Como quase sempre, estou muito feliz!
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| Anilson Costa, o poderoso da Comunicação do prefeito |
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| O editor persistente da Press Advertising, Julio Ribeiro. Hoje, está em Cannes |
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| Nelci Guadagnin, a perfeita RP, e Antônio Goulart |
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| Vai comprar? |
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| Uma entrevista. Legal, né? |
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| A Ulbra TV esteve lá |
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| Uma geral |
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| O bom e velho amigo Adolfo Gerschman |
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| Marcos Martinelli, ao fundo, e o galã Felipe Vieira |
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| Joabem Pereira, o porta-voz de dona Yeda |
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| O número um dos repórteres de Zero Hora: Humberto Trezzi |
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| O ídolo: Jayme Copstein |
Porto Alegre é Assim!, o livro
Como quase sempre, estou muito feliz.
Lancei no dia 15 de junho o quarto livro solo – Porto Alegre é Assim!. Foi em coquetel para convidados no Plazinha. Uma belíssima festa - as fotos, por enquanto, estão no www.previdi.com.br. Estamos estudando um festão, para breve, depois que diminuir este ridículo frio.
Desta vez, o inusitado é a participação de 21 convidados, sendo que alguns, mesmo tendo as raízes na capital gaúcha, moram em outras cidades.
Com o apoio da Cia. Zaffari, Hotéis Plaza e Porto Alegre Clínicas, o livro trata de um pouco de tudo da cidade: a história triste, com a chegada dos açorianos, o sobrenome Porto Alegre, as cidades Porto Alegre e corruptelas, as maravilhas, as tristezas, músicas, como o hino oficial e o hino de fato, a SAPA do Jesus Iglesias, os Machados, peculiaridades do verão e inverno.
Os 21 convidados, pela ordem dos capítulos são Juremir Machado da Silva, Celito De Grandi, Luiz Reni Marques, Alfredo Octávio, Vera Spolidoro, Antonio Goulart, Lúcia Fontanive, Caco Coelho, Marino Boeira, Jaime Cimenti, Lonise Gerstner, Gilmar Eitelwein, Emanuel Mattos, Luiz de Miranda, João Carlos Machado Filho, André Machado, Alexandre Aguiar, Valério Campos, Luiz Alberto Scotto, Luis Fernando Verissimo, Moacyr Scliar.
Tem ainda um fabuloso texto do jornalista Dilamar Machado, um poema de Mario Quintana, dedicado a Porto Alegre, Lupicínio e a “Minha Cidade”, entre outros.
O pocket Porto Alegre é Assim! tem 120 páginas, e será vendido através dos sites www.previdi.com.br e deste, num banner específico, e na Banca da República, na esquina da avenida João Pessoa com a rua da República. O custo é de 15 reais.

As fotos da capital gaúcha
São do repórter-fotográfico Ricardo Stricher.
Especial
Assim é Porto Alegre!
O primeiro capítulo do livro:
Minha combalida memória ainda guarda alguns resquícios de onde andei lá pelos 3, 4 anos. Tenho bem clara a imagem da Praia do Forte e da Praia Vermelha, aos pés do Pão de Açúcar, as ruas da Urca, da Otávio Correa, onde morei e ensaiei os primeiros passos. Tenho, dessa época, difusas recordações de algumas cidades que conheci com minha família, como Montevidéu, Poços de Caldas, Caxias do Sul, Jaguarão. E Porto Alegre.
Cada uma tinha uma peculiaridade que consegui guardar mesmo atravessando décadas.
Da belíssima capital uruguaia tenho guardados os brinquedos do Parque Rodo e as fatias de pizza com Crush. De Poços de Caldas, os passeios no Flor de Minas, um cavalo velho que não se arriscava nem a trotear. Gostava muito de ir a Caxias do Sul porque quase sempre ficava na casa da minha avó paterna, a Catarina. Era numa chácara, com muitas galinhas e tinha uma charrete, com pneus de carro. Um tio, que morava perto, tinha uma Harley-Davidson – ficava horas sentado, segurando no guidom.
Esqueci de me referir à Ilha de Paquetá. Gostava muito de passear por lá, mesmo que sempre enjoasse pela viagem de pouco mais de uma hora de barca. Era muito legal, porque até mesmo o meu pai tinha que andar pela ilha de bicicleta. De Jaguarão lembro da casa de uma tia, Ismênia, onde a comida era feita em fogareiros Primus, alimentados a querosene. Os banhos no rio eram estupendos, assim como os lanches em Rio Branco, no lado uruguaio.
