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| José Luiz Prévidi |
Há muitos anos que o morador de Porto Alegre não vai ao Centro para fazer compras, almoçar ou simplesmente passear. Vai por obrigação – uma consulta, buscar uma encomenda ou uma compra necessária no Mercado Público. Quando tem um compromisso desses, prepara-se: uma roupa simples, sem telefone e carteira, o documento com uns trocados no bolso e seja o que Deus quiser.
Assim me preparei no dia nove de abril, uma quarta à tarde, para ir ao Centro. Iria tentar fazer algumas compras que não consegui em shoppings. Me indicaram que na variedade de lojas do Centro poderia encontrar.. Até os vendedores dos shoppings me indicaram a aventura.
Logo na chegada, no “fedor”, onde os camelos pululavam em todos os espaços das calçadas, pude caminhar tranqüilo. E só me dei conta alguns minutos depois. Os incômodos camelos não estavam lá! E, antes de procurar o que queria, dei uma volta de mais de meia hora e raros os que se aventuravam a vender alguma coisa. Para terem uma idéia, uns colocavam em cima de caixas apenas as capas de CDs e DVDs.
Fui na rua Voluntários da Pátria e região, onde estão os depósitos de mercadorias contrabandeadas e falsificadas, que abastecem os camelos ilegais. Por toda esta região, os ilegais dividiam espaços com os legalizados e com os pedestres. Vi pouquíssimos.
Durante todo o trajeto, não vi nenhum assalto, mesmo que a presença policial seja pequena. “Apenas” um assalto a banco na avenida Borges de Medeiros, por volta das 16 horas. Mas esse é outro departamento.
Passei pela obra do camelódromo. Quase pronta.
Não dá mais medo passar pelo Largo Glênio Peres. Aquela tradicional bandidagem deixou de se exibir.
Olha, posso estar errado, mas o Centro de Porto Alegre está num “processo de transformação”. Para melhor.
Infelizmente passei nas Lojas Americanas para comer um cachorro quente, com aquele molho que era igual em todas as lojas do Brasil. Me passou uma idéia meio decadente, mas resolvi encarar. Depois do meu pedido, a caixa vira-se para a atendente: “Tem ainda cachorro?”. Antes de vir o sanduíche já senti que estava decadente, mesmo. Quer saber? Não coma mais o cachorro quente das Americanas.
Entrei contente num táxi. Se continuar assim, vou vir mais seguido ao Centro. Além de tentar comprar alguma coisa, ao invés do cachorro quente, sugiro que comam a melhor pipoca doce de toda a cidade. Na esquina da Salgado Filho com Borges de Medeiros. É dos deuses.
Se encontrei o que fui comprar? Não, não. Mas encarei outras “necessidades”, como um jogo de dardos “profissional”, made in China, por 48 reais. E, necessidade suprema, encarei as especiarias da Banca do Holandês, no Mercado Público.
Viva o Centro!
(foto dos camelôs é de Gilberto Simon)
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| Da redação |
Redenção depois da chuva
Não deveríamos nem mostrar como fica o mais belo parque de Porto Alegre depois de uma chuva mais constante. Mas, não dá. Os administradores da Redenção se preocupam com vários detalhes - poodles não podem andar sem guia e as crianças são proibidas de jogar bola na grama. Experimente pegar do chão uma flor! Nestas três situações só falta a Guarda Municipal prender o "delinqüente".
Confira algumas fotos do Ricardo Stricher, que mostram que a Administração da redenção não está nem aí para resolver os verdadeiros pepinos.
Inverno embaixo das cobertas? Que nada!
Este é a primeira parte de um texto do guia “Porto Alegre é Assim!", que ainda não desisti de editá-lo:
No outono as pessoas que estão em Porto Alegre não sofrem com as temperaturas altas do verão. São temperaturas amenas, com um friozinho a noite. Os moradores torcem para que esfrie e, assim, possam definitivamente tirar blusas e casacos do armário. Esperam também o melhor momento para mudar os hábitos alimentares – nada de pratos frugais. Os visitantes aproveitam esta mudança de clima, porque a cidade começa a ter outro estilo.
