Atenção!
Esta é uma edição resumida da 4 ª edição do jornal Porto Alegre é Assim!.
Mesmo assim, o leitor tem uma boa ideia do que foi a edição.
Boa leitura e saboreie as fotos!!
É um abafamento danado. É difícil suportar os 3 primeiros meses do ano em Porto Alegre. As temperaturas passam diariamente dos 30 graus, mas a sensação é de que estamos num fornalha. O Senegal é aqui.
Tem que ter uma compensação. Nada que um prosaico ventilador ou um potente ar-condicionado não resolva. Então, sempre escolha um local para almoçar ou jantar, por exemplo, com um destes equipamentos.
Os táxis têm ar-condicionado. Boas lojas, bancos, bons bares e restaurantes não oferecem abafamento. Qualquer lugar fica agradável quando está “fresquinho”.
Só que os felizardos que estão em Porto Alegre levam uma grande vantagem sobre as demais cidades. Muitos moradores da capital gaúcha se mudam para as praias e uma grande cidade fica praticamente vazia. Não há filas, nem em banco. As pessoas podem escolher onde sentar nos restaurantes, bares e cinemas.
O trânsito? Deixamos de conviver com o pior trânsito do mundo. As ruas estão calmas, nem buzinas se escuta.
Um grande porto-alegrense foi Lupicínio Rodrigues. Confira aí ao lado a letra de “Minha Cidade”.
Uma joia, para guardar.
Não me censurem por estar chorando
Por contar coisas da minha cidade
É que eu agora estava recordando
Quando estas ruas eram só paz, amor e tranquilidade
O Rio Guaíba nos deliciando
Nos dando banho de felicidade
E os seresteiros só nos acordando
Quando das musas sentiam saudade
E o cafezinho de cem réis nos bares
Banco nas ruas
Pra se namorar
E o “rato branco” ao nos ver abraçados
Preocupados, os coitados, vinham logo nos cuidar
Tinha retreta na praça aos domingos
Jogo de víspora
Pro tempo passar
Eu recordando,
Cheio de saudade
Como é que querem que eu não vá chorar
Existem muitas justificativas para não ir a praia. Uma das mais conhecidas é a do jornalista Jaguar, fundador de O Pasquim: “Intelectual não vai a praia. Intelectual bebe”.
Tem gente que afirma que a frase é do Paulo Francis, mas não. O Francis a usava, mas é do Jaguar. De qualquer forma, Jaguar ou Francis ficariam muito esquisitos em trajes de banho, não?
A tese da SAPA do Jesus Iglesias era simples e honesta. Nada melhor do que o verão numa Porto Alegre vazia. Foram feitas grandes festas, especialmente almoços que entraram para a História.
Não conheci o Jesus, mas é o típico cara que poderia ter uma casa de veraneio em Ipanema.
O texto do Luis Fernando Verissimo está publicado no livro Porto Alegre é Assim!. É curto e perfeito. (JLP)
A SAPA - Sociedade Amigos de Porto Alegre - foi criada pelo publicitário Jesus Iglesias.
Para ser membro bastava acreditar, como o Jesus, que não havia melhor lugar no estado para se veranear do que Porto Alegre. Sua vantagem sobre os outros balneários era enorme: tinha uma infraestrutura que nenhum outro tinha, mais cinemas, mais restaurantes - e esvaziava no verão, ao contrário dos outros, que enchiam. Ficava perto do mar (está bem, não tão perto, não se podia ter tudo), mas ventava menos e o risco de queimaduras ou bicho do pé era menor...
A SAPA não tinha sede e, que eu saiba, nunca se reuniu formalmente. Quer dizer, seus membros também não precisavam se incomodar com estatutos, atas, eleições de diretoria, etc., além de só conhecerem engarrafamentos na freeway de ouvir falar, e dar risada.
O Jesus, infelizmente, já morreu. A única desvantagem da SAPA não existir formalmente é que não há um lugar onde colocar a placa que o seu fundador merece.
Aí está a nossa querida capital gaúcha. Numa manhã de janeiro. Em plena avenida João Pessoa.
Acredita que é produto de um desses programas que fazem uma pessoa se tornar bonita e atraente? Nada disso, o Ricardo Stricher, o mago das fotos do Porto Alegre é Assim!, nem quer conhecer este tipo de mutreta.
Aqui só temos a realidade.
