Assim como foram escolhidas as 7 Maravilhas de Porto Alegre, os leitores do Porto Alegre é Assim! elegeram democraticamente as 7 Delícias de Porto Alegre
A primeira eleição foi durante 60 dias e os últimos votos computados chegaram no dia 31 de agosto. No total foram 192.138 votantes.A contagem final apontou o Mercado Público em primeiro lugar, seguido pela Rua da Praia, Guaíba/Pôr-do-Sol, Usina do Gasômetro, Parque da Redenção, Estátua do Laçador e Catedral Metropolitana.
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No dia 8 de novembro terminou o prazo de também 60 dias para as escolhas das Delícias. E custamos para computar os votos porque foram várias campanhas para a escolha das sete inesquecíveis iguarias da capital gaúcha.
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Acreditem, foram 265.422 votos.
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A idéia das 7 Delícias surgiu em função de várias indicações para as 7 Maravilhas da capital gaúcha (Edição 23). Para a eleição das Maravilhas não foram considerados votos desta categoria, claro, como para o cachorro da Princesa, o bauru do Trianon, o chope do Tuim, a picanha do Na Brasa, a pizza de panela ou o bolinho de queijo do Pedrini, o peixe e o filé acebolado do Gambrinus, o talharim do Copacabana, o bolo de carne do Naval, a feijoada do Plazinha, entre outros.
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Os vencedores receberão um documento comemorativo.
Na Glória...
Em 1950, a Intendente Alfredo Azevedo nem tinha calçamento. Era chão batido, mesmo. Depois de um tempo começaram a calçar com paralelepípedo pois uma linha de ônibus passaria por lá. Passa ainda hoje, por sinal. Nossa casa tinha um pátio enorme com árvores, horta e galinheiro. Telefone? Nem pensar. Na esquina da Intendente com a Oscar Pereira, havia um bar chamado Ponto Chic onde estava instalado um dos únicos aparelhos da rua e, quem sabe, do bairro. A gente ia lá quando queria telefonar. Telefone daqueles antigos, fixados na parede e com manivela. A ligação passava por uma telefonista da Central de Teresópolis.
Um pouco depois do Ponto Chic, em direção ao centro, bem em frente a Igreja, que está lá até hoje, ficava o Cine Teatro Glória, onde vivi minha primeira matinê. Hoje não existe mais, assim como o campo de futebol do Comercial, que ficava nos fundos do cinema. Ao lado da igreja havia uma área muito grande onde eram realizadas as quermesses, todos os anos, quando o padre levantava um dinheirinho para as obras. Carrossel, pescaria, tiro ao alvo, etc.
Nos fundos da Igreja, os Irmãos Maristas instalaram o Ginásio Assunção, só para meninos. Afinal, bem perto dali havia o Ginásio da Glória, só para meninas. Estudei no Assunção onde completei o curso ginasial. Minha turma foi a segunda formada no novo colégio. O diretor era o Irmão Cassemiro.
Nos dois anos em que estudei no Assunção vivi momentos inesquecíveis proporcionados pela viagem de bonde. A gente saía da aula bem no horário em que as gurias saiam do Glória. Como não era permitido ficar parado na frente do colégio delas, pegávamos o bonde na frente do Assunção em direção ao fim da linha e reservava lugar para as gurias, na volta. Eu estava na quarta série do ginásio, quando foi criada a banda do Assunção. Ser um de seus integrantes me fez viver um dos momentos mais gloriosos que algum guri daquela época poderia sonhar. Como o Ginásio Glória não tinha banda, fomos escalados para puxar o desfile das meninas na tradicional Parada Colegial, na Semana da Pátria. Daí que, numa certa manhã, a banda foi formada no pátio do Assunção e o professor nos informou que iríamos até o ginásio das gurias para ensaiar com elas. Agora imaginem a empolgação da gente, cheios de balaca por tocar na banda, entrando no pátio do Glória, um lugar literalmente proibido para nós, e tocar para elas. Foi o máximo.
Hoje, moro na Rua Nunes perto de onde ficava o fim da linha do bonde Glória/Nunes e tenho uma filha, a Gabriela, de sete anos que estuda no Glória. Sempre que vou levá-la ou busca-la no colégio, fico olhando para as meninas e meninos (o Glória, assim como o Assunção, agora é colégio misto) correndo pelo pátio da escola e lembro de minha entrada triunfal, nos anos cinqüenta, naquele mesmo pátio, repleto de gurias e de olhares apaixonados, de ambos os lados.