Creiam na máxima: inverno em Porto Alegre é sinônimo de muita comida e vinho; para esquentar, é a desculpa. Não é o lugar ideal para vegetarianos, por exemplo.
Finalzinho de maio e primeiros dias de junho o inverno está “definitivamente instalado” e as origens européias ressurgem com maior intensidade. O vinho volta com toda força, seja através das opções nobres, produzidas no Estado e que são superiores a maioria dos co-irmãos que chegam dos países vizinhos, ou com uma singela jarra, cheinha com um tradicional vinho de garrafão.
Quem está pela primeira vez na cidade pode acreditar que em todos bares e restaurantes existem “sommeliers, pós-graduados na Europa”. Nos restaurantes mais finos, os garçons acreditam conhecer um tinto perfeito como Manoel Beato, o melhor dos profissionais brasileiros. Não encontramos enólogos na cidade, porque suas funções estão ligadas as vinícolas.
No entanto, a partir de junho Porto Alegre torna-se a capital dos enófilos – o crítico, o degustador. Nem que ao saborear um “chateau jarré”, o entendido filosofe: “Perfeito, tem até o gostinho da uva!”. É sério, nem tente discutir com um dos milhares de técnicos que esbarrar, seja lá onde for.
Em tempo: nem fale em vinho rosé.
“A fome aumenta com o frio. O corpo pede comidas consistentes. Pratos sérios”. Frase comum entre porto-alegrenses – depois de incorporar um enófilo não se intimida de tomar a forma de um nutricionista.
Churrasco é uma alternativa muito óbvia para tratarmos aqui. Muito óbvia, mas obrigatória. As melhores churrascarias oferecem rodízios com mais de 20 tipos de carnes, com preços acima de 30 reais. Há também as mais populares, onde picanhas, maminhas e filés são ausência garantida, mas os preços giram em torno dos 10 reais. E, típico da cidade, diversos bares nos bairros oferecem carnes assadas em churrasqueiras improvisadas. Tudo feito nas calçadas. Geralmente são atendidos os fregueses tradicionais, mas nada que um sorriso e bons argumentos não resolvam o seu apetite.
Ao procurar um prato típico da cidade, não se admire. No inverno o mocotó é o almoço predileto, em qualquer dia da semana. Nos sábados e domingos é uma mania. E nem pense em argumentar que esta é uma iguaria brasileira. Não, para o habitante da capital gaúcha o mocotó é típico, “o mocotó é nosso”. Com todo orgulho ele vai lhe falar que no panelão, que ferve por mais de 20 horas, vai feijão branco, mondongo, tripa grossa, patas, vários tipos de lingüiça, e temperos e mais temperos.
Um parêntesis: dois orgulhos do cidadão de Porto Alegre: o mocotó e o pôr-do-sol no Guaíba, “o mais bonito do mundo”. Não necessariamente nesta ordem, mas não tente argumentar. São paixões definitivas, tanto quanto o Grêmio ou o Internacional.
As terrinas com o mocotó vem acompanhadas de um cacetinho (o pão francês), salsinha e ovos picados. Acrescenta-se pimenta a gosto. Nos locais mais simples a iguaria vem direto em um prato fundo.
(primeira foto - plano geral - do Mercado Público é de Gilberto Simon)
O restaurante Gambrinus, no Mercado Público,
tem o tradicional mocotó às quartas-feiras.

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| Da redação |
Vila Cruzeiro do Sul
Inspirados na novela Duas Caras, onde uma personagem organiza visitas a uma favela – a Portelinha – resolvemos sugerir que os nossos turistas e mesmo porto-alegrenses façam uma visita-relâmpago à Vila Cruzeiro do Sul, hoje denominado “comunidade carente”. Antes, se dizia “mocó de traficantes”. O que continua sendo, na verdade.