Muita gente adora ficar em Porto Alegre nestes dois primeiros meses do ano. Nós, que adoramos a cidade, tínhamos que fazer uma edição para circular nestes primeiros meses de 2010.
E nada como contarmos com convidados ilustres, como Luis Fernando Verissimo, que nos conta o que foi a SAPA - Sociedade Amigos de Porto Alegre.
Quer saber mais?
Vá, folheie calmamente as páginas, leia os textos e curta as fotos.
Até o final da década de 60 ainda era possível tomar banho nas águas de Ipanema. Para a gurizada, uma outra alegria era comer um cachorro-quente. Os vendedores ofereciam o pão acondicionado em uma cesta; a salsicha conservava-se quente em uma improvisada lata com carvão. Temperos? Só mostarda e ketchup.
Ipanema era um paraíso, que a irresponsabilidade geral tornou um pesadelo nos anos 70. Tornou-se um depósito de todos os tipos de lixo. O Guaíba virou um lixão e a sua mais famosa praia já não é reconhecida pelos porto-alegrenses como uma atração.
Uma esperança.
Com a implantação do Programa Integrado Socioambiental, o Pisa, em um prazo de 20 anos (a contar de 2007), as águas do Guaíba serão balneáveis novamente.
Ricardo Stricher
A obra, uma das mais significativas da história da cidade, promoverá uma mudança muito importante para a população, garantindo melhores condições de moradia e inclusive de saneamento. As negociações com o BID, financiador do projeto, começaram em 2000.
Para os moradores do bairro, o dia a dia tornou-se mais agradável a partir do período em que o porto-alegrense, de modo geral, não mais o “invade”, especialmente nos finais de semana.
Ricardo Stricher
Não venham cobrar originalidade, por favor.
Ipanema é um bairro do Rio de Janeiro, fundado em 1894 pelo Barão de Ipanema. Está na zona sul da Cidade Maravilhosa.
O nome Ipanema significa “água ruim, rio sem peixes” em tupi-guarani.
Oficialmente, a Ipanema de Porto Alegre foi criada em dezembro de 1959.
Mas o Loteamento Balneário Ipanema foi aprovado pela Prefeitura de Porto Alegre em 1938 com os nomes das ruas dado por Oswaldo Coufal e pelos seus sócios. Com a venda de terrenos, muitas famílias construíram suas casas de veraneio em Ipanema.
Ricardo Stricher
As praias gaúchas também são lembradas pelos loteadores de Ipanema. Muitas delas emprestam seus nomes às ruas de Ipanema e de outros bairros da Zona Sul, entre elas Tramandaí, Cidreira, Torres, Capão da Canoa, Cassino e Atlântida.
Muitas árvores e situado à beira do Guaíba, o bairro é um lugar residencial. Tranquilo. Um calçadão e um ciclovia à beira-rio atraem atletas e moradores durante todo o ano.
Pensaram que nós não iríamos falar do pôr do sol do Guaíba, não? Será que precisa mais do que a foto na página ao lado?
Para quem chega a Porto Alegre o melhor lugar para se apreciar o nosso principal cartão-postal é a avenida Guaíba. Como qualquer grande avenida, a Guaíba está cheia de problemas para os moradores, mas vale percorrer a sua extensão.
Por incrível que pareça, nenhum vereador tentou trocar o seu nome. É só lembrar o caso da primeira rua da capital gaúcha, a rua da Praia. Pelo mais puro puxa-saquismo, os nossos vereadores, há muitos anos, resolveram “homenagear” uns irmãos canalhas, os Andradas. Aí a rua da Praia virou rua dos Andradas.
Mas na Guaíba eles não tiveram coragem de tentar mexer.
Guaíba significa “lugar onde o rio se alarga”. Talvez por isso insistam tanto na história de “lago Guaiba”, em vez de rio. Essa história de lago até faz sentido.
Em 1820, quando Saint-Hilaire deu de cara com o Guaíba, não teve dúvidas em anotar em seu diário que se tratava de um lago.
Os moradores da época chamavam-no de Lago de Viamão ou Lago de Porto Alegre. A análise de mapas históricos da região mostra que, durante o século 18 e início do 19, o rio Guaíba era a designação do segmento final do atual rio Jacuí, compreendido entre a foz do rio Taquari e as ilhas do delta. Não importa, é o Guaíba.