Desde cedo gostava muito de vir a Porto Alegre. Primeiro porque no Rio não tinha parentes – tios, primos. Os mais próximos estavam em Belo Horizonte. Em Caxias do Sul e em Porto Alegre tinha tantos que custei muito para decorar todos os nomes. Vínhamos a Porto Alegre nos Costellation da Varig e ficávamos numa ampla casa de um tio, que era meu padrinho, o Dirceu, na rua Luiz Afonso. Quando chegávamos, ele colocava numa camionete Dodge um engradado de Pepsi e a gurizada toda o acompanhava para buscar o refrigerante na fonte, a fábrica na avenida Praia de Belas. Depois passava no açougue para comprar quilos e mais quilos de carne para o churrasco. Era um exagerado o meu padrinho. Depois do almoço de final de semana, não admitia que ninguém comesse apenas um picolé, para alegria nossa e do cara da carrocinha da Kibon.
Conheci em Porto Alegre muitas novidades, como o botijão de gás – no Rio o gás era encanado –, o cachorro-quente vendido em balaios na praia de Ipanema e um fiambre chamado pão-de-carne. Tinha um fascínio pela Rua da Praia, onde ia numa loja de doces e tortas, a Neugebauer. E o Cine Cacique, que achava o máximo, mais pelo tamanho.
Não sei muito bem a história, mas o meu irmão Paulo Cesar veio estudar em Porto Alegre no segundo semestre de 1965. Interno no Colégio Champagnat. Parece que tinha se metido com uma ou duas mulheres casadas e os maridos não gostaram muito. E, claro, não conseguia notas boas.
Um ano depois, uma reviravolta nas nossas vidas.
Com a morte do meu pai, ficou decidido que iríamos nos mudar para Porto Alegre, onde o meu irmão já estava bem adaptado e tínhamos os parentes por perto. Gostei da ideia, mesmo que fosse uma mudança radical demais para um guri de apenas 12 anos.
Gostava da cidade e não tinha outra alternativa a não ser me adaptar a nova vida. Tudo muito diferente e uma das primeiras medidas que tomei foi terminar com o sotaque carioca – muito deboche dos colegas. Não iria me incomodar com uma bobagem dessas. Outra decisão foi escolher um time de futebol para torcer. Do contra, tornei-me Colorado, numa época em que o Grêmio era campeão há anos.
O trajeto do colégio para casa era feito de bonde e achava muito legal os “vizinhos” – assim as pessoas da mesma rua se chamavam – colocarem mochinhos (bancos) e cadeiras na calçada, no final da tarde, para conversar. Sorviam chimarrão, mas jamais consegui gostar daquele amargo. Os filmes do Teixeirinha produziam filas na frente de vários cinemas. E a Jovem Guarda e os Beatles embalavam as reuniões-dançantes.
Quando já estava levando uma vida legal na cidade, Paulo Cesar deixou esta vida em um acidente de carro, pouco depois de exibir, com orgulho, a sua carteira de motorista.
Porto Alegre, na década de 60, era uma cidade provinciana, como gostavam de dizer. E eu gostava muito, mesmo que não entendesse o que queriam dizer com este “provinciana”. Nas décadas seguintes alguns moradores da cidade continuavam a tratá-la dessa forma. O curioso é que esses moderninhos jamais deixaram a província e, hoje, se orgulham do caráter cosmopolita da “capital dos shopping centers”.
Há pouco mais de três anos planejei um guia sobre Porto Alegre. Não deu e resolvi fazer o site Porto Alegre é Assim! – www.palegre.com. É um sucesso. E realimentado também pelo apoio de colegas e amigos refiz o projeto, durante os primeiros meses de 2009, e me dediquei a esta pequena homenagem à cidade que escolhi para viver.
Registro com satisfação que este projeto foi possível pelo inestimável apoio da Companhia Zaffari, Porto Alegre Clínicas e Plaza Hotéis Resorts Spas.
Sei que poderia tratar de inúmeras peculiaridades de Porto Alegre, que não estão nas páginas seguintes. Mas, vamos convir, é impossível esgotarmos as histórias em apenas um volume. Gostaria muito de escrever sobre Personagens e Bares da cidade. Quem sabe não está aí a “parte 2” do Porto Alegre é Assim!?
Este livro, por razões óbvias, é dedicado ao meu irmão Paulo Cesar, pioneiro da família em Porto Alegre.
Também a Renato Maciel de Sá Júnior e Joaquim Felizardo.
Renato conheci em 1987, quando lançamos o mensário Rua da Praia – Jornal do Centro. Autor dos antológicos livros “Anedotário da Rua da Praia”, tínhamos que tê-lo como colaborador. Nos recebeu em sua casa e as conversas não tinham fim. Fomos várias vezes ao seu encontro e ele sempre atencioso, disposto a conversar sobre a cidade.
Encontrei inúmeras vezes o professor Joaquim Felizardo na avenida Duque de Caxias. Sempre parávamos e ele com paciência máxima me respondia detalhadamente, como se não tivesse nada mais a fazer. Mesmo quando foi secretário da Cultura falava sobre Porto Alegre por horas a fio. Eu sempre elogiava as camisas que o professor usava – impecavelmente passadas. Ele dava risada.
Porto Alegre, creiam, é assim! |