Estranhou? Ora, quando as pessoas vão a Nova York não insistem em conhecer o Harlem? Os presidentes de países de primeiro mundo quando fazem um tour pelo Rio de Janeiro não “se encantam” com as comunidades faveladas? Por que não a nossa Vila Cruzeiro?
Não chega a ser complicada uma visita. Basta que não chamem a atenção com roupas de grife e máquinas de fotos ou filmagem. Identidade e uns trocados no bolso da calça surrada. E torcer para não passar por nenhum tiroteio.
Desde já, curta as fotos.

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| Da redação |
Azenha
Mesmo o mais envergonhado turista ou um tímido porto-alegrense pode descobrir o que é “azenha” consultando, em alguns segundos, um dicionário. Ora, por favor, não me venha com aquela resposta, “bah, todo mundo sabe que é um bairro e uma avenida!”. É muito simplório.
Azenha é um singelo moinho de roda, movido a água, para fazer, por exemplo, farinha de trigo. É exatamente o que fazia um imigrante açoriano chamado Francisco Antônio da Silveira, que se instalou em 1760 ali pela volta do arroio Dilúvio. Não tinha nada por lá. Aí ele resolveu plantar trigo e depois da primeira colheita já estava com uma represa pronta, para que o moinho funcionasse, e começou a vender farinha de trigo para Porto Alegre.
Chico da Azenha era o seu apelido. Mas poderia ter outro: Chico Coelho. Afinal, o sujeito empreendeu 17 filhos.
Com o tempo, Chico foi cada vez mais se tornando o dono do pedaço. Fez a primeira ponte sobre o Dilúvio e fez melhorias no precário Caminho da Azenha, que levava à cidade, onde hoje estão as avenidas João Pessoa e Azenha.
Com o tempo os primeiros moradores foram chegando e se espalharam para o sul, onde hoje estão bairros consagrados como Ipanema e Cavalhada. Pouco mais de 100 anos, a comunidade formada por Chico, que poderia ser o Chico Coelho, já estava organizada, tanto que conseguiu iluminação pública, com a instalação de lampiões. No início do século 21, a Rua da Azenha já estava calçada.
A partir daí muitas casas comerciais tornaram-se famosas, como a Padaria Esteves, a Confeitaria do Cardoso e a Alfaiataria Castel, de Henrique Falk, um judeu ucraniano, que refugiou-se por aquelas bandas. O símbolo comercial da Azenha? O Cine Castelo.
Muitos adolescentes, solteirões e marinheiros se esvabdavam na Rua Cabo Rocha, com vários cabarés. E tinha os frequentadores famosos, como Lupicínio Rodrigues, que batia ponto no Cabaré do Galo. Rua Professor Freitas e Castro.
Hoje, a Azenha tem algo em torno de 15 mil moradores e continua com um centro comercial forte, popular. A Cabo Rocha? Hoje é a Rua Professor Freitas e Castro.
Leia Ruas por onde passo! logo aí embaixo.
Fotos: Avenida Azenha hoje; a linha do bonde Azenha, na avenida João Pessoa; e a Ponte da Azenha. |
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| Jayme Copstein * |
José Conceição
De cada vez que parte um antigo companheiro, é como se um guerreiro, após mil batalhas, deixasse a arena para o repouso merecido. Foi o que senti ao ler em Zero Hora a morte de José Conceição, cuja passagem pelo rádio foi curta – de 1948 a 1953 –, porém suficiente para inscrever seu nome na crônica daquele tempo.
Conceição era uma feliz combinação de caráter e talento, temperada com o espírito de luta que o fez ascender da condição de menino pobre a empresário da área imobiliária, após cursar engenharia. Para chegar lá, entretanto, antes de ingressar na Rádio Gaúcha, desde cedo trabalhou para completar o orçamento da família. Freqüentadores ainda remanescentes do velho Cinema Avenida, João Pessoa esquina Venâncio Aires, ainda hão de se lembrar do garoto que lhes anunciava: “Baleiro, báleis”, e o “báleis” era um tosco recurso de marketing, quando ainda nem se sabia o que era isso, inventado não se sabe por quem, para substituir o nada eufônico “balas” dentro do pregão.