A Glória mudou muito. A Intendente está asfaltada, o Ponto Chic, o Cinema e o campo do Comercial desapareceram juntamente com os bondes, dando lugar a uma avenida larga e movimentada. E é por ela que passo diariamente, curtindo saudades do meu tempo de guri, buscando o rosto das namoradas, a pescaria das quermesses e as matinês de Domingo. Na verdade, lembranças da minha infância na Glória. * João Carlos Machado Filho é jornalista e apresentador da TVE RS
Mal alimentados, porém submetidos à estimulação do álcool, os escravos brasileiros eram propensos ao suicídio.
No Brasil do século dezenove, dizia-se que saudade matava. Dava-se como exemplo, a morte de escravos, provocada por uma doença que os próprios negros chamavam de "banzo", ou seja, melancolia. A palavra é africana. Significa febre, delírio, loucura. A depressão era uma doença que efetivamente atacava os negros escravos. Ela os levava ao suicídio.
Apesar da precariedade das estatísticas, pôde-se documentar que três quartas partes das pessoas que se matavam no Brasil até 1888, data da abolição, eram escravos.
Os cientistas, hoje, têm nova interpretação para o fenômeno. A explicação, que agora se encontra para o banzo, é outra: os negros escravos eram submetidos a trabalho duro e sem descanso, a não ser o tempo para dormir.
A alimentação que recebiam constava de pão, farinha de mandioca e carne seca. Era insuficiente para um organismo fisicamente tão exigido como o do escravo. Para que se mantivessem animados, recebiam, também, uma ração generosa de cachaça.
Além dos malefícios causados pelo álcool, a subnutrição lhes afetava o cérebro. Logo mergulhavam, não em melancolia, no banzo, mas em torpor, definhando até morrer.
Essa cidade, esse país, esse mundo é uma gandaia Passei quase uma semana sem ler os dois jornais de Porto Alegre que assino, sem olhar as páginas e os blogs da internet com notícias daqui e sem ver os telejornais locais. Só ouvi rádio (que adooooooro) e mesmo assim escolhendo a dedo o que e a quem ouvir.
Resolvi tirar umas férias das mazelas diárias e só acompanhar as eleições norte-americanas, lá no mundo de quem manda no mundo .
E, como grande parte dos habitantes do planeta que acreditam que ele ainda tem conserto, vibrei com a vitória de Obama. Longe de mim pensar que ele será a salvação da espécie, mas vibrei porque foi maravilhoso os gringos terem escolhido um mulato para presidente. E chorei pensando que naquele mesmo país, nos anos 70, as filhinhas de uma amiga brasileira e de um chinês faziam parte do grupo das “marrons” na escola. E isto não faz tanto tempo assim...
Minha emoção foi imensa ao ver amarelos, vermelhos, verdes, azuis, brancos, marrons e pretos de todas as partes e de todos os credos festejando com os norte-americanos a vitória de Obama. Não lembro de ter acontecido nos últimos 60 anos uma manifestação tão bonita quanto esta, porque envolveu a todos!
E assim, a minha esperança no ser humano fica reforçada (apesar dos meus dedos cruzados porque o seguro morreu de guarda-chuva).
Mas, quando acordo deste sonho bom, estou de novo em Porto Alegre , aqui no Rio Grande do Sul. E, como se isto não bastasse, descubro que um coronel, que comanda uma tal de uma brigada militar teve uma idéia. E mais, esta idéia recebeu o apoio de um deputado que se elegeu por ter sido jogador de futebol.
Um assombro...
Pois eles querem que as manifestações populares deixem de ser feitas como sempre, na Praça da Matriz, em frente ao palácio do governo estadual, porque incomodam!
E a idéia do coronel foi brilhante: as manifestações devem realizar-se no meio do nada, num descampado na beira do Guaíba, onde as únicas testemunhas seriam os ocupantes do carros que passam em alta velocidade, já que peixes o Guaíba não tem mais
Então, tira o tubo porque um festival de besteiras assola o país e PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER. JÁ!!!
Grande abraço da Luciana
PS. O descampado é mais conhecido como "Anfiteatro pôr-do-sol" e tem um palco que mais parece uma torradeira elétrica.