No final do século passado terminaram com dois ícones da avenida: a Taba e o Timbuca.
Não sabe, não lembra?
Ricardo Stricher
A Taba era uma boate que ficava em Ipanema. Bem ali, no centrão da avenida. A referência. Quem queria fazer um “aga” com a guria a levava para lá. A Taba.
O Timbuca era o bar da gurizada, na Vila Assunção – claro, na avenida Guaíba. Um dos mais notáveis frequentadores era o ex-deputado estadual Carlos Araújo, morador das proximidades. Aliás, a casa do Araújo fica na frente do Guaíba. De lá ele aprecia a Ilha do Presídio, onde foi preso político.
Os sites falam da avenida Guaíba:
“Na orla do Guaíba, encontram-se diversos pontos referenciais de Porto Alegre, tais como o Cais do Porto, a Usina do Gasômetro, a avenida Beira-Rio (muito usada para esportes), o Anfiteatro Pôr do Sol, o Iate Clube Guaíba, o Clube Veleiros do Sul, o Clube dos Jangadeiros, entre outros!”.
Discorde disso:
O Guaíba é um grande lago (496km²) ao qual Porto Alegre está histórica e culturalmente ligada.
Antes disso, o Guaíba é um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies vegetais e animais, que dependem de sua boa qualidade.
Fim do mundo, segundo Nostradamus Fosse em outro tempo, quando ainda subsistia a rivalidade entre as cidades de Pelotas e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, eu diria que é desfeita de “sebeiro” a tentativa de transformar um “papa-areia” como eu em especialista em fim-do-mundo. Os pelotenses daquela época nunca se conformaram com o fato de que habitávamos onde o mundo começa, mas é coisa do passado: dos leitores que me confrontam com as profecias de Nostradamus, o Grande Vivo, para me provar que estou errado e em sério risco diante da iminência da Catástrofe Derradeira – nenhum deles é Pelotas.
Que siga o barco, mas com prévio aviso: última vez. O assunto já está para lá de chato. Carlos Jorge me manda uma “centúria” de Nostradamus, profetizando que este velho mundo sem porteira exalará seu último suspiro, “Quando Jorge crucificar Deus,/ Marcos o ressuscitar / e São João o levar / o fim do mundo chegará.”
Traduzindo: quando a Sexta-Feira da Paixão cair no dia de São Jorge (23 de abril), a Ressurreição de Jesus, a Páscoa Cristã, for comemorada no dia de São Marcos (25 de abril) e Corpus Christi celebrar-se no dia de São João (24 de junho), babaus, minha gente, lá se foi o que a Marta fiou, como se dizia bem antigamente, quando esses mitos nasceram.
Carlos Jorge conta que caprichou nos cálculos e constatou que vai acontecer em 2011, não em 2012, como andam espalhando por aí. Pena que ele também tenha se equivocado, pois a Páscoa do ano que vem não cai em 25 de abril, mas na véspera, 24. Logo, São Jorge fica absolvido da crucificação, São João vai chegar atrasado em um dia para o Corpus Christi e o mundo não vai terminar.
O equívoco de Carlos Jorge explica-se porque o cálculo do calendário eclesiástico do Cristianismo não é tão simples como alguns endereços da Internet querem fazer crer. Resultam incorreções como a afirmação de que o Domingo da Ressurreição pode cair entre 21 de março e 24 de abril. Sobra um dia na ponta menor, falta um dia na ponta maior: é entre 22 de março e 25 de abril. Ambas são raras. O próprio Nostradamus, em vida, só teve uma ocasião de presenciar a Páscoa cristã no dia 25 de abril – em 1546. É provável que tivesse em mente, quando começou a escrever as Centúrias em 1547 (só as publicou em 1555), que a coincidência só voltaria a se repetir em 1666, cuja combinação de algarismos sugere enigmas e assombrações.
A data se repetiu em 1745, 1886 e 1943. Provavelmente a origem do mito, inventado ou apenas aproveitado por Nostradamus, esteja no início tardio das comemorações de Corpus Christi. Definidas em 1264, pelo Papa Urbano IV, só depois do Concílio de Viena (1311) é que se universalizaram, A primeira coincidência – Ressurreição no dia de São Marcos, Corpus Christi no dia de São João – só aconteceu em 1451.