Concluído o curso secundário, Conceição escreveu a Cândido Norberto, diretor de broadcasting da Gaúcha, ainda no sobradão da Rua Sete de Setembro, expondo-lhe a situação pessoal.
Naquele tempo, eu ingressara, fazia pouco, como produtor na emissora, o primeiro de uma equipe de gente afeita a escrever, dentro de um projeto de Cândido Norberto que haveria de levar a então PRC-2 a líder de audiência no Rio Grande do Sul.
De tão bem redigida, a carta de Conceição levou Cândido a aproveitá-lo na produção de programas e me encarregou de submetê-lo a um teste. Uma semana depois, ele se locomovia como veterano, junto com Luiz Gualdi, vindo do Colégio Militar e contratado pela Gaúcha na mesma época.
Nos poucos anos seguintes, Conceição construiu a carreira artística como apresentador de programas e radioator, até formar-se em engenharia, quando mudou de profissão e para lá transferiu seu sucesso pessoal. Nos tempos que se seguiram, nós nos encontrávamos eventualmente. Falávamos daqueles tempos idos e, diante das turbulências contemporâneas, interrogávamos, sem obter resposta, os tempos vindouros.
Agora, diante da notícia da sua morte, ao fazer o balanço do que conheci e compartilhei de sua trajetória, concluo que foi um exemplo de vida, provavelmente a resposta para as nossas indagações. Não é a pobreza material que molda o caráter.
É o contrário: o caráter é que molda a vida da gente.
* Jayme Copstein é jornalista e radialista. Colabora no www.coletiva.net. É colunista do jornal O Sul e apresentador do programa 'Paredão', na Rádio Pampa. Seu livro mais recente é "A Ópera dos Vivos", editado em janeiro deste ano.
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| Da redação |
Brasil Sabor
Os restaurantes Koh Pee Pee, Gokan, Outback, Sashiburi, Atelier de Massas, Sashiburi, Barranco e Café do Porto são alguns dos participantes do Festival Brasil Sabor 2008, que acontece até 11 de maio. O evento contará, neste ano, com uma exclusiva arena gastronômica no Shopping Total. O espaço estará aberto à visitação até 26 de abril, diariamente das 16h às 22h. Na Arena Gastronômica Abrasel, serão realizados cursos, degustações, oficinas de culinária e exposições de produtos, que contarão com os principais nomes da gastronomia regional.
O Brasil Sabor é um dos maiores eventos gastronômicos do País. No Rio RS, a atividade promete movimentar o setor de bares e restaurantes, a exemplo do que aconteceu em sua edição passada, quando 46 estabelecimentos gaúchos comercializaram 20 mil pratos – as empresas tiveram um aumento significativo em seu movimento, o que resultou na ampliação de seus faturamentos e no crescimento do setor.
Cada inscrito deve apresentar um prato promocional que melhor represente a especialidade de sua casa e será seu destaque durante os dias do festival. Este prato será publicado em um guia de divulgação, distribuído amplamente em diversos pontos da capital gaúcha.
O evento integra o Movimento Brasil Sabor, que tem como objetivo valorizar a gastronomia brasileira como um diferencial competitivo para o setor de turismo no país.