Todos os que lembram dos bares e restaurantes famosos de Porto Alegre volta e meia também recordam alguns pratos inesquecíveis destas casas. Nunca mais alguém conseguiu fazer o Picadinho a Maria Luiza como o restaurante Treviso do Mercado Público, por exemplo. Não é um prato complicado - usa ovos nos cubos de carne - mas a mão da cozinheira fazia a diferença. No caso, ambos desapareceram. No início da Cristóvão Colombo, número 36, existia um pequeno bar chamado Bob's, que servia um croquete de peixe como nunca mais se comeu, feito pela mulher do dono, o seu Roberto. Outra especialidade da casa era a torrada. Nada a ver com as que se come hoje. O pão vinha em três camadas, prensado, alto. A almôndega do Liliput, quando ficava na Otávio Rocha, também não deixou seguidores.
Na Benjamin Constant, perto da esquina com a Cristóvão Colombo, existia uma lancheria ampliada chamada Centro Esportivo, cujo bauru era de lamber os beiços. Em vez de filé usava lombinho de porco e queijo; o pão também vinha em três camadas, camadas altas e crocantes. E no tempo em que existiam pouquíssimas pizzarias na Capital, a melhor era o El Molino, na Cristóvão Colombo logo depois da Ramiro Barcelos, anos 60.
Essa era um caso a parte. Só servia três tipos de pizza, a presunto com queijo, só queijo e outra com calabresa. Embora os puristas torçam o nariz, o diferencial mesmo era um molho que colocavam entre a massa e a cobertura. Para completar, o freguês podia adicionar por fora um outro molho avinagrado que vinha numa garrafa de refrigerante. Era algo fora do comum.
Nunca alguém pensou em fazer alguma estátua ou monumento à Cozinheira Desconhecida. Bem que merecem.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
O livro “15 Maneiras Diferentes...” (Notícia do dia 14 de outubro no www.aindamaisfeliz.com) Estou com dor nas pernas, pelo senta-e-levanta. Te mete!
Foi, isso mesmo, uma festa e não uma “sessão de autógrafos”.
Muita gente foi buscar um exemplar do “15 Maneiras Diferentes de Ser Ainda Mais Feliz”, na segunda, dia 13, no Bar e Restaurante Pedrini, em Porto Alegre.
Chovia muito. Mesmo assim, muita gente foi lá. Lotamos a parte externa do Pedrini. Lotado mesmo – antes das sete horas as pessoas começaram a chegar e pra lá da meia-noite ainda tinha gente.
--------- Foi uma festança. Mais de 200 pessoas.
Amigos – e alguns de mais de 30 anos –, amigos da internet, autoridades, vereadores, conhecidos, colegas jornalistas, vizinhos da Cidade Baixa, leitores do previdi.com.br e, muito legal, pessoas que jamais tinha visto na vida. Por isso a dor terrível nas pernas, pelo senta-e-levanta.
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Não sei se foi uma decisão acertada, mas não estarei nos autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre. Não gosto do formato dessa melancólica Feira. Mas o Wilson Scortegagna, da Wilson-Wilson Distribuidora de Livros, que vai colocar a obra nas livrarias, vai também oferecer o “15 Maneiras...” na Feira. Pelo menos na Banca 31, né Wilson?
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Antes da Feira – nas principais livrarias só na semana que vem – o livro pode ser comprado aqui, logo aí abaixo, e no www.previdi.com.br.
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As fotos da festa, de Alfonso Abraham, estão no www.aindamaisfeliz.com
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O jornalista José Luiz Prévidi editou o livro “15 Maneiras Diferentes de Ser Ainda Mais Feliz”. É o segundo trabalho solo. O lançamento foi no dia 13 de outubro, no Bar e Restaurante Pedrini (avenida Venâncio Aires, 204 – quase esquina Lima e Silva).
- Com este título, é um livro de auto-ajuda?
- Não propriamente, são apenas histórias de pessoas que mudam de forma radical suas vidas com um único objetivo: a busca da felicidade. É um trabalho de ficção, ao contrário do primeiro livro “Tempos do Róseo – Histórias de Jornalistas”.
Prévidi explica que a principal característica de “15 Maneiras...” é a simplicidade, “com alguns dramas, é certo, mas sem angústias, psicologismos ou personagens depressivos”.
A apresentação é feita por três jornalistas.
Juremir Machado da Silva diz que “é impossível não ser ainda mais feliz lendo essas histórias em que o inesperado sempre acontece”.
