virão de sete estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. O Porto Alegre em Cena é uma realização da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com patrocínio da Petrobras, Braskem, Caixa, Multiplan e BarraShoppingSul. Apoio cultural da Funarte, Ministério do Turismo e Panvel Farmácias.
Entre as atrações internacionais, o diretor e cineasta Patrice Chéreau traz duas montagens: La Douleur, e Le Grand Inquisiteur. Do Canadá, três espetáculos estarão presentes: Crépuscule des Océans, da companhia Daniel Léveillé Danse; In Paradisum, da Coleman Lemieux & Compagnie’s, e Kiss Bill, da portuguesa radicada no Canadá Paula Vasconcellos. Kiss Bill abre o festival no dia 8 de setembro, no Teatro do Bourbon Country. Também com destaque está o incrível grupo israelense The Voca People, um fenômeno que saiu da internet. Pela primeira vez no Brasil, o grupo traz uma mistura de grupo vocal, performances e coreografias.
O teatro do RS vem bem representado com espetáculos que concorrem ao Prêmio Braskem em Cena. E, mais uma vez, estará presente o Projeto de Descentralização, que se consolida como uma iniciativa que deu certo. Todos os anos bons espetáculos visitam as regiões da descentralização, levando arte e cultura para essas comunidades. |
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Fernando Albrecht* |
Jeito gaúcho
Às vezes, bate um certo desalento sobre o modo gaúcho de ser. Dois casos emblemáticos, um contado hoje.
Em 1970, uma pequena agência de publicidade, a Inter Propaganda, precisava imprimir um folheto caprichado para a Metalúrgica Silber, de Cachoeirinha, que precisava estar numa exposição em São Paulo em três semanas. A melhor gráfica gaúcha pedia 30 dias úteis só para a prova. Ou saía o folheto ou a conta. Desespero na Inter.
| Ricardo Stricher |
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Aí, alguém teve uma ideia luminosa: ligar para a Litográfica Ipiranga, em São Paulo. A telefonista atendeu e transferiu imediatamente a ligação para o diretor industrial da empresa. Não para a secretária, assessor ou algum aspone. Direto para o rei da cocada preta.
O publicitário quase chorou quando explicou seu drama e a exiguidade dos prazos.
- Certo, gaúcho, não se preocupe. Se vocês não quiserem vir aqui, eu vou aí. Com a arte-final na mão, imprimimos tudo em cinco dias, posto na exposição.
Entre viagem a São Paulo, correções na arte-final, impressão e entrega na feira, levou-se cinco dias. E pela metade do preço pedido pela gráfica gaúcha.
Outro caso emblemático do jeito gaúcho de ser também é do início dos anos 70.
Chegou a Porto Alegre para um roteiro de negócios um alto executivo da então poderosa Brinquedos Estrela chamado Samuel. Carioca, ele nunca tinha posto os pés em Porto Alegre. Por três dias, visitou televisões, empresários, fornecedores e, entre e uma outra rodada, fez questão de conhecer também a vida noturna porto-alegrense.
Findo o périplo, embarcou de volta para o Rio de Janeiro no diretão que a Varig tinha, acompanhado pelo publicitário gaúcho da SGB Propaganda que foi seu cicerone na Capital. O gaúcho ficou vermelho durante quase todo o voo. O executivo falou mal da gauchada que não foi fácil, e de forma tão veemente que os demais passageiros achavam que a bronca era com ele. E desabafava:
- Não dá pra entender vocês, gaúchos, juro. A gente propõe um negócio, marca-se o dia e a hora da resposta, e o que acontece? O cara não está ou manda a secretária dizer que não está, ou que está em reunião, o diabo a quatro. Em vez de dizer sim, ou não, que seja, fica nessa conversinha mole fugindo da decisão.
E dê-lhe graveto no ouvido do publicitário. Para completar, o carioca reclamou que o hotel em que ele estava hospedado impediu que uma amiga subisse com ele para sua suíte. Tudo deu errado. Foi duro ouvir as verdades.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
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| Da Redação |
Aqui tem o Linha-Turismo
Como toda cidade que respeita e trata bem os visitantes, Porto Alegre também tem um confortável ônibus para que se conheçam algumas atrações interessantes.
Desde janeiro de 2003, a Linha-Turismo já levou para passear pela capital gaúcha algo em torno de meio milhão de pessoas. É um agradável passeio, quando se conhecem – ou se recordam – as belezas e atrativos da cidade ou se redescobre os detalhes e história das ruas e recantos por onde os porto-alegrenses transitam todos os dias.
O ônibus possui o segundo andar aberto, e é equipado com sistema de áudio em três idiomas (além do português, inglês e espanhol), câmeras de segurança e janelas panorâmicas.
| Ricardo Stricher |
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A porta central do veículo possui acessibilidade universal e está servindo de referência para implantação de outras iniciativas similares no país.
A Linha conta ainda com Guia de Turismo credenciado no Ministério do Turismo, especializado e bilíngue.
As reservas podem ser feitas pelo (51) 3289.6744 ou 3289.6700
Ao fazer sua reserva, compre o ingresso até 30 minutos antes da saída do passeio. Passado este prazo, os lugares são liberados para venda direta no local.
Os ingressos devem ser adquiridos exclusivamente no balcão da Central de Atendimento Linha Turismo, na Travessa do Carmo, 84 - Cidade Baixa.
Importante: em caso de chuva o passeio será cancelado e as reservas poderão ser re-agendadas.
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| Da Redação |
Os vencedores
Assim como foram escolhidas as 7 Maravilhas de Porto Alegre, os leitores do Porto Alegre é Assim! elegeram democraticamente as 7 Delícias de Porto Alegre.
A primeira eleição foi durante 60 dias e os últimos votos computados chegaram no dia 31 de agosto de 2008. No total foram 192.138 votantes.A contagem final apontou o Mercado Público em primeiro lugar, seguido pela Rua da Praia, Guaíba/Pôr-do-Sol, Usina do Gasômetro, Parque da Redenção, Estátua do Laçador e Catedral Metropolitana.
No dia 8 de novembro do ano passado terminou o prazo de também 60 dias para as escolhas das Delícias. E custamos para computar os votos porque foram várias campanhas para a escolha das sete inesquecíveis iguarias da capital gaúcha.
Acreditem, foram 265.422 votos.
Confira abaixo os vencedores:
- Carnes do Outback Steakhouse – no Shopping Iguatemi

- Pizzas na Panela, do Bar Restaurante Pedrini

- Massas em geral, do Atelier de Massas

- Espetinho de Camarão e Queijo (com molho de pimenta), do Mamma Julia – Mercado Público
- Rascatelli ao Suco com Porpeta, do Restaurante Copacabana

- Anchova ou Tainha Recheada com Camarão, do Gambrinus Restaurante – Mercado Público

- Torta de Sorvete, da Confeitaria Torta de Sorvete

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