As inscrições podem ser feitas pelo 51 3012 9922. |
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Fernando Albrecht* |
A desafio do Homero
De todos os bares e casas noturnas que já falei, um foi esquecido, e foi um lamentável esquecimento: o Je Reviens. Ficava na sobreloja do edifício do Relógio, prédio ainda existente na esquina da Rua da Praia com a General Câmara. Era um bar, mas não era só um bar; era um ponto de encontro, mas não era só um ponto de encontro; era um local de conseguir belas mulheres, mas não era só um espaço dedicado ao lazer libidinoso. Não era barato, portanto não era para quem ganhava salário mínimo. E nem para pau d'água como o Homero. Além de borracho, pobre. Mas, certa noite, ele encasquetou que ia lá pescar um peixe grande, não aquelas percantas da volta do Mercado que trocavam um programa por um prato de mocotó. Não houve Cristo que o convencesse de que era uma roubada.
- Homero de Deus, não entra nessa. Primeiro, que tu não vai conseguir entrar com essa tua roupa e sapato Vulcabras de borracha; segundo, nenhuma mulher vai te dar a mínima; terceiro, se der, não vais nem poder pagar meia dose de qualquer bebida que ela pedir. Bicho, mulher do Je Reviens usa perfume Chanel Nº5 e tu não tem grana nem para comprar Água Velva...
- Vou. E vou ganhar uma mina.
E assim nosso herói adentrou o sagrado recinto do Je Reviens. Do lado de fora, no Largo dos Medeiros, os amigos do Homero fizeram um buquimeque para ver quem acertava o tempo em que ele seria posto na rua. A maioria cravou cinco minutos. Porém, Deus protege os bêbados, as criancinhas e os corajosos. O tempo foi passando, passando, e nada do Homero aparecer à porta, que dava para a rua General Câmara. Evidentemente que ninguém arriscou no palpite de que ele teria chance com alguma das mulheres do pedaço. Erraram todos. Homero saiu uma hora depois e, pior, de braços dados com uma bela mulher. Na maior intimidade.
Antes de desaparecer na bruma que caia na Rua da Praia naquela noite, Homero ainda olhou para a turma por sobre o ombro, com olhar de deboche. Estupefato, o grupo tentou entender como era possível que um João Ninguém como ele conseguira essa proeza.
Foram dormir mal, muito mal. Nos dias seguintes, foi feita um investigação com garçons e clientes, quase uma CPI. Como esta, não chegaram à uma conclusão definitiva. Mas, colhendo depoimentos aqui e ali, chegou-se a um esboço do que teria acontecido.
O dono estava de sangue doce, a mulher estava incomodada com um chato na mesa ao lado, conhecia o Homero porque ele fazia para ela alguns servicinhos bancários e o usou para dar o fora do bar, usando a desculpa que esperava seu motorista ou coisa que o valha. Bom, até aí eles suportavam.
Mas Homero papou a divina criatura ou ela o dispensou logo adiante?
Dúvida cruel. Mais cruel ainda foi agüentar o Homero dali para a frente. Porque, a cada vez que chegava na roda, cravava fundo e torcia uma faca no ego dos caras.
- Sabe aquela mina do Je Reviens? Pois é, ela me levou ao seu apartamento. Primeiro ela me serviu um uísque, depois foi tirando a roupa, depois se ajoelhou, depois...
Se era ou não verdade, nunca ninguém soube. Homero morreu atropelado alguns anos depois, levando o segredo para o túmulo.
* Fernando Albrecht é colunista do Jornal do Comércio, comentarista da Band AM e editor do www.fernandoalbrecht.com.br
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| Da Redação |
Morro do Osso
Muitas paisagens bonitas, com preservação da mata nativa, mas também muitas lendas passeiam por esta atração de Porto Alegre. Consta, por exemplo, que lá existiu um cemitério Guarani e também um Quilombo. Já imaginou a bronca?
O Morro do Osso tem 143 metros de altura está próximo ao Guaíba. Possui 220 hectares de área natural e constitui-se num importante reduto biológico, praticamente isolado pela urbanização dos bairros Tristeza, Ipanema, Camaquã e Cavalhada, adjacentes ao morro.
Do alto do Morro tem-se uma das vistas mais belas da cidade, com o Guaíba, o Delta do Jacuí, os morros Santa Tereza, Teresópolis, Agudo, da Tapera, das Abertas e o da Ponta Grossa.