Como se vê, desde Nostradamus, o mundo teve cinco oportunidades de dizer “adeus, morro por falta do amor dos homens”, mas não o fez. Se realmente pretender encerrar suas atividades, vai ter de esperar até 2038, quando de novo a Páscoa ocorrerá em 25 de abril.
No final do ano, uma festa legal Uma cidade como Porto Alegre não poderia fugir da regra. Mesmo com todos os contornos de crise, de falta de dinheiro, o porto-alegrense comemorou o Natal e a chegada de 2010 da melhor maneira possível.
A cidade ficou muito bonita.
As compras do Papai Noel foram muito boas - os lojistas podem ficar em janeiro e fevereiro contabilizando os lucros.
Mesmo que se reclame bastante, sempre se dá um jeito de fazer um agrado a quem merece.
As fotos do Ricardo Stricher mostram isso.
O cheque do peru Como todas boas casas do ramo em décadas passadas, o restaurante Treviso, no Mercado Público de Porto Alegre, também fazia ceias de Natal por encomenda de fregueses fieis. Um dos donos era o Carlinhos, que foi do corpo de segurança do presidente Getúlio Vargas. Pois pouco antes dos tempos do velho Noel, o melhor contador de piadas da capital gaúcha, Arquimedes Audi, fez um bolão de apostas para comprar um bilhete da Loteria Federal do Grande Prêmio Brasil, no tempo em que os prêmios eram milionários. Antes de comprar o bilhete, o baixinho Arquimedes passou no Treviso e encomendou o peru de Natal. Momentaneamente sem o vil metal, pagou com um dos cheques recebidos, quantia que horas depois repôs em dinheiro vivo. Na véspera do Natal pegou o peru e o levou para casa. À noite, a mulher deu uma má notícia.
- Aquele peru não estava com bom aspecto, Arquimedes, e botei a comida no lixo. Vamos ter que arrumar outra ceia.
Arquimedes ficou chateado, mas deixou passar. Dias depois encontrou com o Carlinhos do Treviso.
- Olha, eu não sou de cobrar, Carlinhos, mas em nome da nossa amizade preciso de contar uma coisa chata: aquele peru não estava bom! O dono do Treviso nem piscou.
- Olha, eu não sou de cobrar, Arquimedes, mas em nome de nossa amizade preciso te contar uma coisa chata: o cheque também não estava bom...
As empadas
do Sampaulo O falecido chargista Sampaulo frequentava, entre outros tantos bares e butecos, um bar na rua Fernando Machado. Era pequeno, cheio de jornalistas e histórias. A empada era muito boa, mas pequena, diminuta como caráter de mafioso.
Ocorre que o proprietário do estabelecimento era mão-de-vaca e estendia este conceito para as comidas e bebidas da casa. Mais ainda, fazia questão de dizer com orgulho que suas empadas, muito raramente, tinham azeitonas. Sampaulo chegou, sentou-se na mesa do Juvenal, pediu a sua eterna cuba-libre e quatro empadas. Na primeira dentada, descobriu uma azeitona e fez ar de júbilo como se tivesse se achado uma pepita de ouro.
- Sorte tua - resmungou o Juvenal. As ordens na cozinha são de uma a cada 10 ou 12 empadas.
O chargista então começou a comer a segunda empada. Outra azeitona.
- Sorte, de novo.
Na terceira, de novo o Sampa se deparou com o verde fruto. Aí o Juvenal fez cara feia em direção à cozinha.
- Muita sorte. Tu é sortudo, Sampaulo. Mas não vai se repetir.
A essa altura, todas as rodas do bar estavam de olho na mesa, um suspense como se fosse uma rodada de pôquer em filme de caubói. Sampa abriu a quarta empada e bingo, mais uma.
Juvenal nem discutiu. Levantou da mesa e foi dar uma porrada na cozinheira.
A repórter
e o almirante
Houve tempo em que a diversão maior do povo era contar piada de milico. Nos anos do regime militar a preferência eram causos que de alguma forma mostravam a burrice dos militares. Eram tão burros que ficaram 20 anos no poder.
Em alguns casos, eram piadas requentadas e, como este é um país que não tem memória, eventualmente conta-se de Lula a mesma piada do Marechal Costa e Silva. Faltou contar piada de jornalista burro.