Jaime Cimenti observa que “o maior mérito foi dar voz as pessoas e idéias de nosso cotidiano”.
E Mário Marona comenta que o colega e amigo “acaba de cometer um atrevido elogio à felicidade e à simplicidade”.
“15 Maneiras Diferentes de Ser Ainda Mais Feliz” foi editado pela Núcleo de Comunicação. Tem formato pocket, 120 páginas. A capa e o projeto gráfico é de Denison Mendes; fotografia de Alfonso Abraham; e revisão de Flávio Dotti Cesa.
A Redenção do Ricardo O fotógrafo Ricardo Stricher inspirou-se no Parque Farroupilha para a sua 12ª exposição fotográfica, "Redenção", que foi inaugurada no último dia 17, na Galeria Mario Quintana – após os bloqueios, no corredor de acesso à plataforma da Estação Mercado do Trensurb, no centro de Porto Alegre. Com mais de oito mil árvores, várias espécies de pássaros e diversos monumentos, a Redenção, que completou 73 anos este ano (19 de setembro) recebe quatro milhões de visitantes por ano. E com tanto desmatamento e problemas ambientais acontecendo no mundo, Stricher procura "congelar o belo de hoje" e apresentá-lo ao público.
São pessoas, crianças, animais, monumentos, flores e sombras. É uma contribuição que prova que "todos podem conviver em paz e em desenvolvimento pleno", diz o fotógrafo, que se considera "um eterno aprendiz", mantendo-se "sempre atento, na busca incansável pelo melhor ângulo, para deliciar o olhar do espectador".
Ricardo Stricher tem 52 anos e seu nome associado a inúmeros trabalhos em fotografia, cinema, teatro e música. É fotógrafo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre há 32 anos e já trabalhou na Câmara Municipal de Porto Alegre, no Palácio Piratini, na Zero Hora e, como freelancer, em diferentes jornais e revistas locais e nacionais, tendo sido, também, fotógrafo do Fórum Social Mundial 2005.
Nilo Peçanha – “Paz e Amor” A principal avenida do bairro Chácara das Pedras. Mas atravessa outros bairros.
É mais uma daquelas “homenagens” a quem não tem nada a ver com o RS e muito menos com Porto Alegre. Não sei ao certo, mas jamais deve ter vindo ao Sul do país – talvez tenha passado por aqui para ir ao Uruguai.
Nilo Procópio Peçanha nasceu em 1867 em Campos, no Rio de Janeiro. Formou-se na Faculdade de Direito do Recife. Sabe-se lá a razão da tal homenagem, mas Nilo participou das campanhas abolicionistas e republicanas e, em 1890, elegeu-se deputado constituinte. Em 1903, foi eleito presidente do Estado do Rio de Janeiro e, em 1906, participou como vice-presidente da chapa de Affonso Penna. Com a morte do presidente, assumiu o cargo aos 41 anos. Seu governo, que durou um ano e três meses, foi marcado por uma disputa sucessória entre São Paulo e Minas Gerais pelo poder.
Consta que a oligarquia paulista lançou Rui Barbosa para suceder Peçanha, em aliança com a Bahia, enquanto a oligarquia de Minas Gerais se aliou com o Rio Grande do Sul (pode ser por aí, não?) e apoiou o marechal Hermes da Fonseca.
Lançou o lema "Paz e Amor" como forma de tentar criar um governo de conciliação das forças políticas que lutavam entre si na época, mas houve muitos protestos e mortes na Capital Federal durante sua estada no Governo.
Tentou a presidência de novo em 1921, como candidato da chapa Reação Republicana, de oposição às oligarquias estaduais, mas foi derrotado.
Morreu em 1924, no Rio de Janeiro.
Ingrediente:
1 kg de arroz, 1/2 kg de charque, 1/2 kg de lingüiça, 1/4 kg de toicinho, 3 dentes de alho, 2 cebolas, 1/2 colher de colorau, sal a gosto.
Preparo:
Cortar o charque em iscas finas e deixar de molho por 2 horas, trocando a água duas vezes. Picar o toicinho e a lingüiça e levar ao fogo numa panela espaçosa.
Na mesma panela colocar o charque, os temperos e refogar bem.
Depois juntar o arroz e água fervente que fique três dedos acima dele.
Mexer e provar o sal.
Fogo alto por 3 minutos.
Depois baixar para secar.
Servir acompanhado de salada verde.