Parte do Morro do Osso é o Parque Natural do Morro do Osso, com área de 127 hectares e foi criado em 1994.
Fotos de Ricardo Stricher.

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| Da redação |
A preferida dos noivos
A Capelinha da Assunção, oficialmente Paróquia N. Sra. da Assunção, começou a ser construída em 1944. Está no topo de uma colina na Vila Assunção, zona Sul de Porto Alegre.
Depois de muito trabalho dos moradores da região, finalmente, em 8 de dezembro de 1949, a Capela foi inaugurada. Dia 11 de dezembro foi rezada a primeira missa pelo padre Arno Klein, então vigário da paróquia N. Sra. Das Graças, à qual pertencia a nova Capela.
A Capela foi se tornando cada vez mais conhecida, não só pela originalidade da localização e estilo, mas, sobretudo pelo misticismo do seu interior. Tornou-se a igreja preferida dos noivos. O primeiro casamento foi realizado em 1953, daí por diante, ano após ano, o número aumentava, chegando a 100 em 1974.
Horário das Missas:
Sextas, 18 horas
Sábados, 18 horas
Domingos, 10 e 19 horas. |
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| Da redação |
Cabo Rocha – Professor Freitas e Castro
A tradicional rua dos cabarés do bairro Azenha, passagem obrigatória de Lupicínio Rodirgues, chamava-se rua Cabo Rocha. Sabe-se lá a razão - certamente, ataques de moralismo de moradores e comerciantes pudicos - transformou-se na rua Professor Freitas e Castro.
Cabo Rocha teve presença marcante na vida de Porto Alegre – discutível esse aspecto histórico, mas teve.
Já o professor Freitas e Castro não tenho a menor idéia do que fez na vida. Não consegui saber nada a seu respeito. Quem sabe algum morador antigo ou um familiar possa nos dar uma pequena biografia do professor.
O maior feito na vida do capitão Manuel Vieira da Rocha, conhecido como cabo Rocha, foi comandar um dia antes do histórico 20 de setembro de 1835, um piquete nas imediações da ponte da Azenha, com orientação para interceptar quem tentasse passar. Os farroupilhas preparavam a invasão de Porto Alegre, mesmo que a população não quisesse nada com essa gente..
Os chefes do ataque estavam a uma prudente distância do centro da Vila. O piquete avançado, com 30 homens, posto nas imediações da ponte da Azenha era comandado pelo Cabo Rocha e aguardava o amanhecer do dia 20 para investir, junto com o restante da tropa, contra os muros que cercavam Porto Alegre. Deu-se aí o “Combate da Azenha”.
Um dia depois tomaram Porto Alegre sem nenhuma resistência. Bento Gonçalves da Silva e outros comandantes entraram na cidade no trote.
Bem, penso que se justificaria uma rua do capitão/cabo.
Agora, não me perguntem porque a rua Cabo Rocha transformou-se no século 20 num amontoado de cabarés – a avenida Farrapos da época. E certamente trocaram de nome em função disso.
Sei lá, vai ver que o Freitas e Castro deveria ser um notório moralista da primeira metade do século 20.
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| Clábio Gomes* |
Sopa de Palmito
Ingredientes:
1 1/2 litro de caldo de frango -1 vidro de palmito -1 colher de (sopa) de farinha de trigo -2 colheres de (chá) de açúcar -queijo ralado -1/2 lata de creme de leite.
Preparo:
Leve o caldo de galinha ao fogo com o palmito fatiado e o açúcar, deixe ferver por 10 minutos e engrosse com farinha de trigo dissolvida em um pouco de água para não embolotar.
Deixe ferver, até que a farinha esteja cozida.
Acrescente o creme de leite e desligue antes de ferver.
O queijo deve ser polvilhado no final.
Sirva: Pão Italiano ou torrado
* É Chef de Cuisine – clabio@terra.com.br
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