Um desses casos deu-se com uma repórter da sucursal do Jornal do Brasil em Brasília. Deu um quiproquó qualquer envolvendo os meios castrenses e a editora de Política do JB mandou uma repórter ao Ministério da Marinha entrevistar um almirante. Ela resolveu pelo caminho mais fácil. Postou-se na entrada do prédio do Ministério da Marinha e a cada fardado que entrava ou saía ela ia em cima.
- O senhor é almirante?
Na maioria das vezes o oficial nem respondia. No máximo, vinha um seco “não”. E assim se foi ela no calvário de achar um almirante. E o tempo passando, hora de voltar para a redação. Aí entrou um marinheiro cheio de medalhas, cordões e pendu-ricalhos do tipo e que tais com cara de almirante. Ela se foi, esperançosa.
- O senhor é almirante?
- Não, minha filha, eu sou contra-almirante.
Um largo sorriso iluminou o rosto da repórter.
- Eu também sou contra esses viados, sabe? Mas preciso entrevistar um!
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
Quer dançar o samba mais requebrante?
Tem maxixe, baião , ijexá, salsa, bolero.
Vem pro baile da Gafieira Ziriguidum... Não dá pra ficar em casa!!!
Esta é uma das chamadas da Gafieira Ziriguidum.Rola todas as quintas, no Insano Pub - avenida Lima e Silva, 601.Não fica devendo nada para qualquer gafieira carioca.
Os rapazes da banda ensinam:
O maxixe foi a primeira dança urbana, a dois, a aparecer no Brasil, na segunda metade do século 19. É um híbrido de elementos como o lundu, a polca, mazurca e xótis.
Era dançado em locais que não atendiam à moral e aos bons costumes da época, como em bailes de negros e nas gafieiras da cidade nova.
Caracterizado pela sensualidade, sincopação e vivacidade rítmica da música e da dança, o maxixe é o ritmo que deu origem ao samba de gafieira.
Atualmente, foram importados alguns movimentos que são característicos do tango argentino. Incorporou-se também passos acrobáticos em que a dama é "lançada" como uma boneca de pano. Por exemplo, a enceradeira e o cabide. Outros nomes dos passos são cadeirinha, balão, enceradeira, baigon, cabide, balão apagado, facão, faquinha, anzol, gancho, gancho redondo, letra, puladinho redondo, pica-pau, trança, tesoura, caminhada, pião, "esse", etc. Além de inúmeras variações e composições sem nomes.
Portanto, coloque uma roupa cômoda, um sapato apropriado para a dança, mesmo que este não seja o seu forte, e entregue-se aos prazeres da Banda Ziriguidum.
Não esqueça: é no Insano, todas as quintas.
As fotos do Ricardo Stricher Estão na contracapa do jornal.
Ricardo Stricher, 53 anos, fotógrafo profissional, é nascido em Porto Alegre. Tem seu nome ligado há mais de 30 anos a fotografia, cinema e teatro. Neste espaço, a ideia é apresentar ao leitor detalhes do dia a dia da cidade. Sempre na incansável busca pelo melhor ângulo para deliciar o olhar.
Os vencedores Assim como foram escolhidas as 7 Maravilhas de Porto Alegre, os leitores do Porto Alegre é Assim! elegeram democraticamente as 7 Delícias de Porto Alegre.
A primeira eleição foi durante 60 dias e os últimos votos computados chegaram no dia 31 de agosto de 2008. No total foram 192.138 votantes.A contagem final apontou o Mercado Público em primeiro lugar, seguido pela Rua da Praia, Guaíba/Pôr-do-Sol, Usina do Gasômetro, Parque da Redenção, Estátua do Laçador e Catedral Metropolitana.
No dia 8 de novembro do ano passado terminou o prazo de também 60 dias para as escolhas das Delícias. E custamos para computar os votos porque foram várias campanhas para a escolha das sete inesquecíveis iguarias da capital gaúcha.
Acreditem, foram 265.422 votos.
Confira abaixo os vencedores:
- Carnes do Outback Steakhouse – no Shopping Iguatemi
- Pizzas na Panela, do Bar Restaurante Pedrini
- Massas em geral, do Atelier de Massas
- Espetinho de Camarão e Queijo (com molho de pimenta), do Mamma Julia – Mercado Público
- Rascatelli ao Suco com Porpeta, do Restaurante Copacabana
- Anchova ou Tainha Recheada com Camarão, do Gambrinus Restaurante – Mercado Público
- Torta de Sorvete, da Confeitaria Torta de Sorvete